OMS mantém covid como emergência global; transmissão aumenta no DF
Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (19) que a covid-19 continua sendo uma emergência global. Em 30 de janeiro próximo, completará três anos que o comitê de emergência do organismo ligado às Nações Unidas decretou a pandemia, com objetivo de conter a doença por meio de pesquisas, financiamento e medidas internacionais de saúde pública. Como se vê, a “gripezinha”, como preferiu o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), que já matou mais de 687 mil pessoas no Brasil, está bem longe de ser controlada.
Segundo a OMS, embora o número de casos venha caindo em partes do mundo, os países ainda precisam manter vigilância e pressionar para vacinar as populações mais vulneráveis. “Embora a percepção pública seja de que a pandemia acabou em algumas partes do mundo, continua sendo um evento de saúde pública que segue afetando adversa e fortemente a saúde da população mundial”, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
No Brasil, a transmissão do novo coronavírus ainda é considerada alta. No Distrito Federal, vem aumentando desde o início do mês, a taxa é de 1,07, segundo a Secretaria de Saúde. Ou seja, um grupo de 100 pessoas infectadas pode contaminar outras 107 pessoas. Índice maior que 1 significa que o contágio está avançando e a pandemia ainda não pode ser considerada controlada. A OMS recomenda taxa de transmissão inferior a 1.
O dado é preocupante. No DF, menos da metade da população que pode ser vacinada (47%) recebeu as duas doses da vacina mais o reforço. A maioria (81%) recebeu apenas a primeira dose.
Precisamos vacinar as crianças contra a covid, diz especialista
A pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo reitera que a pandemia ainda não acabou. “Nós precisaríamos resgatar esses milhares de brasileiros que não foram vacinados de maneira integral, com as doses padrão e de reforço, e, sobretudo, vacinar as nossas crianças. Fomos um dos países onde mais morreram crianças abaixo de cinco anos”, disse a pneumologista à jornalista Cláudia Collucci, da Folha da S.Paulo.
Autora do livro sobre a pandemia Um Tempo Para Não Esquecer (Editora Bazar do Tempo), a médica disse estar preocupada com o que chama de “desmemória em relação à covid”. “Não temos o direito de esquecer o que passamos. Fico triste que a memória tão dura da covid-19, que deixou tantas cicatrizes, tanto luto, tenha ficado esquecida. Essa desmemória é muito perigosa. Como médica, eu reconheço que, quando a gente passa por uma situação de extremo sofrimento, tende a guardar aquela cicatriz e se esquecer daquilo. Porém, a pandemia de covid é de ordem coletiva”.
“Tem muita gente ainda vivendo esse luto. Gente que o pai, a mãe, o cônjuge internou e não voltou mais. A vida foi interrompida sem preparo. Eu vi muita coisa. Gente que mudou testamento, gente que quis formalizar a união estável. Nós não temos o direito de esquecer tudo o que vivemos na pandemia e ainda estamos vivendo”, disse.
Falta de oxigênio, cloroquina, Pazuello
A “desmemória” a que ela se refere está expressa, entre outras coisas, na eleição do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Segundo deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, estado que tanto perdeu vidas para a covid, elegeu o militar, cuja gestão na pasta foi marcada pela falta de oxigênio em Manaus e o incentivo ao uso da cloroquina, além de denúncias de corrupção.
O medicamento sem benefício no tratamento da doença, mas com efeitos colaterais comprovados, foi defendido com veemência pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.
A pesquisadora da Fiocruz disse ainda que o Brasil é um “país paradigmático”: Foi o que mais colocou voluntários nos estudos, mas não comprou a vacina a tempo. “Em outubro de 2020, dez países já tinham comprado 75% de todas as vacinas que estavam sendo produzidas. E o Brasil não era um eles. Nós poderíamos ter começado a vacinação em dezembro de 2020, quando o Reino Unido começou, não em janeiro [de 2021]. Nós poderíamos ter salvado mais vidas”.
