Episódio #90 do MEGAFONE - Como explicar o movimento antivacina e anticiência que vem ganhando forças e espaço no Brasil e no mundo?

No Episódio #90 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP fala sobre uma nova onda de grupos ativistas negacionistas que, principalmente após a pandemia, ganhou força e espaço no Brasil e no mundo. Para comentar uma pesquisa publicada em um conceituado periódico cientifico sobre esse assunto, o professor Wellington Zangari, do Laboratório de Estudos Psicossociais: crença, subjetividade, cultura e saúde, do Instituto de Psicologia da USP contextualizou o porquê e como essas crenças têm arrebatado forças. Fiquem sintonizado com a gente!

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Consumo de alimentos ultraprocessados provoca 57 mil mortes por ano no Brasil

Trocar alimentos in natura por ultraprocessados como biscoitos, barras de cereais, sopas e macarrão instantâneos pode ser mais barato para quem convive, desde setembro do ano passado, com preços de comida nas alturas, mas compromete a saúde e cobra uma conta alta.

Desde a crise econômica, iniciada com o golpe de 2016 do ilegítimo Michel Temer (MDB), o consumo desse tipo de produto cresceu 60% entre as classes sociais mais baixas do país. Por outro lado, nas faixas onde estão os 40% de brasileiros com maior renda mensal, o consumo de alimentos naturais cresceu, enquanto caiu o de ultraprocessados.

O resultado dessa alta no consumo de alimentos processados é o registro no Brasil, em 2019, de cerca de 57 mil mortes prematuras associadas a esse tipo de alimento, de pessoas com idades entre 30 e 69 anos. Dos mortos, 60% eram homens e 68% tinham entre 50 e 69 anos.

As informações sobre as mortes, divulgadas pelo UOL, têm como base um estudo realizado por pesquisadores da  Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidad de Santiago de Chile, publicado no American Journal of Preventive Medicine.

De acordo com o estudo, 541,1 mil pessoas de 30 a 69 anos morreram no Brasil em 2019. Desse total de mortes, 10,5% foram consideradas prematuras e associadas ao consumo de ultraprocessados, segundo a estimativa do modelo matemático usado pelos pesquisadores.

Se os brasileiros reduzissem o consumo de ultraprocessados em 10% seriam poupadas 5,9 mil vidas por ano. Se a redução fosse de 20%, 12 mil vidas e se fosse de 50% 29,3 mil vidas seriam poupadas por ano.

"A ideia do estudo foi estimar, entre as mortes prematuras por todas as causas possíveis, quantas são associadas ao consumo de ultraprocessados, pois os riscos relativos utilizados nos cálculos incorporam isso", disse ao UOL Eduardo Nilson, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP e um dos autores do trabalho.

O que é ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados são aqueles que são produzidos pela indústria e utilizam ao menos cinco ingredientes adicionais em suas formulações. Entre os itens adicionados estão: adoçantes, corantes, emulsificantes, conservantes, aromatizantes, entre outros.

Entre os ultraproessados estão alimentos como:

Biscoitos, sorvetes e guloseimas.

Bolos.

Cereais matinais.

Barras de cereais.

Sopas, macarrão e temperos “instantâneos”.

Salgadinhos “de pacote”.

Refrescos e refrigerantes.

Achocolatados.

Iogurtes e bebidas lácteas adoçadas.

Bebidas energéticas.

Caldos com sabor carne, frango ou de legumes.

Maionese e outros molhos prontos.

Pães de forma.

Ainda é possível citar produtos congelados e prontos para consumo (massas, pizzas, hambúrgueres, nuggets, salsichas, etc.); e outras opções como pães doces e produtos de panificação que possuem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e outros aditivos químicos.

O consumo desses produtos está relacionado ao aumento de peso e ao risco de várias doenças. Entre elas diabetes, problemas cardiovasculares e câncer.

Se a participação calórica de ultraprocessados no Brasil, que é de 19,7% hoje, se igualar ao México (29,8%), as mortes atribuíveis a esse consumo podem praticamente dobrar, chegando a 113 mil.

