Episódio #201 do MEGAFONE - aumento da fila de espera do INSS

No episódio #201 da segunda temporada do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP-BR fala sobre o aumento da fila de espera do INSS que fechou 2024 com mais de 2 MILHÕES de pedidos de requerimentos.

Também traz informações do acórdão do TCU sobre as análises, indeferimentos, automação e condições de trabalho no INSS.

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SINSSP-BR solicita reunião urgente com a SPPREV sobre Processo SEI

O SINSSP-BR voltou a oficiar a Presidente da São Paulo Previdência, Marina Brito Battilani, solicitando uma reunião urgente para tomar ciência dos desdobramentos e conclusão do Processo Sei nº152.00025983/2024-93.

O acesso ao processo foi pauta da última reunião entre o Sindicato e a SPPREV, ocorrida no dia 17 de fevereiro, e ficou deliberado que o processo seria liberado para acompanhamento e análise dos trabalhadores.

Porém, até a presente data o acesso não foi disponibilizado, o que configura falta de transparência com o Sindicato e com os trabalhadores, visto que era pauta de encaminhamento da reunião a liberação do acesso.

Clique aqui e veja a íntegra do ofício.

 


O INSS continua parado

Na manhã desta quinta-feira (03), a Dataprev comunicou incidentes graves nos sistemas do INSS, afetando o Portal CNIS, PRISMA Manutenção de Benefícios e SPA Portal de Atendimento.

Segundo o comunicado, a previsão de normalização era após o meio-dia. Servidores relataram que hoje foi um dos piores dias para se trabalhar.

Esses problemas impactam significativamente o atendimento à população e o trabalho dos servidores em diversos serviços.

Até o momento, o INSS não se manifestou sobre a situação.

 


SINSSP-BR pede transparência do INSS sobre vídeo institucional

O SINSSP-BR oficiou o presidente do INSS, nesta terça-feira (01), solicitando informações a respeito do vídeo amplamente divulgado pela DGP e ASCOM do Instituto indicando a discussão de uma Política de Reconhecimento e Valorização do Servidor.

Embora o tema proposto seja de extrema importância e relevância para a categoria, a discussão não está sendo feita com as entidades representativas no âmbito das reuniões da Mesa Setorial, nem no GT que foi iniciado recentemente.

Tal fato gerou estranheza ao Sindicato devido à falta de transparência da Direção Central quanto ao que está sendo idealizado no bastidor desse projeto.

Dessa forma, o Sindicato solicita do INSS esclarecimentos com relação à Política de Reconhecimento e Valorização do Servidor, mencionada no vídeo em questão, e solicitou acesso ao projeto e inclusão das entidades representativas nestas discussões.

 


SINSSP-BR em ação: final de semana com planejamento estratégico

Diretores e colaboradores do SINSSP-BR estiveram reunidos neste final de semana (29 e 30) para participar da primeira etapa do planejamento estratégico do Sindicato, foram dois dias de trabalhos intensos e que definiram todos os desafios e traçou projetos para o período de 2025 até 2028.

A segunda etapa desse processo dará continuidade aos objetivos traçados e os trabalhos iniciados visam o fortalecimento do SINSSP-BR enquanto uma entidade representativa dos servidores do seguro social e vai contribuir, de forma organizada e estratégica, para colocar em ação as pautas da categoria.

É o SINSSP-BR trabalhando para o fortalecimento dos servidores do INSS!

 


Episódio #200 do MEGAFONE - Teletrabalho e a economia que ele gera para o INSS

No AR o episódio #200 da segunda temporada do MEGAFONE e o canal de Podcast do SINSSP-BR fala sobre teletrabalho, da economia que ele gera no INSS.

Vamos abordar o tema sob o olhar dos servidores, com analises e troca de experiencias dos nossos entrevistados de hoje.

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Falhas nos sistemas do INSS comprometem o atendimento à população

Na manhã desta terça-feira (25), servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) relataram indisponibilidade nos sistemas CNIS, PRISMA, SABI e SIBEPU, essenciais para a análise e concessão de benefícios. As falhas persistem ao longo do dia, comprometendo o atendimento à população.

A instabilidade impossibilita os servidores de darem andamento aos requerimentos de benefícios realizados pelos cidadãos. Sem acesso aos sistemas, a análise e tramitação dos processos ficam paralisadas, gerando transtornos tanto para os trabalhadores do órgão quanto para quem depende desses serviços.

