Com Bolsonaro, negros e negras sofrem mais com informalidade e queda de renda

O Brasil precisa voltar a crescer e a se desenvolver, criando oportunidades melhores para os trabalhadores se trabalhadoras, mas é necessário aliar esse crescimento à retomada de políticas de igualdade racial e de gênero, conclui estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o mercado de trabalho, que mostra a persistente desigualdade entre negros e não negros.

“Não é justo que mais da metade dos brasileiros seja sempre relegada aos menores salários e a condições de trabalho mais precárias apenas pela cor/raça ou pelo sexo”, diz o texto do Dieese, que complementa: “É necessário amplo trabalho de sensibilização social. A mudança depende de todo”. Confira aqui a íntegra do estudo.

De acordo com o estudo, apesar da leve melhora na economia ter gerado novas vagas, entre os segundos trimestres de 2019 e 2022, primeiro e último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), aumentaram a informalidade, a subocupação e foi registrada queda nos rendimentos entre todos os trabalhadores do país, mas os efeitos são sentidos mais intensamente pelo homem e pela mulher negra, segundo os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação total foi de 9,3% no segundo trimestre de 2022, menor do que o registrado nos mesmos períodos dos três anos anteriores: no segundo trimestre de 2019, a taxa era de 12,1%, passou para 13,6%, em 2020, e 14,2%, em 2021.

No segundo trimestre de 2022, o desemprego entre as mulheres negras foi de 13,9%. Para os homens negros, a taxa era de 8,7%; para as não negras, de 8,9%; e para os homens não negros, foi observada a menor taxa, de 6,1%.

Neste período, entre as mulheres negras ocupadas, 19,7% estavam no setor de educação, saúde humana e serviços sociais; 19,2% no comércio; e 16,4% nos serviços domésticos.

Entre os homens ocupados negros, 19,5% estavam no comércio; 14,8% no setor de construção; 14,4% na indústria; e 14,1% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

Entre as mulheres não negras, 22,6% trabalhavam no setor de educação, saúde humana e serviços sociais; 18,5%, no comércio; 14,3% no setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas e; 10,9% na indústria geral.

Entre os homens não negros, 19,7% estavam alocados no comércio; 15,6% na indústria geral; 15,5% no setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; e 10,2% na construção.

No segundo trimestre de 2022, mais de 30% do total dos ocupados se inseriram como assalariados com carteira. Entre o total de negras ocupadas, 31,5% tinham carteira assinada. Entre os homens negros ocupados, a proporção de trabalhadores formais era de 37,1%. Das ocupadas negras, 12,6% eram trabalhadoras domésticas sem carteira e 3,7% com carteira; 21,1%, trabalhadoras por conta própria; e 10,8%, assalariadas sem carteira. No total, quase metade (47,3%) das negras trabalhavam sem proteção. Entre os negros, 30,1% eram trabalhadores por conta própria e 18,1%, assalariados sem carteira.

Subocupação

São considerados subocupados por insuficiência de horas as pessoas que gostariam de ter jornada maior e têm disponibilidade para trabalhar mais, se houvesse oportunidade, explica o Dieese antes de dar novos numeros sobre a desigualdade entre negros e não negros.

No segundo trimestre de 2022, a proporção de subocupados em relação ao total de ocupados foi de 6,7%, menor do que o verificado nos demais anos. Em 2021, esse percentual foi de 8,6%.

Entre todos os segmentos populacionais, a proporção de negros em subocupação no segundo trimestre de 2022 foi maior: 10,0% entre as negras ocupadas e 6,5%, entre os negros ocupados. Na mesma situação estavam 6,7% das mulheres não negras e 4,0% dos homens não negros.

Podem ser somados aos subocupados os trabalhadores em situação de desalento (ou seja, aqueles que querem trabalhar e deixaram de procurar por falta de recurso financeiro ou por acreditar que não vão conseguir uma colocação) e os desocupados com busca ativa.

Dessa forma, é obtida a taxa de subutilização da força de trabalho. No segundo trimestre de 2022, a taxa de subutilização foi a menor da série analisada (21,2%) e, no mesmo período de 2020, a maior (29,3%).