E lembrou também o discurso da equivocada “imunidade de rebanho”. “E Manaus mostrou, de maneira dramática e desnecessária, que estávamos certos. Quatro meses depois do primeiro pico epidêmico, ninguém mais tinha imunidade, não teve lockdown lá, não teve nada, a cepa gama nasceu lá e foi aquela desgraceira toda.”
Lula ‘desarquiva’ desmandos de Bolsonaro na pandemia
Já o professor da Faculdade de Medicina da USP Mário Scheffer considera que todos os vestígios dos desmandos de Bolsonaro foram desarquivados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate deste domingo, “reavivando a memória de milhões de brasileiros que irão às urnas novamente”.
“Lula desferiu golpes de curta distância, usou corretamente os indicadores epidemiológicos de mortes proporcionais (“o Brasil tem 3% da população mundial, e teve 11% das mortes por covid no mundo”) e de mortes evitáveis (“mais da metade dos 680 mil óbitos não deveria ter ocorrido”). E desmentiu uma afirmação recente de Bolsonaro, de que crianças não morreram por causa da covid no Brasil. Lula acertou, a covid matou no País perto de duas mil crianças de 0 a 12 anos”, escreveu em seu blog Politica&Saude.
O ex-presidente manteve a vantagem, quando acusou Bolsonaro de decretar sigilo sobre o cartão pessoal de vacina “para ninguém saber se você tomou ou não tomou”; de nomear Pazuello, “um ministro que não entendia nada de Saúde”; divulgar a cloroquina, “remédio que a ciência negou o tempo inteiro”; e não respeitar os laboratórios públicos Butantan e Fiocruz, “que poderiam ter lhe ajudado”.
Ainda conforme anotou Scheffer, Lula deixou o rival nas cordas: “O senhor não se dignou a visitar uma família que teve alguém que morreu de covid e, depois, para mostrar que é bonzinho, tentou ir no enterro da rainha da Inglaterra”.
Desemprego cede, mas contratação sem carteira é recorde nos setores público e privado
A taxa de desemprego foi a 8,7% no trimestre encerrado em setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. O índice de desemprego recua tanto em relação a junho como a igual período de 2021 (12,6%). Agora, o total de desempregados é estimado em 9,460 milhões. Apesar de o número ser o menor desde dezembro de 2015, ele segue sendo “contaminado” por elevado índice de ocupações informais e de baixa qualidade.
Já os ocupados somam 99,269 milhões, atingindo recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Mas o ritmo de crescimento do emprego sem carteira continua bem acima do emprego com carteira assinada, tanto no setor privado como público. O nível de ocupação (pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar) subiu a 57,2%.
Assim, o número de empregados com carteira no setor privado subiu 8,2% na comparação anual, para 36,265 milhões. E o de empregados sem carteira aumentou 13% no mesmo período, para 13,212 milhões. Os trabalhadores por conta própria são 25,684 milhões, com estabilidade.
Informalidade e desalento
Com isso, segundo a Pnad, a taxa de informalidade segue próxima dos 40%. Agora, atinge 39,4% dos ocupados. São 39,1 milhões de trabalhadores informais. E a chamada taxa de subutilização (pessoas que gostariam de trabalhar mais) é de 20,1%, a menor desde março de 2016, com 23,4 milhões de pessoas. Por sua vez, os desalentados são 4,3 milhões (3,8% da força de trabalho).
A quantidade de trabalhadores domésticos foi a 5,889 milhões, aumento de 9,9% em 12 meses. Já os empregados no setor público chegaram ao recorde de 12,156 milhões, subindo 8,9% – mas os sem carteira cresceram 35,4%.
Estimado em R$ 2.737, o rendimento médio cresceu 3,7% no trimestre e 2,5% na comparação anual. A massa de rendimentos soma R$ 266,7 bilhões.
Estudo europeu confirma importância da atividade física na prevenção do câncer de mama
Um estudo feito na Universidade Charles, na República Checa, concluiu que o exercício físico é fundamental para a diminuição do câncer de mama, o tipo de maior incidência no sexo feminino. Foram analisadas 130 mil mulheres de ascendência europeia, sendo que, destas, 70 mil tinham tumores que se espalharam.