O DATAPREV emitiu um comunicado informando a ocorrência de um incidente grave e que equipes técnicas trabalham para restabelecer o funcionamento dos sistemas. Ainda não há previsão de normalização.

O INSS ainda não se manifestou quanto ao comunicado da DATAPREV. Além disso, o relatório do abatimento de meta do primeiro decêndio de março está divergente das falhas ocorridas no período e as divulgações permanecem sendo divulgadas de forma extremamente atrasadas.

 


Vazamento de dados no INSS: como esse problema impacta a vida laboral dos servidores?

O vazamento de dados dentro do INSS tem sido pautado pelas mídias com bastante frequência nos últimos anos, fato que coloca em risco a credibilidade do Instituto que tem sofrido sérios danos com uma administração ruim que precariza as condições de trabalho dos servidores e por acordos de cooperação estabelecidos em gestões anteriores.

Os dados vazados colocam em risco a privacidade e segurança de milhões de brasileiros, por isso vamos focar aqui em dois episódios de vazamento, um ocorrido em 2022, nos meses de agosto e setembro, e o outro ocorrido recentemente no início de 2025, no dia 04 de fevereiro.

O case de 2022 ocorreu durante a celebração do convênio entre o INSS e a Advocacia Geral da União onde um incidente de segurança deixou milhões de pessoas com os dados financeiros, de saúde e identidades oficiais totalmente expostos.

De acordo com informações do site Acre Notícias, “apesar da gravidade, o INSS não quis tornar o episódio público. Em sua defesa, argumentou que a comunicação do incidente de segurança seria medida irrazoável e prejudicial ao interesse público. Segundo o instituto, eventual divulgação ampla e indistinta do incidente cibernético contaria apenas com o potencial de gerar pânico e desconfiança em todo o contingente de segurados e beneficiários vinculados ao INSS”.

O fato só veio a público por que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) condenou o INSS a comunicar aposentados e beneficiários sobre a falha nos sistemas e o vazamento dos dados.

Já o case de 2025, foi de um hacker, com perfil HackManac, no X (antigo Twiter), que diz ter vazado cerca de 88 GB de dados do sistema CAT (Cadastro de Comunicação de Acidente de Trabalho), uma ferramenta ligada ao INSS.

De acordo com hacker, cerca de 39 milhões de brasileiros tiveram os dados pessoais e profissionais vazados. A denúncia foi divulgada pelo canal Tech Mundo e em nota ao site a Dataprev informou que "está investigando possíveis eventos de segurança relacionados ao sistema de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)". De acordo com o Dataprev, até esta sexta-feira (7) não havia sido identificado "comprometimento que suporta este sistema na Dataprev".

Impacto e recomendações aos beneficiários

O vazamento de dados do INSS pode cair nas mãos de estelionatários e pessoas de má fé que podem utilizar as informações expostas para aplicar fraudes financeiras, roubo de identidade, além de outros tipos de crimes cibernéticos.

Geralmente, os brasileiros mais afetados são os aposentados e pensionistas que são os grupos mais vulneráveis, alvos fáceis para pessoas de má conduta aplicarem golpes, tentar obter acesso a contas bancarias, solicitar empréstimos, sem falar no assédio de empresas que utilizam os dados para marketing direcionado não solicitado.

Diante deste cenário, os beneficiários podem seguir algumas recomendações tais como: monitorar com frequência os extratos bancários com o intuito de encontrar atividades suspeitas; tomar cuidado com e-mails, mensagens de texto (principalmente SMS e Whats App) ou ligações telefônicas solicitando informações pessoais ou financeiras; dentre outras medidas cautelares.

Como esses vazamentos podem impactar na vida laboral dos servidores do INSS?

Na alçada institucional, a Administração tenta aprimorar os mecanismos de segurança para acesso dos servidores aos sistemas corporativos, indo ao encontro da proteção dos dados do INSS.

No entanto, a infraestrutura tecnológica inadequada e obsoleta presente no Instituto, computadores e rede de Internet ultrapassados, por exemplo, pode comprometer a efetividade desses mecanismos, gerando insegurança aos Servidores e, por consequência, causando prejuízos na execução de suas atividades.