No entanto, em 2020 e 2021, de cada 100 ocupadas negras, mais de 40 estavam subutilizadas. Em 2022, essa proporção ficou em 31,5%.  São mulheres que querem e precisam trabalhar mais, mas não conseguem.

Entre os homens negros, em 2020, a taxa ficou em 29,3%, maior do que a proporção de mulheres não negras subutilizadas (26,7%).

Queda nos rendimentos

A comparação do segundo trimestre de 2022 com os demais trimestres dos anos anteriores mostrou redução dos rendimentos em todos os segmentos populacionais.

Entre os segundos trimestres de 2019 e 2022, a queda do rendimento médio real foi de -4,8% para o total de ocupados e, entre os segmentos, maior entre os não negros: de -7,6% para as mulheres e -5,4% para os homens. Entre os negros, caiu -3,6% para os homens e -0,8% para as mulheres.

Importante destacar que a elevação da renda média registrada entre 2020 e 2019 se deveu a um efeito estatístico perverso: enquanto os trabalhadores que ganhavam mais foram atuar em home office, aqueles com menor remuneração perderam as ocupações, o que fez com que fosse reduzida a quantidade de rendimentos de valores menores.

As mulheres negras, que, em geral, recebem os menores rendimentos, foram as mais penalizadas e ficaram sem renda durante o período mais intenso de isolamento social.

As médias de rendimento também comprovam a desigualdade de remuneração por raça/cor. Os não negros recebem, em média, mais do que os negros. No segundo trimestre de 2022, enquanto o homem não negro recebeu R$ 3.708 e a mulher não negra, R$ 2.774, a trabalhadora negra ganhou, em média, R$ 1.715, e o homem negro, R$ 2.142. Esses números indicam que a mulher negra recebeu, em 2022, 46,3% do rendimento recebido pelo homem não negro. Para o homem negro, essa proporção foi de 58,8%.

A diferença entre os rendimentos de negros e não negros é constante nos dados do mercado de trabalho e precisa ser modificada a partir de políticas públicas e sensibilização da sociedade. Não importa somente elevar a escolaridade da população negra, mas sensibilizar a sociedade em relação à discriminação existente no mercado de trabalho, que penaliza parcela expressiva de brasileiros.

Para o conjunto de ocupados brasileiros, o rendimento caiu entre os segundos trimestres de 2021 e 2022 (-4,70%). Entre as ocupadas negras, a redução foi de -3,54%, e, entre as não negras, de -6,00%; para os homens, entre negros, de -2,59% e, entre os não negros, de -3,61%.

Quando se observa a posição na ocupação, o rendimento subiu entre as trabalhadoras domésticas sem carteira (1,14%) e entre os trabalhadores por conta própria (2,15%).

No mesmo período de análise, foram registradas elevações de rendimento entre os dois trimestres para trabalhadores assalariados sem carteira negros (5,52%) e negras (4,23%). Entre as trabalhadoras domésticas negras sem carteira, o aumento foi de 2,50% e, entre os homens negros nessa mesma posição, de 9,19%. Já entre os trabalhadores por conta própria, as maiores elevações ocorreram entre as mulheres negras (5,16%), os homens não negros (5,14%) e os negros (1,88%).

 


Marcha da Consciência Negra sai em meio a alívio nacional e preocupação estadual

A 19ª Marcha da Consciência Negra foi marcada, em São Paulo, por uma manifestação no início da tarde deste domingo (20). Sob o tema “Por um Brasil e São Paulo com democracia e sem racismo”, o movimento negro e organizações antirracistas ocuparam ruas da capital paulista. A concentração foi no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, com caminhada prevista para as escadarias do Teatro Municipal, no centro da cidade, onde foi fundado o Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978, sob o regime da ditadura civil-militar.

O ato trouxe uma sensação de alívio após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais desse ano, barrando a reeleição do candidato Jair Bolsonaro. Porém, se a vitória nacional representa esperança na luta contra a desigualdade, no âmbito estadual paulista há preocupação em torno da vitória de Tarcísio de Freitas.

