Megafone, símbolo do podcast do Sinssp.

No ar o Episódio 22 do MEGAFONE: abatimento da Meta por Indisponibilidade do Sistema

No episódio dessa sexta-feira (30), o MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP vai falar sobre o abatimento da Meta por Indisponibilidade do Sistema dentro do INSS e a convidada que vai falar sobre o assunto é a dirigente do SINSSP, Vilma Ramos. Continue sintonizado com a gente!

Para ouvir clique aqui.

O programa também está disponível no Spotify: clique aqui para ouvir.

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e pelo RadioPublic: clique aqui para ouvir.

Continue sintonizado no MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP!

 


Fundo vermelho com foto dos palestrantes da live sobre a resolução 492 da GEAP.

Atenção: sábado tem live sobre a Resolução 492 da GEAP

Atenção servidores: a GEAP sofrerá mais um duro golpe com aprovação da Resolução 492, conforme discussão ocorrida na reunião do último dia 22 de julho. Não bastasse os tantos outros absurdos, agora os assistidos da operadora de saúde vão enfrentar mais esse problema.

Dessa forma, o SINSSP e os sindicatos da base da CNTSS vão realizar uma live neste sábado (31), às 16 horas, para tratar sobre a Resolução 492 da GEAP com o objetivo de informar e, PRINCIPALMENTE, mobilizar a categoria contra mais esse abuso!

A live contará com a participação do Presidente do SINSSP, Pedro Totti, além dos dirigentes das entidades representativas e o presidente da CNTSS, Sandro Alex.

A transmissão da live será no canal do Youtube do SINSSP (Sinssp oficial). Clique aqui para salvar o link. Se você ainda não se inscreveu no canal do sindicato aproveite para se inscrever e não esqueça de ativar o sininho para receber as notificações das informações publicadas pelo sindicato.

A luta não vai ser fácil, vamos brigar e defender a GEAP, porque ela é nossa!

Filie-se ao SINSSP

Para se defender de todos esses problemas é importante estar sindicalizado, somente a organização sindical vai defender os seus direitos e representar os interesses da categoria.

Venha fazer parte do SINSSP! Entre em contato com o sindicato agora mesmo, clique aqui e faça a sua filiação. É rápido e fácil, não perca mais tempo, e sobretudo, não fique desprotegido!

 


Clube de Vantagens do SINSSP: super desconto no dia dos pais

Aqui no Clube de Vantagens do SINSSP todo dia é dia de desconto, então não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. O sindicato separou uma oferta especial para o filiado economizar no bolso e ainda garantir o presente do seu pai nesta data comemorativa. Então corra e presenteie quem você ama! Ganhe 20% OFF nas compras para o dia dos Pais na Zattini.

Acesse o desconto e veja mais informações através do site do sindicato na sua área de login do Clube de Vantagens do SINSSP. (clique aqui para acessar). Mas atenção: essa promoção é válida do dia 26/07/2021 ao dia 08/08/2021.

Essa oferta para o dia dos pais só é válida para quem é filiado ao sindicato. Mantenha o cadastro atualizado e se ainda não é filiado não perca tempo, clique aqui e filie-se, é rápido e fácil. Venha fazer parte da família SINSSP!

Além de aproveitar os descontos todos os dias, você ainda pode indicar lojas e serviços da sua região que ainda não são parceiras, é só entrar em contato com o SINSSP e informar.

Use e abuse desta parceria! O Clube de Vantagens do SINSSP foi feito especialmente para você.

#QuemTemSabe

#JuntosSomosMaisFortes

#ClubeDeVantagensDoSinssp

 


Fundo cinza escuro com dizeres cancela a reforma já.

Cartilha: os perigos da Reforma Administrativa - verdades e mentiras

O governo Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional a PEC 32/20, a chamada “Reforma Administrativa”. Essa “reforma” vem na linha do desmonte dos serviços públicos, contido na EC 95, Plano Mais Brasil, PECs 186, 187 e 188.

Serão necessárias ações efetivas para derrotar essa “reforma” que ataca brutalmente os direitos dos servidores federais, estaduais e municipais (atuais, futuros e aposentados) e pretende sucatear e desmontar os serviços públicos que são do interesse de todo o povo trabalhador.