Fonte: Com informações do Acre Notícias, Site Contábeis e Tem Concursos.

 


Nota de repúdio: chega de autoritarismo e de assédio institucional no INSS!

O SINSSP-BR vem em nota repudiar a Direção Central do INSS pelo comportamento extremamente autoritário, falta de diálogo transparente e pela condução arbitraria do Instituto durante as reuniões da Mesa Setorial.

O último ato repugnante dos representantes do órgão ocorreu nesta quarta-feira (26), durante a reunião extraordinária da Mesa Setorial que foi encerrada abruptamente sem respostas aos questionamentos e sem os encaminhamentos das pautas.

A Direção Central do INSS saiu pela tangente após ser cobrado pela Diretora do SINSSP-BR, Miucha Cicaroni, sobre o envio dos estudos que embasaram a majoração de 30% da meta dos servidores.

O Diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, Sr. Ismênio Bezerra, simplesmente abandonou a reunião após as colocações do Sindicato, demonstrando incapacidade para exercer o cargo a que foi confiado.

Os últimos fatos ocorridos durante as reuniões da Mesa Setorial denunciam um cenário antidemocrático que fere os direitos dos servidores do seguro social, aflorando cada vez mais episódios de assédios, problemas administrativos e estruturais, sem diálogo transparente durante os debates que foram feitos sob promessas e comprometimento da Direção Central que não foram cumpridos até o presente momento.

O SINSSP-BR não vai mais aceitar esse tipo de postura nas próximas reuniões da Mesa Setorial, queremos negociar as pautas dos servidores, se não for nesta instância partiremos para outra mais eficaz.

 


NOTA TÉCNICA DO SINSSP-BR – EMENDAS À MPV 1286/2024 SOBRE A CARREIRA DO SEGURO SOCIAL

O SINSSP-BR elaborou uma nota técnica sobre as emendas apresentadas à MPV 1286/2024 que tratam da Carreira do Seguro Social. Até o presente momento, fomos a única entidade sindical a apresentar uma emenda relacionada ao tema, o que destaca o comprometimento do Sindicato com a elaboração técnica e estratégica para o aprimoramento da carreira dos servidores.

Como foram identificadas diversas emendas, elas foram agrupadas em duas categorias para facilitar a análise e compreensão de todos:

Emendas Articuladas pelo SINSSP-BR à MPV 1286/2024

Emendas 393 e 403: tratam do Comitê Gestor do Seguro Social, reforçando a necessidade de participação do MGI.

Emenda 401: propõe a supressão de texto acerca da aposentadoria, uma vez que a matéria já está prevista na Constituição Federal.

Demais Emendas Identificadas na MPV 1286/2024

Emendas 112 e 121: tratam do Comitê Gestor do Seguro Social, com reinclusão do MGI no Comitê.

Emendas 120 e 269: propõem que a Carreira do Seguro Social seja considerada exclusiva de Estado.

Emendas 122 e 176: sugerem a atualização do requisito de ingresso na Carreira do Seguro Social.

O objetivo da nota técnica do SINSSP-BR é apresentar algumas considerações quanto às Emendas 120 e 269 (sobre a Carreira do Seguro Social como exclusiva de Estado) e 122 e 176 (sobre o requisito de ingresso).

Considerações Técnicas das Emendas

As Emendas 120 e 269 visam alterar a MPV 1286/2024 para que a Carreira do Seguro Social seja considerada exclusiva de Estado. Embora essas emendas sejam instrumentos legislativos legítimos para alterar o texto da MP, sem depender necessariamente de negociação direta com o Executivo, é necessário pontuar alguns aspectos relevantes.

O texto atual da MP já incorpora avanços pontuais, fruto do Termo de Acordo nº 37/2024, que reflete diretrizes recentemente acordadas e incorporadas na MP 1286. Ademais, há um entendimento doutrinário de que uma carreira típica de Estado é aquela prevista na Constituição Federal, e tal debate poderá ser aperfeiçoado nas instâncias específicas, como a Mesa Setorial e o Comitê Gestor.

Dessa forma, para se alcançar uma modificação mais robusta e segura na natureza da carreira, o caminho ideal seria a apresentação de um projeto de Emenda Constitucional. Mesmo assim, o atual texto da MP representa um avanço ao tornar exclusivas e finalísticas as atribuições que, anteriormente, eram privativas do inciso I do art. 5º-B da Lei 10.855/2004.

