Ministro de Bolsonaro se articula para manter nicho de poder no INSS

Enquanto a equipe técnica da transição que trata sobre Previdência se desdobra para fazer o diagnóstico sobre os principais problemas da previdência social brasileira, servidores informam que o atual Ministro da Previdência e Trabalho, José Carlos Oliveira, servidor de carreira do INSS e apoiador incondicional do Presidente Jair Bolsonaro, articula via frente ampla, manter seus espaços de poder no INSS.

A informação vem dos servidores do órgão que tem procurado o Sindicato para denunciar a articulação política que o Ministro vem fazendo e, segundo essas fontes, estaria aproveitando para discutir a manutenção do seu nicho de poder no INSS, em especial na superintendência do Instituto em São Paulo. Ainda de acordo com as informações, ele teria avisado para a sua equipe na Autarquia “para ficarem tranquilos, pois todos permanecerão onde estão”.

A Revolta é generalizada na categoria, que reivindica que o Governo Lula faça uma limpa no órgão, afinal, segundo os servidores, foi esta equipe que auxiliou na política de sucateamento do INSS, com o represamento de 5 milhões de benefícios, fechamento das agências, indeferimento automático, restrição do atendimento presencial à população, restrição do acesso aos serviços do Instituto e aumento generalizado de intermediários dentre outras maldades.

Oliveira se licenciou do INSS logo após a vitória de Lula em 2003. Durante o período do seu afastamento, exerceu atividades em gabinetes de partidos que atualmente compõe a base de sustentação do governo Bolsonaro.   Com participação ativa nas manifestações de rua que culminaram no Golpe da ex-Presidente Dilma Rousseff, retornou ao INSS 13 anos depois, em agosto de 2016, no governo do golpista Michel Temer para exercer o Cargo de Superintendente do INSS do Estado de São Paulo.

Daí por diante, Oliveira, que fez questão de não trabalhar nas gestões petistas trabalhou para sua ascensão dentro do órgão e virou Diretor de Benefícios do INSS e meses depois passou a Presidente na gestão de Ônix Lorenzoni. Ao se desincompatibilizar para concorrer ao cargo de Governador do Rio Grande do Sul, Ônix Lorenzoni, fiel escudeiro de Jair Messias Bolsonaro, indicou Oliveira para ser Ministro da Previdência e Trabalho em detrimento do seu substituto automático, secretário executivo.

Servidores registram ainda que o Ministro da Previdência e Trabalho tem uma única preocupação: resolver os problemas com os órgãos de controle dentre os quais os superfaturamentos em contratos de vigilância eletrônica da Superintendência de SP (Sudeste I) no período em que ocupava o cargo de Superintendente e da Superintendência do Nordeste, detectados pela auditoria do Tribunal de Contas da União.

Diante desses fatos, a categoria começa a se movimentar para combater o oportunismo do Ministro José Carlos Oliveira, homem que esteve lado a lado de Bolsonaro, em especial durante as eleições.

Redes Sociais
Redes Sociais
Redes Sociais

 


SINSSP questiona INSS sobre cancelamento da prova do concurso público e exame periódico dos servidores

O SINSSP se reuniu em audiência com o Presidente do INSS, Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano, na última quinta-feira (01), para questionar a Autarquia sobre o cancelamento da aplicação do exame do concurso público para o INSS na Universidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, e sobre a realização do exame médico periódico dos servidores da ativa.

Após matéria veiculada no site do sindicato na segunda-feira (28/11), clique aqui para ler a matéria, manifestando preocupação com a lisura do concurso público para o INSS, o SINSSP enviou ofício solicitando a audiência com a direção central do Instituto para questionar o que de fato ocorreu e que providencias seriam tomadas visto que a Autarquia sofre com a falta de servidores e represamento dos benefícios e, embora o número de novos servidores que serão contratados após a realização deste concurso seja pequeno, ajudaria os servidores que sofrem com a pressão diária dos mais de 5 milhões de benefícios que aguardam na fila virtual para serem analisados.

O Presidente do INSS informou que o maior problema registrado no dia da aplicação do exame foi na Universidade de Guarulhos, nos demais locais de prova tudo ocorreu dentro na normalidade. Ele ainda afirmou que houve falha por parte da banca que adiou o início da prova o que inviabilizou a realização da mesma.