Além de forjar a unidade de todos os servidores, é preciso dialogar e ganhar os setores da população que dependem dos serviços públicos para a luta contra a reforma que une Guedes e Arthur Lira na linha do “estado mínimo”.

O conjunto do movimento sindical a começar pelas entidades dos servidores das três esferas, em particular a CUT, deve engajar suas forças na luta pelo Não à reforma administrativa, agindo em defesa própria, pois são os trabalhadores de suas bases que precisam de mais e melhores serviços públicos, como a própria pandemia demonstrou.

Contra a PEC 32 que pretende desmontar os serviços públicos é preciso usar da informação para desmistificar as mentiras e propagar as verdades para que a população entenda o real motivo dessa Reforma Administrativa.

Dessa forma, a CUT apresenta essa cartilha como forma de ajudar neste combate! Clique aqui para acessar.

 

Cartilha_Os perigos da Reforma Administrativa - PEC 32

 


Várias mãos unidas e escrito a palavra greve no meio delas.

Servidores de todo país param dia 18 em defesa do serviço público, contra a PEC 32

Greve no dia 18 de agosto. Essa é uma das propostas do Fórum das Centrais Sindicais para combater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da reforma Administrativa, mais um ataque do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à classe trabalhadora e ao povo.

Nesta quinta-feira (29) e sexta-feira (30), um encontro virtual nacional será realizado, com a participação de trabalhadores do setor público das três esferas – federal, estadual e municipal – para debater e organizar a paralisação e mobilizações nos redutos eleitorais dos parlamentares, onde vão pressioná-los para que não aprovem a proposta, que é ruim para o Brasil e para os brasileiros.

“Vamos discutir todo o processo de mobilização, tanto a greve como a pressão a parlamentares para que votem contra a PEC 32, além de reforçarmos as discussões nas câmaras municipais e assembleias legislativas nos estados”, explica Pedro Armengol, diretor executivo da CUT e secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

“A expectativa é de que, ao final do encontro, no dia 30, tenhamos como resolução a greve nacional do setor público no dia 18 de agosto”, complementa o dirigente.

A mobilização dos servidores contra a reforma Administrativa, que pode aumentar casos de corrupção, autorizar políticos a contratar amigos e parentes e acabar com o serviço público,  já vem sendo feito por meio de várias frentes como a pressão junto aos paramentares em suas bases, que já teve início em alguns municípios, como Santa Rosa, no RS, onde houve pressão no reduto do deputado Osmar Terra (MDB) e da  ferramenta Na Pressão, da CUT, que possibilita a todos os brasileiros, enviar mensagens diretamente aos parlamentares exigindo o ”não” à PEC.

Para o encontro, o dirigente explica que a convocação foi feita por meio das entidades representativas dos servidores, organizada pelo Fórum das Centrais. Um portal na internet foi criado para detalhar os motivos pelos quais a PEC deve ser combatida. É neste site onde são feitas as inscrições para o encontro.

A página “Contra a PEC 32”, traz ainda links para grupos de WhatsApp por onde são divulgados conteúdos sobre a ameaça que a reforma Administrativa representa, além de notícias e vídeos com debates sobre o tema. O objetivo é ter um espaço onde se diga a verdade sobre a PEC e ainda conscientize todos a lutar contra a medida, diz Armengol.

Computador, notebook e celular. Divulgação do Encontro nacional dos trabalhadores do setor público contra a PEC 32 e indicação para se inscrever no site do evento.
Divulgação

Não à PEC 32

Depois do recesso parlamentar, que acaba no dia 1º de agosto, a PEC volta a ser analisada por uma comissão especial da Câmara.

A proposta é o eixo principal da luta dos servidores porque não só destrói as carreiras dos trabalhadores como destrói o serviço público em si, afetando toda a população, em especial a mais pobre, que depende dos serviços públicos.

A reforma acaba com a estabilidade dos trabalhadores e trabalhadoras do setor, amplia a possibilidade de contratação em cargos comissionados e abre caminho para a prestação de serviços pela iniciativa privada em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e saneamento, que deveriam ser prestados pelo Estado.

De acordo com Armengol, “a intenção principal da PEC 32 é tirar pessoas – os pobres – do orçamento, com o argumento de que é necessário ‘desinchar o Estado’, mas que na verdade, só reduz a capacidade de investimento em políticas públicas voltadas às áreas essenciais, justamente as que mais a população precisa”.