Já é consenso e existem evidências desde a década de 1990 de que a atividade física faz bem e tem impacto na redução do risco de câncer – com dados coletados é possível quantificar quanto é possível reduzir. Para o câncer de mama, estima-se que a redução é de 40%. A recomendação é praticar qualquer exercício físico.
O sedentarismo, por sua vez, aumenta em 104% o risco para a evolução e desenvolvimento da doença. Por isso, para evitá-la, não basta apenas praticar exercícios, mesmo que todos os dias. É imprescindível que o sedentarismo diminua, por meio da redução do tempo que ficamos sentados, por exemplo.
É melhor fazer pouco do que não fazer
O ideal são 150 minutos de atividade física moderada distribuídos na maior parte dos dias da semana. Os exercícios melhoram o funcionamento do sistema imune, ajudam a reduzir a inflamação sistêmica, o inchaço, o sobrepeso e a obesidade e modulam a ação hormonal, que ajuda na redução do tecido gorduroso. A frequência, portanto, é muito importante: é melhor fazer pouco do que não fazer.
“Essa recomendação internacional com as atividades físicas preconiza que você reduza o seu tempo sentado, fazer o máximo de atividades que você puder de pé e introduzir no seu dia a dia mais atividade”, explica Christina May Moran de Brito, coordenadora médica do serviço de reabilitação do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). Ela ainda lembra que nosso dia a dia atual é muito sedentário e precisamos contrapor essa realidade.
“O exercício não só auxilia de forma significativa na prevenção do câncer de mama, mas a gente sabe também que reduz a recorrência do câncer de mama para quem já tem a doença ou para quem já teve a doença. Aumenta a sobrevida, então atua como um remédio efetivamente”, relata a médica. Não apenas o câncer de mama diminui, mas o de cólon e o de próstata também. “O câncer de cólon a gente sabe que o exercício físico também reduz: melhora o hábito intestinal, então diminui a exposição do tecido intestinal aos carcinógenos”, diz.
Atividade física é apenas parte da prevenção
Os exercícios físicos têm um papel importante na prevenção e na redução dos riscos, mas isso não substitui a detecção precoce, que é fundamental. Christina May evidencia que só 10% do câncer de mama tem a ver com hereditariedade, o restante são fatores ambientais e individuais que aumentam a predisposição: etilismo, exposição hormonal, histórico de menstruação muito cedo e menopausa muito tarde, quantas gestações ao longo da vida e histórico familiar de câncer de ovário são alguns deles.
“Existem evidências sugestivas de que o tabagismo aumenta o risco de câncer de mama. Por enquanto ainda não são conclusivas, mas existem evidências”, comenta Christina.
Por fim, a médica reforça a importância da mamografia, que é indicada anualmente para mulheres acima dos 50 anos. Também quem possui histórico familiar da doença deve procurar o médico o mais cedo possível, para que a detecção seja precoce, além de sempre estar atenta a alterações locais.
A DEMOCRACIA VENCEU!
Depois de um tumultuado período eleitoral, recheado com muitas mentiras, do uso indevido da máquina pública e de pequenos golpes contra o sistema eleitoral brasileiro, o amor venceu o ódio e a DEMOCRACIA saiu como a grande vitoriosa.
Foram quatro anos de muitas trevas e para piorar a situação ainda tivemos uma pandemia que só aumentou o sofrimento do povo e deixou um estrago sem precedentes com quase 700 mil mortes, além de ter destroçado a economia nacional e tudo graças aos erros cometidos pelo atual governo.
O SINSSP reafirma a sua independência enquanto entidade sindical e como sempre esteve na luta e na defesa de seus filiados não poderia compactuar com os desastres da gestão deste governo e com a forma como foram tratados os servidores, além, é claro, de ser absolutamente contra a Reforma da Previdência, que retirou direitos dos trabalhadores e prejudicou muito a população.
Agora, com a eleição de Lula e da perspectiva de um governo mais justo, mais humano e fraterno, poderemos reconstruir o país, refazer os serviços públicos que foram destroçados e colocar o Brasil para funcionar novamente.