A direção central também informou que não houve a distribuição dos livros de provas, que permaneceram lacrados, e como no Edital está explicito que as vagas ofertadas seriam por GEX, ou seja, cada candidato faria a prova no local escolhido para trabalhar após a aprovação no concurso, desta forma, os concurseiros que fariam a prova na Universidade de Guarulhos estavam concorrendo a vaga para esta região. Considerando isso, a banca entendeu que a prova poderia ser remarcada e que o concurso não corre o risco de sofrer isonomia.

Segundo informações do Presidente do INSS, a data da aplicação do exame em Guarulhos já foi definida e será no dia 11 de dezembro.  Sendo assim, o resultado para quem fez o exame no dia 28/11 sairá no dia 22/12 e para quem realizar a prova no dia 11 poderá conferir o resultado no dia 30/12. Após os ajustes dessas datas, o cronograma transcorrerá conforme previsto no Edital.

Ao ser questionado sobre o risco de judicialização e isonomia, o Sr Guilherme Gastaldello informou ao sindicato que já acionou a procuradoria para informar o ocorrido. O órgão entendeu que o concurso por ser regionalizado não corre o risco de isonomia.

Exame periódico dos servidores

O SINSSP também levantou a pauta da realização dos exames periódicos dos servidores na audiência com o presidente do INSS e informou que está recebendo informações de que a rede credenciada com a GEAP é muito longe e restrita e há casos de servidor que precisa se deslocar por 400 Km para realizar o exame.

O Presidente informou que ao firmar contrato com a GEAP para realizar esses exames um dos tópicos exigia ter pelo menos uma rede de atendimento na gerência para facilitar a locomoção dos servidores. Porém, nos casos em que não há é porque o servidor já está acostumado a se deslocar para consultas e exames. No entanto, a GEAP deverá fazer convênios e parcerias para aumentar a rede e amenizar esses problemas, que os casos são pontuais e que há uma equipe monitorando e respondendo todas as dúvidas enviadas pelo e-mail disponibilizado para isto, informou Guilherme.

O SINSSP vai acompanhar essa demanda e repassar para a direção do INSS todos os casos que chegar até o sindicato para que sejam solucionados. Desta forma, se você servidor enfrentar alguma dificuldade ou conhecer algum colega nestas condições entre em contato conosco pelos nossos canais de atendimento e informe o seu problema para que possamos relatar ao Instituto e solicitar a resolução.

 


Presidente do SINSSP compõe Equipe Técnica de Transição do Governo Lula

O Presidente do SINSSP - Sindicato dos trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo - Pedro Luís Totti, compõe a equipe técnica de transição do Governo Lula que discute o tema Previdência.

Pedrinho, como é conhecido, é servidor de carreira do INSS desde 1987 e membro da executiva municipal do PT de Piracicaba. Conhecedor profundo dos principais temas que envolve previdência, em especial sobre aqueles da autarquia. É Membro do Consórcio de Sindicatos da Seguridade Social filiados a CUT que tem como base os servidores do INSS.

O SINSSP parabeniza a sua participação na equipe de transição, resultado de todo o enfrentamento que a entidade fez, em conjunto com o Consorcio de Sindicatos da Seguridade Social, denunciando a contratação de militares pelo INSS, o sucateamento do órgão em sintonia com a proposta de privatização da previdência de Paulo Guedes, a falta de concurso público, a utilização da inteligência artificial parar indeferir benefícios, o cerceamento do direito ao cidadão nas agencias do INSS, dentre vários ataques sofridos ao longo desse tenebroso período.

O SINSSP reafirma sua posição em defesa da Previdência!

Veja abaixo a Portaria publicada no Diário Oficial da União.

 

PORTARIA Nº 66, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2022 - PORTARIA Nº 66, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2022 - DOU - nomeação Pedrinho equipe transição governo

 


A herança do governo Bolsonaro no INSS – mais de 5 milhões de processos parados

A equipe de transição do presidente eleito, Lula, recebeu a informação de que atualmente há mais de 5 milhões de processos aguardando análise no INSS e que o prazo de 45 dias estipulados para resolver o problema já estourou há muito tempo e ao que tudo indica vai continuar assim até o próximo ano, quando houver a troca de governo.