“O novo governador já sinalizou que práticas antidemocráticas seguirão seu curso, assim como ocorre hoje no governo federal. Haverá um árduo trabalho pela frente, ainda mais diante de um governo que defende a militarização nas escolas e disse que vai retirar a câmera do uniforme dos policiais, justamente um equipamento que filma as ações dos agentes públicos e que permite um maior controle do uso da força policial”, disse, antes do ato, a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Aparecida da Silva. “Temos coletivos de combate ao racismo espalhados por vários sindicatos e que têm realizado importantes lutas nesse período e ampliaremos nossas mobilizações, alertando a população sobre as práticas antirracistas e sobre políticas ameaçadoras ao nosso povo”, ressalta a dirigente.

O Dia da Consciência Negra é celebrado no Brasil em 20 de novembro desde 2003. Em 2011, por meio da Lei 12.519, sancionada pela então presidenta Dilma Rousseff, foi instituído oficialmente como feriado. Apesar da lei, a data é feriado em somente em 1.260 cidades brasileiras, onde as Câmaras locais aprovaram leis regulamentando a decisão. Recentemente, o Senado aprovou um projeto de lei que torna o Dia Nacional da Consciência Negra feriado nacional. A decisão ainda tem de passar pela Câmara Federal e ser sancionada pelo presidente da República.

Zumbi dos Palmares

A data foi escolhida porque foi em 20 de novembro de 1695 que morreu Zumbi dos Palmares, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, em Pernambuco. O escravo que virou símbolo da luta do povo negro contra a escravidão foi assassinado durante uma batalha contra as forças da Coroa Portuguesa. Teve a cabeça cortada, salgada e exposta pelas autoridades no Pátio do Carmo, em Recife.

A luta de Zumbi dos Palmares é lembrada para conscientizar a população sobre a dívida social que o país tem com a população negra, além de destacar a importância do povo e da cultura africana no Brasil. É, também, uma data em que a luta antirracista ganha ainda mais visibilidade para conscientizar a sociedade sobre a perseguição histórica sofrida pela população negra. O Brasil foi um dos últimos países no mundo a abolir a escravidão, somente em 1888, após todos os outros países das Américas.

“Há uma dificuldade racista em conceber uma data rememorativa de um tempo histórico, e de um líder negro que lutou por liberdade e independência antes dos Inconfidentes. É uma data nacional de todas e todos os brasileiros, mas sabemos que somente os antirracistas a compreendem assim”, afirma Anatalina Lourenço, secretária de Combate ao Racismo da CUT.

 


SPPREV: sindicato tenta negociar os dias de jogos da seleção na Copa do Mundo

Após divulgação do Decreto 67.255, de 10 de novembro de 2022, que dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais nos dias de participação do Brasil na Copa do Mundo FIFA 2022, fomos procurados por diversos funcionários e, na qualidade de Sindicato representante da categoria, diante do ainda não estabelecimento de regras específicas sobre o tema no âmbito desta Autarquia, o SINSSP enviou um e-mail com documento solicitando negociação e balizamento das condições impostas, apresentando proposta levantada pelos trabalhadores da SPPREV.

Leia abaixo o documento na íntegra ou clique aqui.

 

Proposta regra compensação copa_2022

 


Episódio #91 do MEGAFONE - No Dia da Consciência Negra, o 20 de novembro precisa conscientizar e continuar resistindo e lutando sobre os temas que ainda são tabus para a sociedade

No episódio #91 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP fala sobre o Dia Nacional da Consciência Negra celebrado no dia 20 de novembro e lembra que a data não é de celebração, mas de CONSCIENTIZAÇÃO e resistência nos dias de hoje, com debates importantes sobre a causa negra com pautas sobre o racismo e desigualdade social do Brasil, temas que ainda são “tabus” no país. Fiquem sintonizado com a gente!

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19ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo fala sobre democracia e fim do racismo

No dia 20 de novembro, o movimento negro e organizações antirracistas ocuparão as ruas da capital paulista com a 19ª Marcha da Consciência Negra. O tema deste ano é “Por um Brasil e São Paulo com Democracia e Sem Racismo”.

A concentração começa às 10h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, altura do número 1578, na Bela Vista. A saída está marcada para às 11h, até as escadarias do Teatro Municipal, onde foi fundado o Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978, sob o regime da ditadura militar.