Também merece destaque o discurso conciliador do presidente eleito, reconhecendo a necessidade de juntar um país dividido: “meus amigos e minhas amigas, a partir de 1º de janeiro de 2023, vou governar para 215 milhões de brasileiros e brasileiras e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis, somos um único país, um único povo, uma grande nação", destacou Lula.
"Estou aqui para governar esse país numa situação muito difícil. Mas tenho fé que com a ajuda do povo nós vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticamente, harmonicamente. E a gente possa inclusive restabelecer a paz entre as famílias, os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos e o Brasil", continuou Lula.
Também é importante destacar que os servidores públicos também serão uma parte importante nesse processo de reconstrução do país.
Parabéns ao Presidente Luís Inácio Lula da Silva, que não desistiu do Brasil e dos brasileiros. Parabéns aos brasileiros que, através do voto, acreditaram na democracia, num país mais justo e na esperança de um futuro melhor. E sobretudo parabéns para a democracia brasileira, lembrando que a democracia ainda é o melhor regime político e onde a população pode participar ativamente e exercer a sua soberania.
Inflação dos alimentos continua em alta
Apesar do Brasil ter apresentado um período de deflação nos últimos três meses, o bolso dos brasileiros continua em sofrimento e enfrenta uma dura inflação num grupo de itens essenciais à população: alimentação e bebidas.
Com acúmulo inflacionário de 9,54% no ano, medido de janeiro a setembro de 2022, o grupo de alimentação e bebidas registra a maior alta desde o Plano Real (julho/1994) para o mês de setembro, período em que o Brasil vivia o reflexo de uma hiperinflação.
A narrativa da inflação negativa tem sido usada pelo atual presidente e sua equipe econômica como ponto de campanha de que a economia brasileira está “bombando”, o que não é verdade, segundo a análise dos especialistas. De acordo o economista Eduardo Moreira, para o site do Instituto Conhecimento Liberta, a deflação registrada “foi comprada pelo governo, com medidas eleitoreiras de curto prazo, como a desoneração dos combustíveis”.
Pela avaliação dos analistas, a alta dos preços dos alimentos em 2022 foi dada por diversos fatores, dentre eles, os eventos climáticos que proporcionaram redução da oferta no mercado o que elevou os preços; produção encarecida devido o aumento dos insumos durante o período pandêmico; Guerra na Ucrânia e especialmente a falta de uma política econômica efetiva e visionária que trouxesse ganhos para toda a população.
De acordo com o site do Instituto Conhecimento Liberta, em 24 meses a inflação oficial do Brasil medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou uma alta de 19,25%. Itens essenciais da cesta básica como o óleo diesel e o óleo de soja dobraram de preço neste período chegando a 107% e 100,74% respectivamente. Outros itens como o café, o leite e o açúcar têm reajustes altos nos dois anos analisados.
O leite longa vida puxou o indicador para baixo deixando, em setembro, o grupo de alimentação e bebidas com recuo de 0,51% no IPCA, o que significa a maior baixa desde o mês de maio de 2019. Porém, ele continua entre os itens com o preço mais elevado.
Neste mesmo acumulado do ano, o melão foi o produto com alta dentro do IPCA com elevação de 74,37% até setembro/22. Em seguida veio a cebola com 63,68% e o leite longa vida com 50,73%.
Mesmo com o quadro de queda, analistas entrevistados pela Folha de S.Paulo analisam que o grupo de alimentos devem ficar elevados até o final do ano e que até o momento as projeções não preveem novas deflações até dezembro de 2022 o que deve continuar pressionando o indicador.
A inflação, em especial dos alimentos, continua refletindo e interferindo no custo de vida da população, principalmente a mais carente que depende de auxílios do governo, pois a cesta básica continua muito alta.
Fonte: Redação ICL Economia com informações da Folha de S.Paulo.
Bolsonaro mente sobre o INSS
O SINSSP - Sindicato dos trabalhadores do INSS no estado de São Paulo - vem a público esclarecer a população sobre a real situação do INSS no governo Bolsonaro.