Os neoliberais que defendem a proposta, tanto no governo quanto entre o empresariado que o apoia, prossegue o dirigente, na verdade querem transferir esses serviços para o setor privado, obrigando a sociedade a ‘bancar’ os custos. “Deixa uma grande parcela da população desamparada, porque não tem como pagar por esses serviços”.

Neoliberais são adeptos de uma doutrina econômica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal na economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e, ainda assim, num grau mínimo. “É uma falta de humanidade quer impor essa doutrina em um país com milhões de desempregados, outros milhares sem ter sequer o que comer ou onde morar”, acrescenta Armengol.

Outro argumento dos que querem tirar tudo do povo é de que a máquina pública tem servidores em excesso. Uma mentira facilmente desmentida. A própria pandemia provou o contrário, em especial, no setor de saúde, onde o atendimento às vítimas da Covid-19 ficou prejudicado justamente por falta de servidores. A fila de espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), provocada pelo sucateamento do órgão que teve início depois do golpe de 2016, é outra mostra de que o argumento é mentiroso.

 “A reforma Administrativa é muito mais danosa à população do que aos próprios servidores. Ela aponta, em sua essência, a perspectiva de não ter mais o Estado com sua responsabilidade social”, alerta Armengol, que considera um dever da sociedade lutar contra a PEC 32 pelo bem da população que mais precisa dos serviços públicos.

O dirigente diz ainda que o Brasil, onde os trabalhadores no setor público são 12% da força de trabalho, é um dos países que menos têm servidores no mundo. Ele cita como exemplo a superpotência capitalista – os Estados Unidos – onde para cada 100 trabalhadores do setor privado, há mais de 20 do setor público. Na Inglaterra a proporção é a mesma. Na Itália e na França são 30% e na Nova Zelândia, são mais de 40%.

Marajás

Outro aspecto rechaçado pelos servidores públicos é o de que os servidores são ‘marajás’, ganham altos salários.

A média salarial da maioria dos ‘supostos marajás’ é de R$ 2.800,00. E são esses os trabalhadores que serão mais atacados pela reforma Administrativa, que não mexe com os chamados “Cargos de Estado” – juízes, promotores, militares – que têm altos salários, ressalta o dirigente da CUT.

Politização e corrupção

Outro aspecto apontado pelo dirigente é a mudança de foco de trabalhadores que sejam eventualmente contratados para prestar serviços. São chamados de funcionários de governos, já que atenderiam aos interesses de uma gestão específica, seja um governo municipal, estadual ou federal. Ao contrário, um servidor concursado exerce suas funções em prol da sociedade. “A sociedade é seu patrão e não um governante”, diz Armengol, explicando que desta forma, se combate a corrupção.

E para exemplificar, basta lembrar do caso do servidor do Ministério da Saúde, Luís Miranda, que ao se deparar com irregularidades no contrato de compra da vacina Covaxin, teve como conduta a denúncia. “Se não há um servidor, há sérias chances de a corrupção acontecer livremente”, diz Armengol.

 


Covid supera 550 mil mortos no Brasil, Cientistas alertam: o pior não passou

O Brasil superou nesta segunda-feira (26) a marca de 550 mil mortos pela covid-19. Num período de 24 horas, entre as 16h de domintgo e hoje, foram 578 vítimas notificadas pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Foram 18.999 novos casos no período, totalizando 19.707.662 desde o início da pandemia, em março de 2020. Às segundas-feiras, os números são inferiores à média, já que existe menor número de trabalhadores no campo da medicina diagnóstica ativos aos domingos. Isso tende a ser corrigido nos períodos seguintes.

Embora os dados sejam subnotificados, o avanço da vacinação segue apresentando resultados positivos no país. As faixas etárias mais elevadas seguem tendência de maior recuo em hosiptalizações e mortes, conforme são vacinadas. Nos estados, o processo de imunização inicia-se dos mais velhos para os mais novos. Os bons resultados, contudo, ainda são reféns da lentidão no processo. Até o momento, 18,49% dos brasileiros, apenas, estão imunizados com duas doses, e 49,04% receberam a primeira etapa da vacinação.