Se chegarmos ao nível dos Estados Unidos (onde os ultraprocessados já representam em média 57% do consumo calórico), podemos ter, todos os anos, 194 mil mortes por conta desses produtos.

 


Alta da cesta básica é generalizada e alimentos ficam mais caros em 12 capitais

Está cada vez mais difícil a população de baixa renda comprar o mínimo necessário para a sua subsistência com a alta generalizada dos preços dos itens que compõem a cesta básica no país. Segundo a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta segunda-feira (7), o valor da cesta básica subiu em outubro, em 12 capitais das 17 pesquisadas pelo instituto.

O trabalhador remunerado pelo salário mínimo (R$ 1.212) comprometeu 58,78% da renda líquida para comprar os alimentos básicos – o percentual cresceu tanto na comparação mensal (58,18%) como na anual (58,35%).

Os maiores vilões da alta foram o preço da batata que subiu em todas as cidades da região Centro-Sul, onde é pesquisada. Já o do tomate aumentou em 13 das 17 capitais. O pão francês teve alta em 12, enquanto o leite integral caiu em todas.

Variações nas capitais

No mês passado, as principais elevações foram registradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em Porto Alegre, capital gaúcha, a cesta subiu (3,34%), seguida por Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%) e Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%).

Já as reduções ocorreram em cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João Pessoa (-0,49%).

De janeiro a outubro, o menor aumento foi em Recife com variação de 4,89% e o maior aumento foi em Campo Grande (MS) com 14,39%. No acumulado em 12 meses, de 5,48% (Vitória) a 15,38% (Salvador). O menor valor da cesta foi levantado em Aracaju (R$ 515,51).

Salário mínimo

O Dieese calcula o valor do salário mínimo necessário a partir do maior preço da cesta básica que em outubro ficou com Porto Alegre (R$ 768,82). Assim o instituto calculou em R$ 6.458,86 o salário mínimo para as despesas básicas de uma família com quatro integrantes.

O valor corresponde a 5,33 vezes o piso nacional (R$ 1.212). Essa proporção era de 5,20 vezes em setembro e 5,35 há um ano. Assim, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica subiu para 119 horas e 37 minutos, segundo o Dieese.

 


Trabalhador tem direito à Justiça gratuita sem precisar comprovar renda, decide TST

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) derrubou uma das medidas prejudiciais aos mais pobres contidas na reforma Trabalhista de 2017, do golpista e ilegítimo governo de Michel Temer (MDB-SP), que retirou a gratuidade da Justiça aos trabalhadores e trabalhadoras que perdessem a ação nos processos trabalhistas. De acordo com a nova lei, só teria direito à isenção do pagamento das custas processuais quem recebe salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ou seja, R$ 2,8 mil. Para quem ganha acima desse valor seria preciso comprovar a insuficiência de recursos. O dispositivo, porém, não deixa claro como seria essa comprovação.

Os ministros que compõem a Subseção I Especializada em Dissídios (SDI-1), responsável por uniformizar as decisões do TST decidiram que esta regra da reforma pode deixar de ser colocada em prática. Eles entenderam que basta o trabalhador ou a trabalhadora apresentar uma declaração de insuficiência de recursos para obter a gratuidade da Justiça do Trabalho.  Hoje, são cobrados 2% sobre o valor da condenação - após decisão ou acordo.

Na avaliação do advogado Eymard Loguércio, do escritório LBS, que atende a CUT Nacional, a reforma Trabalhista foi ainda mais perversa porque mesmo quem tem renda de até R$ 2,8 mil estava sujeito a pagar pelas custas do processo, caso perdesse a ação e tivesse créditos a receber de outras ações trabalhistas. Isto só caiu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro do ano passado, explica.

“Um trabalhador quando entra com ação normalmente está desempregado. Mesmo que ele tivesse um salário maior, ele tem despesas de alimentação, transporte e diversas outras contas a pagar, principalmente, quando é o provedor da família. Por isso, valer apenas a sua declaração, pode fazê-lo perder o medo de procurar por seus direitos”, diz Eymard.