O ex-ministro da pasta, Onix Lorenzoni, já se antecipando para a campanha eleitoral de 2022, garantiu na mídia de que zeraria a fila de espera do INSS até o final deste ano, ele passou o bastão para o servidor de carreira, José Carlos de Oliveira, que ao invés de trabalhar para diminuir o problema, deixou a fila aumentar e bater a marca dos 5 milhões de processos, que estão aguardando por uma resposta do INSS, sendo que muitos destes processos são fundamentais para que seus requerentes possam comprar remédios, pagar por uma moradia, colocar a comida no prato, para se alimentar e alimentar sua família.

A equipe de transição avalia duas medidas para tentar resolver essa situação. A primeira seria recriar o Ministério da Previdência, separando-o do atual ministério “Trabalho e Previdência”, assim teria um Ministério do Trabalho e outro da Previdência Social; a segunda seria devolver a Dataprev para a responsabilidade do Ministério da Previdência.

A Dataprev é a empresa de tecnologia e informação, responsável pela gestão de toda a Previdência Social, inclusive da base de dados sociais do Brasil. Durante o governo de Bolsonaro ela foi transferida para o Ministério da Economia e chegou a ser cotada para a privatização.

De acordo com a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, pela avaliação da equipe de transição houve uma alteração da função da Dataprev que sofre até hoje com a defasagem técnica e de pessoal, além da falta de preparação para parametrizar o sistema e deixá-lo em conformidade com as novas regras de aposentadoria aprovadas por meio da Reforma da Previdência, a EC 103, promulgada em 12/11/2019.

A herança da fila de 5 milhões do governo Bolsonaro, além de deixar milhões de brasileiros esperando para receber o seu benefício, também gera ônus para o erário, ou seja, outro problema econômico para o país, pois quando começar a pagar esses benefícios terá que ser calculado os juros e a correção monetária do período em que ficou em atraso, conforme garante a lei para o cidadão.

Durante todo esse período o SINSSP vem alertando, com matérias publicadas no site do sindicato e na mídia, e denunciando que as filas não aparecem   mais porque elas migraram para a nuvem, pois trata-se de filas virtuais.

Outro problema também muito denunciado pelo sindicato é a falta da mão de obra no INSS, essa falta de servidores também contribuiu e muito para o aumento dessa fila. O atual governo não investiu em concursos e em novas contratações, mesmo com a aposentadoria de mais de 10 mil servidores após 2018, Bolsonaro e Paulo Guedes não permitiram a realização de concursos públicos, agora em 2022, no apagar das luzes que é que soltaram um concurso, mas com vagas insuficientes para solucionar o problema do INSS.

E para piorar ainda mais a situação, o único concurso que realizou ainda teve problemas por falta de organização, na cidade de Guarulhos a prova foi cancelada no dia da aplicação em uma das unidades, podendo comprometer todo o concurso. (veja a matéria aqui.)

Para agravar, ainda mais, o emaranhado de ações sem eficácia dessa gestão, o número de servidores que pediu aposentadoria por conta da Reforma Previdenciária foi muito grande, deixando o INSS ainda mais debilitado em seu quadro de funcionários.

A única solução dada foi a contratação de militares da reserva que faziam o trabalho dos terceirizados: entregar senha, digitalizar documento, dentre outras tarefas de baixa complexidade, mas que não condiziam com o trabalho desempenhado pelos servidores técnicos e analistas do seguro social, funções estas essenciais para acabar com o problema das filas e que teriam que ser contratados mediante a realização de concurso público.

Outra solução apresentada pela atual gestão foi aumentar o uso da inteligência artificial, mas também sem sucesso. Com a promessa de que os “Robôs do INSS” dariam conta das filas e zerariam a demanda dos pedidos de benefícios sociais com maior agilidade, o que se percebe é que a meta não saiu do papel, pelo contrário, gerou um caos ainda maior, pois aumentou o número de indeferimentos devido a automatização que teve como resultado o disparo dos pedidos de revisão.

Além disso, o governo Bolsonaro focou apenas nos requerimentos de pedidos de benefícios, deixando de lado outros tipos de requerimentos, como por exemplo, recursos e revisões, que se encontram parados e que precisam de servidores especializados e detentores de conhecimento específico para serem analisados e concluídos.