O ato começará mais cedo neste ano por conta da abertura da Copa do Mundo, às 13h, com jogo entre o Catar, seleção anfitriã, e o Equador.

O ato deste ano carrega ao menos um respiro de alívio após as eleições realizadas no Brasil que, entre os seus resultados, barrou a reeleição do candidato Jair Bolsonaro (PL) à presidência.

A vitória de Lula nas urnas representa ao movimento negro uma esperança na luta contra a desigualdade. Por outro lado, avalia a secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Aparecida da Silva, a vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo aumenta a preocupação.

“O novo governador já sinalizou que práticas antidemocráticas seguirão seu curso, assim como ocorre hoje no governo federal. Haverá um árduo trabalho pela frente, ainda mais diante de um governo que defende a militarização nas escolas e disse que vai retirar a câmera do uniforme dos policiais, justamente um equipamento que filma as ações dos agentes públicos e que permite um maior controle do uso da força policial”, afirma.

Para Rosana, as propostas trazidas na campanha de Tarcísio de Freitas é só a ponta de um iceberg.

“Temos coletivos de combate ao racismo espalhados por vários sindicatos e que têm realizado importantes lutas nesse período e ampliaremos nossas mobilizações, alertando a população sobre as práticas antirracistas e sobre políticas ameaçadoras ao nosso povo”, ressalta a dirigente.

Canal de denúncias

A CUT-SP destaca neste mês o seu canal de denúncias contra o racismo no local de trabalho em parceria com a Cascone Advogados.

O objetivo deste canal é receber denúncias de casos de racismo dentro do ambiente de trabalho e fazer atendimento jurídico gratuito.

Para requerer a assessoria jurídica, as pessoas vítimas de racismo podem entrar em contato com a Secretaria de Combate ao Racismo da CUT-SP por meio do WhatsApp (11) 94059-0237 ou pelo e-mail bastaderacismo@cutsp.org.br.

Confira as mobilizações confirmadas em SP no dia 20 de novembro:

CAPITAL

19ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo

Concentração às 10h, marcha às 11h

Vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Avenida Paulista, 1578, na Bela Vista, São Paulo (SP)

 

CAMPINAS

21ª Marcha Zumbi dos Palmares de Campinas

Concentração na Estação Cultura, às 10h, com fala dos representantes das religiões de matriz africana, cortejo pela rua 13 de Maio com apresentações da cultura de matriz africana e encerramento no Largo do Rosário, no centro de Campinas (SP)

 

GUARULHOS

17ª Marcha da Consciência Negra de Guarulhos

O ato terá concentração às 9h no Marco da Consciência Negra, localizado na confluência das ruas Lucila, Anita Guastini Eiras e Arminda de Lima (próximo à Praça dos Estudantes) e percorrerá as principais ruas da região central, destacando os pontos históricos da presença negra de Guarulhos (SP)

 

MONGAGUÁ

VI Marcha da Consciência Negra da Baixada Santista

Concentração às 14h, na Praça Dudu Samba (Avenida Dudu Samba 52-280), no centro de Mongaguá (SP)

 

TAUBATÉ

Atividade didática e cultural

10h às 18h, na Praça Monsenhor Silva Barros (Praça da Eletro)

 


Confira agenda de atividades da CUT-SP e sindicatos no Mês da Consciência Negra

Seguindo a tradição de todos os anos, o movimento sindical CUTista está com uma intensa agenda de lutas para o Mês da Consciência Negra neste 2022. Na programação, por todo o estado de São Paulo, haverá rodas de conversa, atrações culturais, feiras e ação nas redes sociais.

Na capital, além de apoiar e participar da 19ª Marcha da Consciência Negra, a CUT-SP irá promover em sua sede, no dia 25, um Sarau, seguido de um Baile Black. Já os sindicatos filiados à Central organizam oficinas e debates com discussões sobre racismo estrutural e desafios do mundo do trabalho para a população negra (Confira abaixo).