O advogado, no entanto, alerta que isto não significa que o trabalhador que tem renda acima dos R$ 2,8 mil terá direito à justiça gratuita, mas que a declaração dele de que não tem condições de pagar às custas do processo são suficientes. Isto porque a empresa poderá tentar demonstrar o contrário, cabendo a ela provar que o trabalhador tem condições de pagar.

“O ideal seria que ninguém precisasse entrar com ação na Justiça para ter garantidos os seus direitos, mas essa decisão do TST, de que vale a declaração de hipossuficiência do trabalhador, é um passo para que ele possa procurar seus direitos sem temer pagar pelo simples fato de reivindicar seus direitos”, afirma.

É uma vitória da classe trabalhadora, diz o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, Valeir Ertle.

“Com a decisão do TST, as Varas de Trabalho poderão uniformizar também suas decisões, o que deve beneficiar milhares de trabalhadores que tiveram limitações aos seus direitos. Toda a reforma Trabalhista é um absurdo e essa discussão do direito à Justiça gratuita é de suma importância e deve ser considerada uma vitória”, diz Ertle.

Apesar da decisão do SDI-1, caberá ao STF dar a palavra final. Está na pauta dos ministros ação declaratória de constitucionalidade (ADC 80), impetrada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), que defende o artigo da reforma Trabalhista. O relator é o ministro Edson Fachin.

Com reforma caiu número de ações trabalhistas

Segundo dados do TST, em 2017, ano da promulgação da reforma Trabalhista, o número de novos processos que chegaram às varas trabalhistas alcançou 2,63 milhões, pouco abaixo do pico registrado em 2016, de 2,72 milhões. No primeiro ano após a implementação da nova regra, o número caiu para 1,73 milhão. Em 2021 chegou a 1,53 milhão. Ou seja, desde a implantação da reforma diminuiu em 1,1 milhão o número de ações trabalhistas.

Pandemia aumentou ações de trabalhadores em home office

Apesar da queda geral no número de processos em 2020, ano do auge da pandemia da covid-19, em que milhões de trabalhadores passaram a exercer suas atividades em casa, no chamado home office, os processos trabalhistas envolvendo questões do trabalho em casa aumentaram 270%, segundo um balanço publicado pela InfoMoney a partir de informações das Varas de Trabalho. As queixas de profissionais em torno da pauta passaram de 46 entre março e agosto de 2019 para 170 em igual período de 2020.

 


SINSSP na mídia: Fila de espera no INSS

O canal do SINSSP vai reproduzir a fala da diretora, Vilma Ramos, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, sobre um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário que aponta que os pedidos de benefício no INSS têm levado meses para a liberação. Créditos da reportagem: Seu jornal/TVT Matéria publicada no dia 03/11/2022 Reportagem de Dayane Ponte.

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Episódio #89 do MEGAFONE - A vitória da democracia no Brasil e o reflexo sobre os olhares do mundo

No episódio #89 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP fala sobre a triste e amarga ruptura que a democracia sofreu nos últimos quase 4 anos do governo Bolsonaro e sobre a grande vitória que conquistou nesta eleição. Vitória essa muito importante não só para o Brasil como também para o mundo. A análise dos fatos é do professor Alberto Amaral, da faculdade de direito da Universidade de São Paulo. Fiquem sintonizado com a gente!

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OMS mantém covid como emergência global; transmissão aumenta no DF

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (19) que a covid-19 continua sendo uma emergência global. Em 30 de janeiro próximo, completará três anos que o comitê de emergência do organismo ligado às Nações Unidas decretou a pandemia, com objetivo de conter a doença por meio de pesquisas, financiamento e medidas internacionais de saúde pública. Como se vê, a “gripezinha”, como preferiu o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), que já matou mais de 687 mil pessoas no Brasil, está bem longe de ser controlada.

Segundo a OMS, embora o número de casos venha caindo em partes do mundo, os países ainda precisam manter vigilância e pressionar para vacinar as populações mais vulneráveis. “Embora a percepção pública seja de que a pandemia acabou em algumas partes do mundo, continua sendo um evento de saúde pública que segue afetando adversa e fortemente a saúde da população mundial”, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

No Brasil, a transmissão do novo coronavírus ainda é considerada alta. No Distrito Federal, vem aumentando desde o início do mês, a taxa é de 1,07, segundo a Secretaria de Saúde. Ou seja, um grupo de 100 pessoas infectadas pode contaminar outras 107 pessoas. Índice maior que 1 significa que o contágio está avançando e a pandemia ainda não pode ser considerada controlada. A OMS recomenda taxa de transmissão inferior a 1.