A total falta de preparo dos ministros escolhidos por Bolsonaro e a péssima gestão, misturados com o objetivo de reduzir a máquina pública e desmontar os órgãos públicos resultou nestes mais de 5 milhões de requerimentos represados e que aguardam há meses pela resposta do INSS.

Popularmente falando, Bolsonaro e sua equipe “enxugaram gelo” neste período sem se importar com o cumprimento da Constituição Federal, das leis e com o sofrimento do cidadão.

Esse é o resultado da barbárie cometida contra a nação, uma fila de espera no INSS com milhões de requerimentos parados e a espera de um milagre.

Fonte: Notícias Concursos

 


Prova para o concurso do INSS em Guarulhos é cancelado após atraso e muita desorganização

O desmonte que as instituições públicas vêm sofrendo nos últimos anos refletiu no resultado da desorganização vista neste domingo (27), após o cancelamento do concurso para o INSS na Universidade de Guarulhos, na Grande São Paulo.

A prova, que seria aplicada pelo CEBRASPE, foi cancelada após três horas e meia de atraso. Vídeos postados em redes sociais dos candidatos que foram realizar o exame mostravam o caos que os corredores e as salas da Universidade viraram, uma multidão de pessoas, aglomeradas em pleno avanço da Covid-19 no estado, sem orientação alguma.

De acordo com a reportagem do G1, a polícia militar foi acionada porque os candidatos estariam presos no local da prova sem poder deixar o local e só foram liberados trinta minutos depois dos policiais serem acionados, por volta das 17h15.

Uma postagem do Twitter denunciou que os fiscais estavam mal preparados, que as provas não chegaram e a desorganização foi tanta que as salas e as listas de presença estavam trocadas, muitas com os nomes constando na lista de sala, mas não constavam na lista da porta, falta de informação sobre um atraso de 1h30 para início da prova, dentre outras reclamações.

Outra denúncia feita à reportagem do G1 informou que a entrada dos candidatos seria em horários diferentes, mas os portões estavam fechados em alguns desses horários e quando foram abertos uma nova confusão se formou porque não tinham salas disponíveis para realizar o exame.

O que disseram as entidades envolvidas

A reportagem do G1 entrou em contato com o CEBRASPE, responsável pela realização do concurso público e com o INSS, entidade para a qual os candidatos prestariam o exame.

Em nota, a CEBRASPE disse que o episodio ocorrido na Universidade de Guarulhos foi isolado e que não comprometeu a lisura do Concurso Público. Porém, os candidatos que concorrem ao cargo de Gerência Executiva (GEX) Guarulhos foi suspensa, devido aos fatos relatados na matéria, e que nova data para a aplicação do exame será divulgada por meio de edital específico.

O INSS, em nota, informou que lamenta o ocorrido e esclareceu que para os candidatos que conseguiram realizar as provas neste domingo fica mantida as demais etapas do concurso.

SINSSP pede audiência no INSS para cobrar respostas mais concretas

O SINSSP manifesta repúdio pela falta de organização, preparo e descaso contra os candidatos que realizariam o exame neste domingo. É preciso apurar essas denuncias e cobrar respostas concretas sobre os fatos ocorridos e não apenas divulgar uma nota lamentando o caso.

Esse acontecimento é fruto da forma como a máquina pública tem sido gerida, sem qualquer cuidado e zelo pelo patrimônio que é do Brasil e da população brasileira.

O sindicato não vai deixar esse acontecimento cair no esquecimento e vai cobrar do INSS uma resposta mais concreta. Por esse motivo, enviou um ofício à presidência do Instituto pedindo uma audiência para tratar deste lamentável episódio.

 


SINSSP na mídia: Fila de espera no INSS

O canal do SINSSP vai reproduzir a fala da diretora, Vilma Ramos, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, sobre um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário que aponta que os pedidos de benefício no INSS têm levado meses para a liberação. Créditos da reportagem: Seu jornal/TVT Matéria publicada no dia 03/11/2022 Reportagem de Dayane Ponte.

Não esqueça de se inscrever no canal e ativar o sininho para receber as notificações.