Além disso, a exclusividade das atribuições constitui uma salvaguarda importante contra a terceirização, pois garante que as funções típicas da Carreira do Seguro Social sejam exercidas exclusivamente por servidores do Estado, reforçando o seu caráter público e estratégico.

As Emendas 122 e 176 sugerem a atualização do requisito de ingresso nos cargos da Carreira do Seguro Social, passando a exigir curso superior completo. A justificativa apresentada é que essa alteração não modificaria os cargos e salários dos servidores.

Entretanto, essa justificativa mostra-se equivocada, pois a remuneração dos cargos da Carreira do Seguro Social está atrelada à expressão "nível de escolaridade" – conforme indicado nos anexos IV-A e VI-A da Lei 10.855/2004 – e não diretamente vinculada aos cargos. Assim, ao atualizar o requisito de ingresso (por exemplo, elevando o padrão do nível intermediário para o superior), se a mudança for feita de forma isolada, sem a devida adequação dos anexos legais, poderão ocorrer os seguintes riscos:

  • Criação indireta de um novo cargo e extinção do atual cargo de Técnico do Seguro Social: a manutenção da vinculação da remuneração à expressão "nível de escolaridade" pode levar à interpretação de que um novo cargo foi criado, em vez de simplesmente atualizado.
  • Rejeição por impacto orçamentário: o governo já utilizou esse argumento em momentos anteriores. Exemplos claros disso são as Emendas nº 30, 37 e 44 à MP 1.113/2022, que propunham a atualização do requisito de ingresso para nível superior no cargo de Técnico do Seguro Social. Na ocasião, a justificativa oficial para a rejeição foi o potencial impacto orçamentário, considerando que a estrutura remuneratória dos cargos está vinculada à expressão "nível de escolaridade".
  • Possíveis alegações de provimento derivado: sem um ajuste adequado nos anexos da Lei 10.855/2004, a medida poderia ser questionada juridicamente por configurar uma transformação irregular dos cargos.

Solução Técnica Adequada

Para mitigar esses riscos, qualquer proposta de atualização do requisito de ingresso deve ser acompanhada de:

  • Aditamento de novo anexo: deve-se incluir uma tabela de correlação que apresente a situação atual dos cargos e a nova configuração proposta para a Carreira do Seguro Social.
  • Adequação dos Anexos I-A, IV-A e VI-A da Lei 10.855/2004: essa atualização é necessária para garantir que a remuneração seja corretamente vinculada a cada um dos cargos, ao invés da expressão "nível de escolaridade".

Diante de todo esse contexto e considerando alguns ruídos técnicos relacionados às atribuições dos cargos ligados à Carreira do Seguro Social, que necessitam ser sanados para a adequada compreensão e implementação da proposta, entende-se como mais apropriado que a discussão do tema ocorra nas instâncias da Mesa Setorial e no Comitê Gestor, conforme previsto nos itens IV a VII do Anexo I do Termo de Acordo nº 37/2024, fortalecendo, assim, o pedido de atualização do requisito de ingresso para o cargo de Técnico do Seguro Social.

Considerações Finais

A análise das emendas evidencia a importância de uma abordagem criteriosa e tecnicamente fundamentada em propostas que envolvem a Carreira do Seguro Social. Propostas formuladas sem a devida consideração dos aspectos estruturais da legislação vigente podem resultar em entraves jurídicos e administrativos, comprometendo sua aprovação e implementação.

Muitas das análises e considerações expostas nesta nota são fruto da contínua parceria entre o SINSSP-BR e a consultoria profissional contratada – especializada em assessoria parlamentar e consultoria política – trabalho este que tem se mostrado vital para a construção de um posicionamento consistente, embasado nas melhores práticas jurídicas e políticas, e para o alinhamento com os instâncias e grupos de trabalho relevantes.

No caso das Emendas 176 e 269, identificamos que foram articuladas por um coletivo de uma federação, conforme divulgado no próprio site do grupo.

Embora a intenção seja valorizar a carreira, é essencial que futuras propostas considerem os impactos técnicos e jurídicos envolvidos, garantindo maior viabilidade e evitando impasses já observados em outras tentativas.