Escassez

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal para controle da covid-19 uma porcentagem de imunização superior a 80%. Portanto, há um longo caminho a ser percorrido. Hoje (26), oito capitais suspenderam a aplicação das primeiras doses por falta de imunizantes: Belém, Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória.

O médico e ex-presidente da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina acredita que o coronavírus segue sua trajetória de alta letalidade no país. “Não temos perspectiva de voltar à normalidade. Enquanto não vacinarmos a população, a única alternativa são as medidas não farmacológicas”, disse, em entrevista promovida hoje pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Vecina afirma não ver ações do governo do Brasil em políticas públicas para a superação da pandemia de covid. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro adotou uma postura negacionista diante da covid-19, estados abandonaram em massa as proteções aos cidadãos, como isolamento social. “Uma pandemia como esta, nosso presidente acreditou que ela terminaria se todos tivessem a doença. Alguém convenceu o presidente que se todos pegarem, a pandemia acabava. Com isso, milhões morreriam. Não dá pra atingir imunidade de rebanho a partir de casos”, afirma.

Vacinação e prevenção

“Sabemos fazer vigilância epidemiológica. Devemos informar ocorrência de casos e fazer bloqueios. E não estamos fazendo. Bloqueio é lockdown, como dizem atualmente. Sempre que temos crescimento no número de casos, a única alternativa que temos é através do bloqueio”, completa Vecina.

Enquanto governadores e prefeitos arriscaram, de forma tímida, medidas de isolamento, o governo federal sempre atuou como opositor à proteção dos brasileiros e “aliado” do vírus. Incentivou e promoveu aglomerações, ridicularizou mortes, disseminou mentiras sobre a segurança das vacinas e uso de máscaras, e ligou a compra tardia de vacinas a um esquema de corrupção, em investigação na CPI da Covid. “Não temos perspectiva de voltar à normalidade. Não existe jeito para o fim da doença. A alternativa é vacinar”, relata Vecina.

O médico reforça que “estudos apontam que a imunidade provocada pela infecção não é duradoura e não leva em conta novas mutações da covid-19. Logo, apenas a vacina apresenta-se como realmente eficaz. Essa doença se propaga em ondas. Temos que evitar encontros entre pessoas que não tenham sido vacinadas e o vírus. Você já ter tido a doença não te protege. Novas cepas, variantes, como a gamma e a delta, que está entrando no Brasil, elas podem reincidir. Cerca de 30% da população de Manaus que já tinha tido a doença, na segunda onda, tiveram novamente. No caso das pessoas que tomaram vacinas, a probabilidade é de forma branda”, disse.

Todas funcionam

Vecina também reafirma a importância da vacinação com qualquer dos imunizantes disponíveis. Todos eles são eficazes e apresentam bons resultados concretos na proteção à covid-19. “Precisamos ficar espertos. Ter tido a doença não te protegemnecessariamente. Vacinas te protegem, mas não existe 100%. A experiência de Serrana, com 45 mil habitantes e 96% dos adultos vacinados, aponta que 95% das mortes caíram. Praticamente zeramos. E 85% dos casos graves caíram. Graças à vacina, no caso a CoronaVac.”

Perigo à vista

O neurocientista brasileiro coordenador do Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Consórcio Nordeste, Migue Nicolelis, acredita que novas ondas podem provocar o aumento expressivos de mortes. “Diferente da maior parte dos comentaristas da grande mídia brasileira, não acredito que o pior passou. Não acredito que a pandemia sequer está próximo de acabar. Um mês atrás estávamos passando por 500 mil óbitos. Em janeiro disse que ou faríamos lockdown ou não daríamos conta do vírus. Acharam absurdo porque os números estavam e recuo. De repente, em março, tivemos a maior letalidade. É o ano com maior letalidade da história do Brasil. De 100 mil óbitos por mês, da média brasileira nos últimos anos, em março, tivemos 188 mil óbitos.”

Em foco, a disseminação da variante delta do coronavírus. Até 70% mais letal, a cepa identificada pela primeira vez na Índia começa a se disseminar pelo Brasil. Por onde passou, como Ásia, Oceanía e Europa, a mutação provocou aumento de mortes, casos e obrigou países a adotarem medidas intensivas de isolamento social. “Suponhamos que 100 milhões de brasileiros tiveram contato com o coronavírus, isso tirando a subnotificação dos números oficiais. A proteção por contato é pequena. O número de vacinados é pequeno. Então, temos uma população suscetível é grande”, disse.