O Mês da Consciência Negra, que ocorre em novembro, é uma referência ao assassinato de Zumbi dos Palmares, escravizado que se tornou líder do Quilombo dos Palmares, junto com sua companheira Dandara, e que foi morto em 20 de novembro de 1665.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO (Em atualização)

SÃO PAULO

4º Prêmio Àlasé 2022

11 de novembro – sexta - 18h

Câmara Municipal de SP – Salão Nobre, 8º andar – Viaduto Jacareí, 100, Bela Vista

 

Roda de Conversa “Combatendo a Discriminação Racial nos Serviços Públicos”

18 de novembro – sexta - 9h

Sede do Sindsep: Rua da Quitanda, 101 – Centro

 

Live “Racismo sistêmico estrutural e os desafios da luta pela igualdade”

18 de novembro – sexta - 17h

YouTube do Sinteps (Clique aqui)

 

19ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo

20 de novembro – domingo - 10h

Vão livre do Masp: Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista

 

Sarau e Baile Black

25 de novembro – sexta - 19h

Sede da CUT-SP: Rua Caetano Pinto, 575 - Brás

 

SANTO ANDRÉ

Projeto Costurando Sonhos do Negras Sim

12 de novembro - 9h

Sede social do Sindicato dos Bancários do ABC: Rua Xavier de Toledo, 268 – Centro

 

Felisa – 5ª edição – Feira Literária de Santo André

25 de novembro – sexta

19h – Roda de Conversa com Matilde Ribeiro

26 de novembro

A partir das 10h

Sede social do Sindicato dos Bancários do ABC: Rua Xavier de Toledo, 268 – Centro

 

SÃO BERNARDO

Debate promovido pela Comissão de Igualdade Racial e Combate ao Racismo dos Metalúrgicos do ABC, com apresentação do grupo Netos de Bandim, de Guiné-Bissau

18 de novembro - sexta-feira 10h

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: Rua João Basso, 231 – Centro

 

MAUÁ

17ª Marcha Zumbi dos Palmares

20 de novembro – domingo - 10h

Praça do Relógio - Centro

 

CAMPINAS

21ª Marcha Zumbi dos Palmares de Campinas

20 de novembro – domingo - 10h

Concentração na Estação Cultura

 

GUARULHOS

17ª Marcha da Consciência Negra de Guarulhos

20 de novembro – domingo - 9h

Concentração no Marco da Consciência Negra, localizado na confluência das ruas Lucila, Anita Guastini Eiras e Arminda de Lima (próximo à Praça dos Estudantes)

 

TAUBATÉ

Roda de Conversa “Vivências”

11 de novembro – sexta - 19h

Centro Cultural Afro-Brasileiro Biblioteca Zumbi dos Palmares

 

Educação Antirracista

16 de novembro – quinta - 19h

Espaço Selvagem

 

Atividade didática e cultural

20 de novembro – domingo - 10h às 18h

Praça Monsenhor Silva Barros (Praça da Eletro)

 

SOROCABA

3º Mostra de Cultura e Arte Negra “Ubuntu SMetal”

19 de novembro – sábado - 13h

Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba: Rua Júlio Hanser, 140

 

BAIXADA SANTISTA

VI Marcha da Consciência Negra da Baixada Santista

20 de novembro – domingo - 14h

Praça Dudu Samba (Avenida Dudu Samba 52-280) - Centro de Mongaguá

 


Banco do Brasil: gestor da Dicor assedia com ‘piada’ sobre genocídio de judeus

O Sindicato recebeu denúncia de práticas assediadoras por parte de um dos gestores da Diretoria Corporate Banking (Dicor) em São Paulo. Relatos apontam que, reincidentemente, o denunciado apresenta um comportamento inadequado, expressado por comentários preconceituosos, inconvenientes, e que chegou a “brincar” com situações como o genocídio de judeus praticado pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Os funcionários da Dicor mantêm um grupo de WhatsApp para agilizar a comunicação e as tarefas entre as equipes. Em uma das situações inadequadas, com o objetivo de censurar a manifestação de uma funcionária no grupo, o gestor em questão enviou uma resposta controversa: uma figurinha com a imagem de Hitler e o texto “Hans liga o gás”, uma referência à execução de vítimas em câmaras de gás nos campos de extermínio nazistas.