O dado é preocupante. No DF, menos da metade da população que pode ser vacinada (47%) recebeu as duas doses da vacina mais o reforço. A maioria (81%) recebeu apenas a primeira dose.

Precisamos vacinar as crianças contra a covid, diz especialista

A pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo reitera que a pandemia ainda não acabou. “Nós precisaríamos resgatar esses milhares de brasileiros que não foram vacinados de maneira integral, com as doses padrão e de reforço, e, sobretudo, vacinar as nossas crianças. Fomos um dos países onde mais morreram crianças abaixo de cinco anos”, disse a pneumologista à jornalista Cláudia Collucci, da Folha da S.Paulo.

Autora do livro sobre a pandemia Um Tempo Para Não Esquecer (Editora Bazar do Tempo), a médica disse estar preocupada com o que chama de “desmemória em relação à covid”. “Não temos o direito de esquecer o que passamos. Fico triste que a memória tão dura da covid-19, que deixou tantas cicatrizes, tanto luto, tenha ficado esquecida. Essa desmemória é muito perigosa. Como médica, eu reconheço que, quando a gente passa por uma situação de extremo sofrimento, tende a guardar aquela cicatriz e se esquecer daquilo. Porém, a pandemia de covid é de ordem coletiva”.

“Tem muita gente ainda vivendo esse luto. Gente que o pai, a mãe, o cônjuge internou e não voltou mais. A vida foi interrompida sem preparo. Eu vi muita coisa. Gente que mudou testamento, gente que quis formalizar a união estável. Nós não temos o direito de esquecer tudo o que vivemos na pandemia e ainda estamos vivendo”, disse.

Falta de oxigênio, cloroquina, Pazuello

A “desmemória” a que ela se refere está expressa, entre outras coisas, na eleição do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Segundo deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, estado que tanto perdeu vidas para a covid, elegeu o militar, cuja gestão na pasta foi marcada pela falta de oxigênio em Manaus e o incentivo ao uso da cloroquina, além de denúncias de corrupção.

O medicamento sem benefício no tratamento da doença, mas com efeitos colaterais comprovados, foi defendido com veemência pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

A pesquisadora da Fiocruz disse ainda que o Brasil é um “país paradigmático”: Foi o que mais colocou voluntários nos estudos, mas não comprou a vacina a tempo. “Em outubro de 2020, dez países já tinham comprado 75% de todas as vacinas que estavam sendo produzidas. E o Brasil não era um eles. Nós poderíamos ter começado a vacinação em dezembro de 2020, quando o Reino Unido começou, não em janeiro [de 2021]. Nós poderíamos ter salvado mais vidas”.

E lembrou também o discurso da equivocada “imunidade de rebanho”. “E Manaus mostrou, de maneira dramática e desnecessária, que estávamos certos. Quatro meses depois do primeiro pico epidêmico, ninguém mais tinha imunidade, não teve lockdown lá, não teve nada, a cepa gama nasceu lá e foi aquela desgraceira toda.”

Lula ‘desarquiva’ desmandos de Bolsonaro na pandemia

Já o professor da Faculdade de Medicina da USP Mário Scheffer considera que todos os vestígios dos desmandos de Bolsonaro foram desarquivados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate deste domingo, “reavivando a memória de milhões de brasileiros que irão às urnas novamente”.

“Lula desferiu golpes de curta distância, usou corretamente os indicadores epidemiológicos de mortes proporcionais (“o Brasil tem 3% da população mundial, e teve 11% das mortes por covid no mundo”) e de mortes evitáveis (“mais da metade dos 680 mil óbitos não deveria ter ocorrido”). E desmentiu uma afirmação recente de Bolsonaro, de que crianças não morreram por causa da covid no Brasil. Lula acertou, a covid matou no País perto de duas mil crianças de 0 a 12 anos”, escreveu em seu blog Politica&Saude.