BOLSONARO MENTE EM HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO, o candidato Pinóquio em ato de desespero mente descaradamente ao dizer que investiu no INSS, que capacitou servidores e que em 100 dias o segurado tem uma resposta ao seu pedido, é MENTIRA!
A verdade é que Bolsonaro não investiu nem em estrutura, tão pouco nos servidores, o que ele fez foi sucatear e destruir o INSS assim como outros órgãos do governo federal.
O governo Bolsonaro utiliza de "inteligência artificial", robôs, para NEGAR os benefícios requeridos pela população (é o tal do Indeferimento Automático).
Sem concursos e sem servidores deixou o INSS no caos e Bolsonaro simplesmente acabou com o atendimento presencial.
Bolsonaro fechou agencias do INSS pelo Brasil a fora por causa de falta de funcionários e em razão do corte nos investimentos.
O governo de Bolsonaro não gosta de servidores de carreira e não realizou nenhum concurso público.
O presidente Bolsonaro e seu ministro da economia Paulo Guedes, não deram nenhum reajuste salarial para os servidores civis.
Bolsonaro contratou militares da reserva que não conheciam os serviços do INSS e transformou o INSS num cabide de emprego de milicos.
Bolsonaro vem destruindo o INSS, desde que tomou posse está desmontando o patrimônio do Trabalhador Brasileiro.
Bolsonaro destruiu a Previdência Social Brasileira com a reforma da previdência de Paulo Guedes, retirou direitos da população e deixou muitos brasileiros desassistidos.
Faltam 04 dias para o segundo turno e o seu voto faz a diferença
No próximo domingo (30), todos os brasileiros retornarão aos colégios eleitorais para escolherem o próximo presidente e, nos 12 estados em que a disputa do cargo de governador foi para o segundo turno, como aqui em São Paulo, por exemplo.
Não custa lembrar que os servidores públicos federais e estaduais têm suas carreiras profissionais e suas vidas ligadas diretamente aos rumos da política, o voto num candidato errado pode interferir sobremaneira nas condições de trabalho, nos reajustes salariais e até nos benefícios recebidos.
Não precisamos rememorar todos os problemas que enfrentamos nos últimos 06 anos, este é o período que estamos com salários congelados, com aumento dos descontos na folha de pagamento e com uma brutal desvalorização em nosso poder de compra. Então é fundamental se preparar para o próximo dia 30 de outubro.
Nunca foi tão fundamental votar. É com o voto de cada um de nós que o Brasil vai voltar a ser um país mais justo e menos desigual, quem sabe até reverter tudo aquilo que nos prejudicou como a PEC-95, que congelou os salários do funcionalismo público até o ano de 2036, ou a PEC-32 que acaba com a figura do concurso público, destrói a maioria das carreiras e libera a contratação de apadrinhados, entre outras maldades.
Será que não é hora de nos mexermos e barrarmos tudo aquilo que nos prejudica?
Há 04 dias do segundo turno das eleições é importante nos prepararmos para que tudo dê certo no domingo e você servidor possa garantir que os melhores candidatos se elejam, candidatos estes que irão defender os servidores das especulações e armadilhas neoliberais que só retiram direitos e congelam salários.
É fundamental barrar a reeleição do atual governo que desde os primeiros dias no poder já se mostrou a que veio, tratando os funcionários públicos como inimigos vetando qualquer tentativa de reajuste salarial aos servidores civis, aumentando os percentuais de contribuição previdenciária e retirando direitos com a reforma da previdência (PEC 103).
Com a tal reforma da previdência muitos servidores terão que trabalhar mais 4 ou 5 anos para poderem se aposentar e em alguns casos chega ao absurdo de mais de 10 anos, assim não podemos deixar que o atual governo permaneça no poder, pois isso será prejudicial demais para o funcionalismo.
Como se preparar para votar no dia 30 de outubro
O primeiro passo é saber onde você vai votar. Você pode descobrir no site do TSE, clicando neste link aqui. Basta informar o nome, o CPF ou o número do título de eleitor; a data de nascimento; e o nome da mãe (ou marcar o quadrinho não consta).