“Mais de seis milhões de civis judeus foram assassinados pelo regime nazista na Europa. Um genocídio que dizimou cerca de dois terços daquele povo, incluindo um milhão de crianças. O extermínio completo só não se concretizou porque a guerra acabou com a derrota do nazismo. É nojento e repugnante fazer esta referência em tom de piada para se dirigir a colegas e subordinados dentro do ambiente de trabalho, inclusive com o celular corporativo da empresa”, protesta Getúlio Maciel, dirigente sindical e representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) pela Fetec-CUT/SP.

A situação gerou indignação e perplexidade em muitos dos funcionários da Dicor, resultando em reclamações e denúncias no canal de assédio moral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Outros administradores do banco também reprovaram a associação entre a cobrança profissional com o nazismo.

“O banco deve repudiar e punir esta atitude em respeito aos seus clientes e funcionários vinculados ao povo judeu e a comunidade israelita. Mas não só isso. A forma de comunicar com os colegas e a não percepção da seriedade da ‘brincadeira’ denota uma forma de ameaça com um tanto de sadismo, o que é muito preocupante.”

Getúlio Maciel, dirigente sindical e representante da CEBB pela Fetec-CUT/SP

A denúncia foi encaminhada à Diretoria de Gestão de Pessoas (Dipes) e à Ouvidoria Interna do BB, a fim de que sejam tomadas as devidas apurações e correções, dentro do seu papel institucional.

Procure o Sindicato

O Sindicato está monitorando todos os locais de trabalho e alertando os bancários.

O SINSSP também disponibiliza um canal de atendimento em seu site para denúncias de qualquer tipo de assédio. Dessa forma, se você servidor do INSS ou trabalhador da SPPREV estiver sofrendo algum tipo de assédio procure o sindicato para denunciar, a denúncia pode ser feita de forma anônima ou não. Por este canal, o SINSSP fará o acolhimento e o devido atendimento do seu caso.

Link para denunciar:

https://sinssp.org.br/denuncie/

 


Episódio #90 do MEGAFONE - Como explicar o movimento antivacina e anticiência que vem ganhando forças e espaço no Brasil e no mundo?

No Episódio #90 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP fala sobre uma nova onda de grupos ativistas negacionistas que, principalmente após a pandemia, ganhou força e espaço no Brasil e no mundo. Para comentar uma pesquisa publicada em um conceituado periódico cientifico sobre esse assunto, o professor Wellington Zangari, do Laboratório de Estudos Psicossociais: crença, subjetividade, cultura e saúde, do Instituto de Psicologia da USP contextualizou o porquê e como essas crenças têm arrebatado forças. Fiquem sintonizado com a gente!

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Consumo de alimentos ultraprocessados provoca 57 mil mortes por ano no Brasil

Trocar alimentos in natura por ultraprocessados como biscoitos, barras de cereais, sopas e macarrão instantâneos pode ser mais barato para quem convive, desde setembro do ano passado, com preços de comida nas alturas, mas compromete a saúde e cobra uma conta alta.

Desde a crise econômica, iniciada com o golpe de 2016 do ilegítimo Michel Temer (MDB), o consumo desse tipo de produto cresceu 60% entre as classes sociais mais baixas do país. Por outro lado, nas faixas onde estão os 40% de brasileiros com maior renda mensal, o consumo de alimentos naturais cresceu, enquanto caiu o de ultraprocessados.

O resultado dessa alta no consumo de alimentos processados é o registro no Brasil, em 2019, de cerca de 57 mil mortes prematuras associadas a esse tipo de alimento, de pessoas com idades entre 30 e 69 anos. Dos mortos, 60% eram homens e 68% tinham entre 50 e 69 anos.

As informações sobre as mortes, divulgadas pelo UOL, têm como base um estudo realizado por pesquisadores da  Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidad de Santiago de Chile, publicado no American Journal of Preventive Medicine.

De acordo com o estudo, 541,1 mil pessoas de 30 a 69 anos morreram no Brasil em 2019. Desse total de mortes, 10,5% foram consideradas prematuras e associadas ao consumo de ultraprocessados, segundo a estimativa do modelo matemático usado pelos pesquisadores.