O ex-presidente manteve a vantagem, quando acusou Bolsonaro de decretar sigilo sobre o cartão pessoal de vacina “para ninguém saber se você tomou ou não tomou”; de nomear Pazuello, “um ministro que não entendia nada de Saúde”; divulgar a cloroquina, “remédio que a ciência negou o tempo inteiro”; e não respeitar os laboratórios públicos Butantan e Fiocruz, “que poderiam ter lhe ajudado”.

Ainda conforme anotou Scheffer, Lula deixou o rival nas cordas: “O senhor não se dignou a visitar uma família que teve alguém que morreu de covid e, depois, para mostrar que é bonzinho, tentou ir no enterro da rainha da Inglaterra”.

 


Desemprego cede, mas contratação sem carteira é recorde nos setores público e privado

A taxa de desemprego foi a 8,7% no trimestre encerrado em setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. O índice de desemprego recua tanto em relação a junho como a igual período de 2021 (12,6%). Agora, o total de desempregados é estimado em 9,460 milhões. Apesar de o número ser o menor desde dezembro de 2015, ele segue sendo “contaminado” por elevado índice de ocupações informais e de baixa qualidade.

Já os ocupados somam 99,269 milhões, atingindo recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Mas o ritmo de crescimento do emprego sem carteira continua bem acima do emprego com carteira assinada, tanto no setor privado como público. O nível de ocupação (pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar) subiu a 57,2%.

Assim, o número de empregados com carteira no setor privado subiu 8,2% na comparação anual, para 36,265 milhões. E o de empregados sem carteira aumentou 13% no mesmo período, para 13,212 milhões. Os trabalhadores por conta própria são 25,684 milhões, com estabilidade.

Informalidade e desalento

Com isso, segundo a Pnad, a taxa de informalidade segue próxima dos 40%. Agora, atinge 39,4% dos ocupados. São 39,1 milhões de trabalhadores informais. E a chamada taxa de subutilização (pessoas que gostariam de trabalhar mais) é de 20,1%, a menor desde março de 2016, com 23,4 milhões de pessoas. Por sua vez, os desalentados são 4,3 milhões (3,8% da força de trabalho).

A quantidade de trabalhadores domésticos foi a 5,889 milhões, aumento de 9,9% em 12 meses. Já os empregados no setor público chegaram ao recorde de 12,156 milhões, subindo 8,9% – mas os sem carteira cresceram 35,4%.

Estimado em R$ 2.737, o rendimento médio cresceu 3,7% no trimestre e 2,5% na comparação anual. A massa de rendimentos soma R$ 266,7 bilhões.

 


Estudo europeu confirma importância da atividade física na prevenção do câncer de mama

Um estudo feito na Universidade Charles, na República Checa, concluiu que o exercício físico é fundamental para a diminuição do câncer de mama, o tipo de maior incidência no sexo feminino. Foram analisadas 130 mil mulheres de ascendência europeia, sendo que, destas, 70 mil tinham tumores que se espalharam.

Já é consenso e existem evidências desde a década de 1990 de que a atividade física faz bem e tem impacto na redução do risco de câncer – com dados coletados é possível quantificar quanto é possível reduzir. Para o câncer de mama, estima-se que a redução é de 40%. A recomendação é praticar qualquer exercício físico.

O sedentarismo, por sua vez, aumenta em 104% o risco para a evolução e desenvolvimento da doença. Por isso, para evitá-la, não basta apenas praticar exercícios, mesmo que todos os dias. É imprescindível que o sedentarismo diminua, por meio da redução do tempo que ficamos sentados, por exemplo.

É melhor fazer pouco do que não fazer

O ideal são 150 minutos de atividade física moderada distribuídos na maior parte dos dias da semana. Os exercícios melhoram o funcionamento do sistema imune, ajudam a reduzir a inflamação sistêmica, o inchaço, o sobrepeso e a obesidade e modulam a ação hormonal, que ajuda na redução do tecido gorduroso. A frequência, portanto, é muito importante: é melhor fazer pouco do que não fazer.