Fator Bolsonaro

Nicolelis vê desafios maiores, que já deveriam ter sido superados, em razão do bolsonarismo. Para o cientista, o “pecado original” que levou o Brasil a ser o epicentro da pandemia de covid-19 no mundo e segundo país com mais mortos, o comportamento presidencial. “Quando a pandemia ficou clara, o Brasil pecou por não se preparar com uma mensagem clara para todo o país. Uma decisão estratégica clara de combater a pandemia. Não só não houve decisão de combater a pandemia, que todos sabemos. Se tomou a decisão de apostar numa suposta impossível imunidade de rebanho. Parte de um projeto negacionista oficial. Uma política de Estado de não fazer o que deveria ser feito”, acrescentou.

“Não fechamos o espaço aéreo, não compramos insumos para combater a pandemia e propagamos mensagens falsas sobre medicamentos que não funcionam. Tinham projeto de lucrar com a pandemia por vias escusas. Isso se conclui com a compra de vacinas em momento inadequado e quantidade abaixo do necessário para que a imunização fosse efetiva”, completou, ao fazer referência aos escândalos de corrupção que envolvem a gestão da pandemia pelo governo Bolsonaro.

 


pessoas de rua dormindo na estação de ônibus cobertas por um cobertor.

Com previsão de frio intenso, movimentos de São Paulo pedem doações de agasalhos e cobertores

Com o frio intenso esperado no Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o portal Mídia Ninja e a Associação Rede Rua estão organizando uma ação para arrecadar agasalhos e cobertores para proteção da população em situação de rua na cidade de São Paulo nos próximos dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), está confirmada a previsão de frio intenso a partir desta quarta-feira (28), com a chegada de uma massa de ar frio que predominará do Sul ao Sudeste e Centro-Oeste. A onda de temperaturas baixas, que pode ser a pior de todo o inverno, deve se estender até domingo (1º).

Na região metropolitana de São Paulo, a previsão aponta para uma máxima de 15°C e uma temperatura mínima que pode chegar até 3°C na quinta-feira. Na Serra da Mantiqueira, divisa entre São Paulo e Minas Gerais, as mínimas devem oscilar entre -2°C e -3°C. Para sexta (20), há ainda alerta de geada para todo o estado paulista.

Diante do alerta de frio intenso, as organizações montaram três pontos de coleta na região central de São Paulo, onde se concentra a maior parcela de pessoas sem-teto, para que a população possa fazer doações.

Onde doar

Há um posto de coleta na loja Armazém do Campo do MST, localizada na Alameda Eduardo Prado, número 499, no Campos Elíseos, região central da capital paulista. O horário de funcionamento é das 11h às 17h, de segunda a sábado. Um segundo posto foi montado na Quadra dos Bancários, na rua Tabatinguera, 192, região da Sé. As doações poderão ser feitas das 8h30 às 13h30.

Também foi instalado um posto de coleta de agasalhos e cobertores na Chapelaria Social, localizada na rua Campos Sales, 88, no bairro do Brás. O local fica aberto das 9h às 13h, às segundas, quartas e sextas. “Sabemos que com o agravamento da crise econômica cresceu também a população de rua e o número de pessoas que precisam de ajuda. Esse é um momento de solidariedade”, destacam o MST, o Mídia Ninja e a Rede Rua, em nota conjunta.

Mortes no frio

De acordo com o Movimento Estadual da População de Rua, ao menos 13 pessoas já morreram de frio na cidade de São Paulo neste ano. Os óbitos foram registrados em locais diferentes da capital, da região central às zonas norte e oeste. Um problema histórico que se agrava com a falta de política pública de assistência social e investimentos nos chamados Centros Temporários de Acolhimento (CTA). O Ministério Público investiga se há omissão da prefeitura de São Paulo sobre o tema.