Se os brasileiros reduzissem o consumo de ultraprocessados em 10% seriam poupadas 5,9 mil vidas por ano. Se a redução fosse de 20%, 12 mil vidas e se fosse de 50% 29,3 mil vidas seriam poupadas por ano.

"A ideia do estudo foi estimar, entre as mortes prematuras por todas as causas possíveis, quantas são associadas ao consumo de ultraprocessados, pois os riscos relativos utilizados nos cálculos incorporam isso", disse ao UOL Eduardo Nilson, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP e um dos autores do trabalho.

O que é ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados são aqueles que são produzidos pela indústria e utilizam ao menos cinco ingredientes adicionais em suas formulações. Entre os itens adicionados estão: adoçantes, corantes, emulsificantes, conservantes, aromatizantes, entre outros.

Entre os ultraproessados estão alimentos como:

Biscoitos, sorvetes e guloseimas.

Bolos.

Cereais matinais.

Barras de cereais.

Sopas, macarrão e temperos “instantâneos”.

Salgadinhos “de pacote”.

Refrescos e refrigerantes.

Achocolatados.

Iogurtes e bebidas lácteas adoçadas.

Bebidas energéticas.

Caldos com sabor carne, frango ou de legumes.

Maionese e outros molhos prontos.

Pães de forma.

Ainda é possível citar produtos congelados e prontos para consumo (massas, pizzas, hambúrgueres, nuggets, salsichas, etc.); e outras opções como pães doces e produtos de panificação que possuem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e outros aditivos químicos.

O consumo desses produtos está relacionado ao aumento de peso e ao risco de várias doenças. Entre elas diabetes, problemas cardiovasculares e câncer.

Se a participação calórica de ultraprocessados no Brasil, que é de 19,7% hoje, se igualar ao México (29,8%), as mortes atribuíveis a esse consumo podem praticamente dobrar, chegando a 113 mil.

Se chegarmos ao nível dos Estados Unidos (onde os ultraprocessados já representam em média 57% do consumo calórico), podemos ter, todos os anos, 194 mil mortes por conta desses produtos.

 


Alta da cesta básica é generalizada e alimentos ficam mais caros em 12 capitais

Está cada vez mais difícil a população de baixa renda comprar o mínimo necessário para a sua subsistência com a alta generalizada dos preços dos itens que compõem a cesta básica no país. Segundo a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta segunda-feira (7), o valor da cesta básica subiu em outubro, em 12 capitais das 17 pesquisadas pelo instituto.

O trabalhador remunerado pelo salário mínimo (R$ 1.212) comprometeu 58,78% da renda líquida para comprar os alimentos básicos – o percentual cresceu tanto na comparação mensal (58,18%) como na anual (58,35%).

Os maiores vilões da alta foram o preço da batata que subiu em todas as cidades da região Centro-Sul, onde é pesquisada. Já o do tomate aumentou em 13 das 17 capitais. O pão francês teve alta em 12, enquanto o leite integral caiu em todas.

Variações nas capitais

No mês passado, as principais elevações foram registradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em Porto Alegre, capital gaúcha, a cesta subiu (3,34%), seguida por Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%) e Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%).

Já as reduções ocorreram em cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João Pessoa (-0,49%).

De janeiro a outubro, o menor aumento foi em Recife com variação de 4,89% e o maior aumento foi em Campo Grande (MS) com 14,39%. No acumulado em 12 meses, de 5,48% (Vitória) a 15,38% (Salvador). O menor valor da cesta foi levantado em Aracaju (R$ 515,51).

Salário mínimo

O Dieese calcula o valor do salário mínimo necessário a partir do maior preço da cesta básica que em outubro ficou com Porto Alegre (R$ 768,82). Assim o instituto calculou em R$ 6.458,86 o salário mínimo para as despesas básicas de uma família com quatro integrantes.

O valor corresponde a 5,33 vezes o piso nacional (R$ 1.212). Essa proporção era de 5,20 vezes em setembro e 5,35 há um ano. Assim, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica subiu para 119 horas e 37 minutos, segundo o Dieese.