“Essa recomendação internacional com as atividades físicas preconiza que você reduza o seu tempo sentado, fazer o máximo de atividades que você puder de pé e introduzir no seu dia a dia mais atividade”, explica Christina May Moran de Brito, coordenadora médica do serviço de reabilitação do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). Ela ainda lembra que nosso dia a dia atual é muito sedentário e precisamos contrapor essa realidade.

“O exercício não só auxilia de forma significativa na prevenção do câncer de mama, mas a gente sabe também que reduz a recorrência do câncer de mama para quem já tem a doença ou para quem já teve a doença. Aumenta a sobrevida, então atua como um remédio efetivamente”, relata a médica. Não apenas o câncer de mama diminui, mas o de cólon e o de próstata também. “O câncer de cólon a gente sabe que o exercício físico também reduz: melhora o hábito intestinal, então diminui a exposição do tecido intestinal aos carcinógenos”, diz.

Atividade física é apenas parte da prevenção

Os exercícios físicos têm um papel importante na prevenção e na redução dos riscos, mas isso não substitui a detecção precoce, que é fundamental. Christina May evidencia que só 10% do câncer de mama tem a ver com hereditariedade, o restante são fatores ambientais e individuais que aumentam a predisposição: etilismo, exposição hormonal, histórico de menstruação muito cedo e menopausa muito tarde, quantas gestações ao longo da vida e histórico familiar de câncer de ovário são alguns deles.

“Existem evidências sugestivas de que o tabagismo aumenta o risco de câncer de mama. Por enquanto ainda não são conclusivas, mas existem evidências”, comenta Christina.

Por fim, a médica reforça a importância da mamografia, que é indicada anualmente para mulheres acima dos 50 anos. Também quem possui histórico familiar da doença deve procurar o médico o mais cedo possível, para que a detecção seja precoce, além de sempre estar atenta a alterações locais.

 


A DEMOCRACIA VENCEU!

Depois de um tumultuado período eleitoral, recheado com muitas mentiras, do uso indevido da máquina pública e de pequenos golpes contra o sistema eleitoral brasileiro, o amor venceu o ódio e a DEMOCRACIA saiu como a grande vitoriosa.

Foram quatro anos de muitas trevas e para piorar a situação ainda tivemos uma pandemia que só aumentou o sofrimento do povo e deixou um estrago sem precedentes com quase 700 mil mortes, além de ter destroçado a economia nacional e tudo graças aos erros cometidos pelo atual governo.

O SINSSP reafirma a sua independência enquanto entidade sindical e como sempre esteve na luta e na defesa de seus filiados não poderia compactuar com os desastres da gestão deste governo e com a forma como foram tratados os servidores, além, é claro, de ser absolutamente contra a Reforma da Previdência, que retirou direitos dos trabalhadores e prejudicou muito a população.

Agora, com a eleição de Lula e da perspectiva de um governo mais justo, mais humano e fraterno, poderemos reconstruir o país, refazer os serviços públicos que foram destroçados e colocar o Brasil para funcionar novamente.

Também merece destaque o discurso conciliador do presidente eleito, reconhecendo a necessidade de juntar um país dividido: “meus amigos e minhas amigas, a partir de 1º de janeiro de 2023, vou governar para 215 milhões de brasileiros e brasileiras e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis, somos um único país, um único povo, uma grande nação", destacou Lula.

"Estou aqui para governar esse país numa situação muito difícil. Mas tenho fé que com a ajuda do povo nós vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticamente, harmonicamente. E a gente possa inclusive restabelecer a paz entre as famílias, os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos e o Brasil", continuou Lula.

Também é importante destacar que os servidores públicos também serão uma parte importante nesse processo de reconstrução do país.

Parabéns ao Presidente Luís Inácio Lula da Silva, que não desistiu do Brasil e dos brasileiros. Parabéns aos brasileiros que, através do voto, acreditaram na democracia, num país mais justo e na esperança de um futuro melhor. E sobretudo parabéns para a democracia brasileira, lembrando que a democracia ainda é o melhor regime político e onde a população pode participar ativamente e exercer a sua soberania.