O SINSSP-BR realizou Assembleia Geral Extraordinária Virtual, com todos os servidores do INSS, técnicos e analistas, filiados e não filiados, na última sexta-feira (09/10), para discutir sobre a deflagração da greve e passar os informes sobre as negociações em curso.
A assembleia foi aberta com informes dos diretores Leonardo Fonseca e Cristian Santos, que relataram os resultados das reuniões do Comitê Permanente de Processos de Trabalho e do CGNAD, realizadas no dia anterior (08/10).
No Comitê Permanente de Processos de Trabalho, foram debatidos temas como o Supertec, travas de caixa e Portarias Normativas. A Direção Central concordou com as propostas das entidades, visando alinhar normas com as superintendências e evitar interpretações de caráter punitivo aos servidores.
Em São Paulo, foi destacada a situação de uma SARD com 323 servidores com caixas de tarefas travadas. Segundo o INSS, o desbloqueio automático está previsto para novembro, com tempo estimado de processamento de uma hora.
Na reunião do CGNAD, foi pautado sobre a prorrogação do Ciclo de Avaliação da GDASS. Os representantes da categoria apontaram divergências nas pontuações menores do novo modelo de avaliação e solicitaram ao MGI a prorrogação do ciclo de avaliação até a finalização do novo normativo, em andamento no CGNAD.
Conforme antecipado pelo SINSSP-BR em nota publicada na sexta-feira (09/10), a Diretoria de Gestão de Pessoas do INSS publicou a Portaria DGP/INSS nº 163, de 9 de outubro de 2026, reconhecendo como integralmente cumpridas todas as compensações referentes às horas não trabalhadas durante a greve de 2024, conforme previsto nos acordos firmados entre Administração e entidades representativas.
A portaria valida os registros das unidades competentes e garante segurança jurídica aos servidores que participaram do movimento. A conquista ocorreu após cobrança institucional na reunião do CGNAD, fundamentada na informação de que a fila do INSS havia sido zerada. Assim, a greve de 2024 foi oficialmente considerada quitada na data da assembleia.
Debate sobre a greve e votação da assembleia
Após os informes, a assembleia abriu espaço para manifestações dos servidores sobre a possível deflagração de uma nova greve. A ampla maioria se posicionou contrária ao movimento, considerando o cenário político sensível diante da proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, o risco de desgaste da credibilidade da mobilização, o potencial impacto negativo em futuras negociações no início do próximo ano e a possibilidade de alimentar narrativas que ameacem o estado democrático de direito.
Diante disso, a assembleia deliberou, por maioria expressiva, pela rejeição da proposta de deflagração de greve.
Encaminhamentos da assembleia
A assembleia definiu os seguintes encaminhamentos:
- O SINSSP-BR irá protocolar representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) e na Comissão de Ética da Presidência da República sobre a atuação da Ministra do MGI, Ester Dweck.
- Será enviado ofício à CONDSEF comunicando a decisão da categoria, com destaque às preocupações dos servidores com a Carreira do Seguro Social e os riscos associados aos diferentes cenários governamentais.
- Na oportunidade, foi informado aos presentes que o Sindicato já protocolou representações junto à OIT e ao Ministério Público Federal.
- Fica mantido o Estado de Greve.
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