 


Bolsonaro mente sobre o INSS

O SINSSP - Sindicato dos trabalhadores do INSS no estado de São Paulo - vem a público esclarecer a população sobre a real situação do INSS no governo Bolsonaro.

BOLSONARO MENTE EM HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO, o candidato Pinóquio em ato de desespero mente descaradamente ao dizer que investiu no INSS, que capacitou servidores e que em 100 dias o segurado tem uma resposta ao seu pedido, é MENTIRA!

A verdade é que Bolsonaro não investiu nem em estrutura, tão pouco nos servidores, o que ele fez foi sucatear e destruir o INSS assim como outros órgãos do governo federal.

O governo Bolsonaro utiliza de "inteligência artificial", robôs, para NEGAR os benefícios requeridos pela população (é o tal do Indeferimento Automático).

Sem concursos e sem servidores deixou o INSS no caos e Bolsonaro simplesmente acabou com o atendimento presencial.

Bolsonaro fechou agencias do INSS pelo Brasil a fora por causa de falta de funcionários e em razão do corte nos investimentos.

O governo de Bolsonaro não gosta de servidores de carreira e não realizou nenhum concurso público.

O presidente Bolsonaro e seu ministro da economia Paulo Guedes, não deram nenhum reajuste salarial para os servidores civis.

Bolsonaro contratou militares da reserva que não conheciam os serviços do INSS e transformou o INSS num cabide de emprego de milicos.

Bolsonaro vem destruindo o INSS, desde que tomou posse está desmontando o patrimônio do Trabalhador Brasileiro.

Bolsonaro destruiu a Previdência Social Brasileira com a reforma da previdência de Paulo Guedes, retirou direitos da população e deixou muitos brasileiros desassistidos.

 


teclado computador com uma tecla escrito Sinssp informa.

Informes da reunião com a Direção Central do INSS

O Consórcio de Sindicatos dos Trabalhadores do Seguro Social e da Seguridade Social filiado à CUT se reuniu na última quinta-feira (22), com a Direção Central do INSS, para tratar sobre o atendimento da área de recursos humanos, a reposição do erário da greve de 2009, a perícia médica do servidor para comprovação de deficiência, dentre outros pontos. O SINSSP como membro do consórcio esteve presente na reunião com a participação do Diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Rogério Alonso Munhoz.

Na reunião, os representantes do Consórcio abordaram as dificuldades enfrentadas pelos servidores para terem acesso aos serviços da área de recursos humanos do Instituto e ressaltaram que antes da pandemia esse acesso era mais fácil porque estavam trabalhando presencialmente. Eles também questionaram sobre a solicitação para aposentadoria que agora é realizada via requerimento no GET e analisada pelas CEAB/RPPS.

Neste processo, o servidor fica aguardando a análise, porém, as dúvidas não são respondidas e antes, quando o servidor tinha algum questionamento, por exemplo, a simulação do valor e a memória de cálculo, elas eram sanadas diretamente pelos servidores do SOGP.

A Direção da Autarquia informou que o INSS mantém o esforço para melhorar e facilitar o acesso dos servidores aos serviços da área de recursos humanos, entretanto, com a implementação do trabalho em home-office ficou mais complicado manter um horário estendido de atendimento presencial e segundo eles, para as dúvidas dos servidores referentes à aposentadoria existe um e-mail para envio dos questionamentos que é destinado para o SOGP. Em São Paulo, o e-mail para envio é aposentadoria.sp@inss.gov.br.

Sobre o pagamento da greve de 2009, a Direção do INSS explicou que o processo está adiantado por conta da implantação da inteligência artificial. O robozinho, assim chamado pelo Instituto, fará a triagem dos processos enviados e até final do mês de outubro eles serão finalizados e encaminhados para o Ministério da Economia para que seja efetuado os pagamentos.

De acordo com o órgão, é importante que os servidores não se esqueçam de anexar o “TERMO DE RESPONSABILIDADE” na hora de enviar o processo, pois a inteligência artificial só vai fazer a triagem e encaminhar para a análise se o documento estiver anexado.

Quanto a questão da perícia médica dos servidores para comprovação de deficiência, já havia sido abordada na reunião passada com pedido de atenção especial para o caso, pois a pandemia complicou a situação dos servidores que necessitam do serviço.