Agora que você sabe onde vai votar, tenha certeza de que você vai conseguir chegar lá. Se for preciso, converse com um amigo, um vizinho ou um parente e peça carona. O TSE liberou a gratuidade do transporte público neste segundo turno das eleições 2022, cada prefeito tem o direito de acatar ou não a norma. Portanto, não vale deixar de ir votar no dia 30! Na capital e em várias cidades da região metropolitana de São Paulo, além de algumas cidades do interior e da Baixada Santista já anunciaram transporte gratuito no dia 30.
No dia da eleição, não precisa apresentar o título de eleitor, mas você deve levar um documento com foto. Qualquer um dos documentos listados serão aceitos: e-Título (título de eleitor em meio digital. Se estiver sem foto, é necessário apresentar outro documento oficial com foto); carteira de identidade; identidade social; passaporte e carteira de categoria profissional reconhecida por lei.
Os eleitores aptos a votar no primeiro turno, mas que não compareceram à seção de votação, podem participar normalmente neste segundo turno.
A biometria não é fator para impedir o seu voto. O eleitor que ainda não fez o cadastro biométrico poderá votar normalmente neste dia 30 de outubro, pois durante a pandemia, a coleta das impressões digitais foi suspensa. Quem estiver com a situação regular e possuir documento válido poderá exercer o seu direito do voto.
Fonte: site do TSE
Economia do Brasil deve crescer abaixo da média da América Latina, perdendo para Argentina, Colômbia, Bolívia e Uruguai, segundo FMI
A economia do Brasil deve crescer neste ano abaixo da média global, da média da América Latina e da média de países em desenvolvimento, aponta relatório do Fundo Monetário Internacional divulgado nesta terça-feira (11). Enquanto, segundo as projeções do FMI, a economia do Brasil deve ver seu PIB (produto interno bruto) crescer 2,8% em 2022, o mundo deve registrar crescimento médio de 3,2%. O dado é divulgado em um momento em que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), propagandeia em sua campanha de reeleição que o Brasil foi o país que melhor se recuperou da crise mundial, em função do pacote eleitoreiro do governo, como a desoneração dos combustíveis para reduzir a inflação. Até o Relatório Focus do Banco Central, divulgado na segunda (10), mostra que o mercado financeiro projeta um pibinho em 2023, com crescimento da economia de apenas 0,54%. Para este ano, a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é de 2,70%.
A América Latina também deve ver suas economias se expandirem acima da média da economia do Brasil, com crescimento de 3,5% ao fim do ano, com aumentos maiores em país. O Brasil faz parte do grupo de mercados emergentes e economias em desenvolvimento, que deve ter também um crescimento médio acima do brasileiro, com 3,7%.
A Índia deve registrar crescimento de 6,8% no PIB, enquanto a China deve ver seu PIB crescer 3,2%. O índice chinês, no entanto, é baixo para os padrões do país pré-pandemia, e esse é um dos motivos que ajudam a explicar uma média global baixa, segundo o FMI. Na China, tem pesado o enfraquecimento do setor imobiliário, que representa um quinto da atividade econômica do país, e a continuidade das políticas de lockdown para conter o vírus.
Economia do Brasil deve crescer apenas 1% em 2023, de acordo com FMI, bem abaixo da média global de 2,7%
Para o ano que vem, a perspectiva do Brasil é ainda pior, com o PIB crescendo apenas 1%, enquanto o mundo deve crescer 2,7%, o que já é considerado baixo pelos patamares do FMI. (Para o Brasil, o Banco Central prevê crescimento do PIB de 2,5% no ano que vem e 2,7% neste ano).
O relatório foi divulgado em meio às reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que ocorrem durante toda a semana na capital dos Estados Unidos, Washington, com políticos e economistas de todo o mundo. É a primeira vez que as reuniões acontecem de forma 100% presencial desde 2020, com eclosão da pandemia da Covid-19.