Em entrevista ao Jornal Brasil Atual desta segunda (26), o coordenador da divisão nacional do movimento, Darcy Costa, ressaltou que o país precisa investir em habitação permanente aos sem-teto e pediu apoio da população. “Estamos lutando para que seja possível criar um programa de moradia social que tenha a oferta de moradia primeiro para que as pessoas possam se organizar, porque na rua é difícil. E quanto mais tempo na rua, mais difícil a ressocialização”. Segundo estimativas, antes da pandemia as ruas de São Paulo abrigavam cerca de 24 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. Desde então, o cálculo dos movimentos já apontam mais de 40 mil pessoas desabrigadas na capital paulista.

Outras ações de solidariedade

Histórico defensor da população de rua, o padre Júlio Lancellotti também organiza uma campanha para doação de agasalhos, meias, toucas, moletons, cobertores e alimentos. As doações para amenizar o sofrimento causado pelo frio em São Paulo podem ser entregues na Paróquia São Miguel Arcanjo, na rua Taquari, 1.100, na Mooca, zona leste da cidade. Os agasalhos e cobertores também podem ser doados na Casa de Oração da Pastoral do Povo de Rua, na rua Djalma Dutra, 3, no bairro da Luz.

À frente do projeto “Químicos contra a Fome”, o sindicato da categoria também aceita colaboração para a fabricação e distribuição de pães às pessoas em situação de rua. Interessantes podem entrar em contato pelo Whatsapp (11) 9.6199-3900. O sindicato também aceita doações de farinha branca, farinha integral, cacau, açúcar mascavo, óleo e margarina. Na periferia de São Paulo, a Fraternidade Missionária Emaús (FME) também arrecada itens para o povo de rua do Jaraguá, na zona noroeste. O endereço para levar alimentos ou insumos é a sede do grupo, na rua Maria da Cruz Cunha, 216 – Jardim Shangrila ou na Comunidade São Francisco de Assis, rua Máximo Barbosa, 66, no Jardim Taipas.

 


Pessoas com bandeiras manifestando pelo Fora Bolsonaro.

Mais de 600 mil pessoas foram às ruas no sábado (24) para exigir Fora Bolsonaro

Cerca de 600 mil pessoas foram às ruas nas 26 capitais, no Distrito Federal e em centenas de cidades do Brasil e do exterior no quarto dia nacional de mobilização Fora Bolsonaro, realizado no sábado (24).

No Minuto a Minuto da CUT é possível ver informações e imagens de centenas de atos realizados em todo o mundo e no Mapa dos Atos a lista de cidades onde o povo foi às ruas.

O presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, disse na Avenida Paulista, em São Paulo, onde milhares de pessoas foram pedir o impeacment de Jair Bolsonaro (ex-PSL) que os protestos continuarão até que Bolsonaro caia.

Além do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) por crimes contra a democracia e contra a vida, a pauta dos 509 atos realizados também abordou em faixas, cartazes e discursos temas como as denúncias de pedido de propina nas negociações para compra de vacinas, que atrasaram a entrada do imunizante no Brasil, contribuindo com a morte de milhões de brasileiros. A pauta teve ainda pedido de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, foi contra a reforma Administrativa e as privatizações.

Em várias capitais, os manifestantes homenagearam os quase 550 mil mortos em decorrência da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e várias pessoas levaram cartazes lamentando a morte de parentes e côngujes que não tiveram tempo de esperar a vacina ou afirmando que o tratamento precoce com remédios ineficazes recomentado por Bolsonaro matou um parente, como no cartaz desta esposa que vive um luto doloroso, sem despedida, sem velório, como os parentes dos 550 mil mortos em decorrência da Covid-19 no país.

As lideranças da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, formada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, centrais sindicais como a CUT, movimentos sociais como o MST e partidos políticos avaliam que os atos de sábado ganharam capilaridade em relação aos atos anteriores.

Em 29 de maio, foram realizados atos em ao menos 227 cidades do Brasil e 14 do exterior, com cerca de 420 mil pessoas. No segundo protesto, em 19 de junho, foram 427 atos em 366 cidades do Brasil e em 42 cidades do exterior em 17 países, com um público total de 750 mil pessoas.

Já no ato do 3 de julho, antecipado por causa das denúncias de corrupção feitas na CPI da Covid do Senado, 800 mil pessoas foram às ruas em 352 atos em 312 cidades do Brasil, em todos os estados e no Distrito Federal, e 35 no exterior em 16 países.