A falta desta perícia causa problemas aos servidores que ficam impedidos de conseguir a redução de carga horaria, de se aposentar, de solicitar o abono de permanência e do recebimento do auxílio combustível (para aqueles que necessitam do uso de veículo próprio para locomoção). A direção informou que em São Paulo o INSS fechou um acordo com o Instituto Federal de São Paulo para a realização das perícias dos servidores, a informação será divulgada em breve pela comunicação da Autarquia.

Teoricamente as solicitações dos servidores estão sendo devidamente encaminhadas, mas o SINSSP vai continuar acompanhando o desenrolar dessas demandas e se perceber que essas ações não se realizaram como foi combinado, irá tomar novas medidas para o cumprimento daquilo que foi prometido.

 


Orientações de como restituir os valores descontados na greve de 2009

O INSS iniciou a análise de processos de Despesas de Exercícios Anteriores (DEA) para a devolução dos valores descontados dos servidores do INSS em decorrência da greve de 2009.

Para restituição dos valores, os servidores da ativa, aposentados e pensionistas deverão preencher e assinar um “Termo de Responsabilidade” que poderá ser entregue presencialmente em qualquer agência do INSS ou digitalizado por meio do “Meu INSS”.

Para os servidores que continuam em atividade no INSS foi criada uma tarefa no GET para o pagamento dos dias paralisados em 2009. Caso o servidor tenha participado da greve e não encontre a tarefa registrada no seu CPF deverá enviar um e-mail para greve2009@inss.gov.br e informar nome completo, matrícula e número do CPF.

O SINSSP elaborou um passo a passo para facilitar e simplificar o acesso dos servidores aposentados. Clique aqui para acessar as orientações.

Clique aqui para visualizar o Termo de Responsabilidade.

 


Concurso do INSS está com vagas abertas

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) publicou no DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (15), o edital do concurso público para nível técnico do seguro social. São mil vagas para o cargo, sendo 5% destinadas para pessoas com deficiência e 20% para pessoas negras.

O concurso exige como escolaridade que o candidato tenha o ensino médio e os aprovados terão o salário base bruto de até R$ 5.905,79 mais auxílio alimentação.

Os interessados deverão se inscrever no site da CEBRASPE até o dia 03 de outubro e pagar uma taxa de 85 reais, a inscrição poderá ser efetuada até o dia 21 de outubro.

A quantidade de vagas abertas neste concurso público está longe de atender as necessidades do órgão e não resolve os entraves do INSS, apenas mascara o problema. O Instituto, que teve a realização do último concurso em 2015, sofre com o desmantelamento da máquina pública e com a falta de gerência do atual governo.

É importante ressaltar que esses mil novos servidores que serão contratados, após a realização deste concurso, não resolvem o problema da falta de mão de obra que está defasado em aproximadamente 20 mil servidores, muitos deles se aposentaram nos últimos anos, pediram exoneração ou vieram a óbito. A realização desse concurso público também não resolve a imensa fila virtual do órgão que atualmente possui mais de 2 milhões de benefícios represados.

Vale salientar que os atuais servidores do órgão lutam há vários anos pela transformação da Carreira do Seguro Social em “típica de estado”, mas para que isso ocorresse, seria necessário que o cargo de Técnico do Seguro Social tivesse a exigência de escolaridade como sendo de nível superior para os futuros candidatos, fato que não ocorreu. Esse debate vem sendo feito e conduzido pelo sindicato que tenta arrancar da direção central da Autarquia a tão sonhada carreira típica de estado.

Para resolver, de fato, a ingerência do INSS é preciso realizar um concurso público que atenda as reais necessidades do órgão e que supra toda a falta de servidores, além de resolver todos os problemas do campo tecnológico e dar condições dignas de trabalho para todos os funcionários.

Se esses problemas estruturais não forem resolvidos, este concurso público não será de muita utilidade, pois não repõe a mão de obra perdida nos últimos anos, não atende as necessidades do órgão que está com uma grande falta de servidores, servidores estes que atendem o público nas agências, que concedem os benefícios, que cuidam da manutenção das aposentadorias e pensões concedidas pelo órgão, entre outras atividades, que são inerentes a carreira e pela responsabilidade e complexidade destas tarefas, mereciam ter a carreira enquadrada pelo governo como sendo “típica de estado”.