Viajaram à cidade o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Guedes se reuniu com ministros da economia e da agricultura dos países do G20 na manhã desta terça (11) e terá ao longo do dia encontros também com empresários e representantes do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Chama atenção, porém, o fato de que o Fundo revisou as projeções de crescimento do Brasil para cima, 2 pontos a mais do que o previsto em abril deste ano , enquanto a expectativa caiu em outras regiões. Os EUA, por exemplo, devem fechar o ano com crescimento 2,1 pontos percentuais abaixo do que o previsto pelo FMI no primeiro semestre.
O relatório aponta também que o Brasil deve fechar o ano com inflação de 9,4%, patamar alto, mas similar ao de outras economias da região como Colômbia (9,7%). Nos Estados Unidos, a inflação, em patamares históricos, deve fechar o ano em 8,1%, projeta o fundo. A taxa de juro está estimada a 1% no ano que vem nos EUA, segundo o relatório.
Os casos mais graves no continente ocorrem na Venezuela (previsão de 210%) e na Argentina (72,4%). O fundo prevê, porém, que em 2023 esses dois países mantenham ou até aumentem a hiperinflação, enquanto o índice deve baixar no Brasil (para 4,7%), Estados Unidos (para 3,5%) e em quase todos os países da região.
A inflação persistente e desenfreada é a maior ameaça à economia global, aponta o FMI, e uma série de motivos explicam a alta dos preços. Na Europa, pesa sobretudo a crise energética, com redução de oferta de gás após o início da Guerra da Ucrânia.
O conflito também pressionou o preço dos alimentos no mundo todo, com a dificuldade da exportação de grãos, afetando mais os países de renda mais baixa. Outro fator que influencia nos preços de forma global foi a alta do petróleo – e pode ser mais significativa agora, que a Opep+ aprovou um corte na produção de barris por dia.
Dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (11) apontam deflação (queda de preços) de 0,29% em setembro, queda no IPCA pelo terceiro mês consecutivo.
O FMI defende que os bancos centrais respondam de forma firme à inflação, mas alerta que um aumento de taxas de juro mais alto do que o necessário pode empurrar as economias para uma recessão desnecessariamente severa. A taxa básica de juros no Brasil, hoje em 13,75%, está no patamar mais alto desde dezembro de 2016.
Segundo o FMI, políticas fiscais podem ajudar as economias a se adaptarem a um ambiente mais volátil ao investir na capacidade produtiva, capital humano, digitalização de processos, energia verde e diversificação da cadeia de suprimentos. Investimentos nessas áreas “podem tornar as economias mais resilientes para quando chegar a próxima crise”, diz o órgão.
Outro desafio global é o fortalecimento expressivo do dólar, sobretudo para mercados emergentes, com a moeda americana em seu nível mais alto desde o começo dos anos 2000, o que contribui para o aumento dos preços em países de baixa renda. O FMI aponta que uma resposta apropriada é manter a estabilidade de preços permitindo a flutuação das taxas cambiais e mantendo reservas estrangeiras para quando as condições piorarem ainda mais.
Segundo o fundo, a justaposição da crise energética, da crise de alimentos e das temperaturas extremas registradas no verão do hemisfério norte mostram como é preciso investir em políticas para evitar a catástrofe climática. “Os custos sobem drasticamente quanto mais atrasarmos a transição verde. A mensagem é clara: uma transição oportuna e com credibilidade, além de ser fundamental para o futuro do planeta, também contribui para a estabilidade macroeconômica.”
Com informações das agências de notícias.
Decisão equivocada de Tarcísio atrasou envio de oxigênio a Manaus durante pico da pandemia
Um erro logístico cometido em janeiro de 2021, por Tarcísio de Freitas (Republicanos), então ministro da Infraestrutura e atual candidato a governador de São Paulo, atrasou em até 66 horas a chegada de 160 mil m³ de oxigênio a Manaus (AM).
Até então, a falta do insumo hospitalar já havia provocado a morte de pelo menos 30 pessoas por asfixia em hospitais e postos de saúde, em um dos momentos mais trágicos da pandemia no Brasil.
A Força Aérea Brasileira (FAB) não disponibilizou aeronaves para transportar o oxigênio de Porto Velho (RO) até Manaus (AM). O meio mais rápido teria sido a hidrovia do rio Madeira. Mas o governo federal optou pela rodovia BR-319, que estava intrafegável naquela época do ano.
Essas são as conclusões de um artigo científico cujo teor foi conhecido em primeira mão pelo Brasil de Fato. O estudo foi produzido pelo biólogo Lucas Ferrante, mestre e doutor em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
“É impossível que o Ministério da Infraestrutura não soubesse que a rota escolhida era a pior de todas”, diz o autor, que comparou prazos e preços oferecidos por empresas de transporte do Amazonas.
O Ministério da Infraestrutura justificou que "a escolha da rota ocorreu porque é o período de chuvas na região e pelo tamanho da carga, o que levaria cerca de seis dias via Rio Madeira". Não houve resposta da assessoria de Tarcísio de Freitas.
Entenda
A decisão equivocada foi tomada por Tarcísio, em conjunto com o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considerado um “especialista em logística” pelo governo federal. Os gastos do translado estão sob sigilo de 100 anos, a pedido do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).
O transporte do oxigênio foi feito no período de chuvas, quando o nível das águas sobem. O rio Madeira, um dos principais corredores logísticos da região Norte, estava no auge da navegabilidade, oferecendo transporte de cargas e passageiros.
Mas a preferência do governo federal foi pela BR-319, que tem metade dos seus 900 km de extensão sem asfalto. A rodovia é conhecida pelas péssimas condições de trafegabilidade, especialmente na estação chuvosa, quando atoleiros tomam conta da pista.
Comboio leva oxigênio a Manaus pela BR-319 / PRF
Nos últimos oito anos, Ferrante coordenou equipes responsáveis por quatro pesquisas científicas sobre os impactos socioambientais da BR-319, que atravessa 63 terras indígenas. Os resultados estão publicados em revistas acadêmicas de relevância mundial.
“O Ministério da Infraestrutura, sob o comando de Tarcísio, e o Ministério da Saúde, sob Pazuello, orquestraram a estratégia mais longa e mais cara para trazer oxigênio para Manaus, o que custou centenas de vidas”, lamenta o cientista, que vive na capital amazonense.
Viagem pela BR-319 durou três vezes mais do que o previsto
Seis caminhões com cilindros de oxigênio deixaram Porto Velho (RO) pouco antes do meio-dia no dia 20 de janeiro. Pelo Twitter, o Ministério da Infraestrutura anunciou que o trajeto demoraria cerca de 30 horas, mas durou três vezes mais. A carga só chegaria depois de quatro dias - ou 96 horas.
Segundo as informações levantadas por Ferrante junto a empresas de navegação, o percurso poderia ter sido feito em até 30 horas pelo rio Madeira, supondo que a embarcação fosse dotada de um motor potente (600 a 830 cavalos de força), dirigida por um piloto experiente e não fizesse paradas. O custo seria de R$ 195 mil reais.
Se quisesse economizar, o governo federal poderia contratar por R$ 150 mil uma embarcação com um motor menos potente (350 a 420 cavalos). Ainda assim, o trajeto demoraria menos do que demorou pela estrada, cerca de 75 horas.
“Lobby para grileiros a custa de vidas”
A reconstrução do trecho mais crítico da BR-319 foi uma das principais propostas da campanha de Bolsonaro em 2018. A promessa entusiasmou a classe empresarial do Amazonas, mas até hoje não saiu do papel.
Por isso, Ferrante avalia que o governo federal escolheu o pior trajeto de forma proposital, com objetivo de justificar a repavimentação da BR-319, projeto que produzirá impactos ambientais duradouros e enfrenta resistência de povos indígenas.
“O governo federal está legalizando terra griladas no eixo da rodovia BR-319. A rodovia atende apenas a grileiros e madeireiros ilegais, ou seja, o Ministério da Infraestrutura promoveu um lobby para justificar a rodovia às custas das vidas das pessoas em Manaus", afirmou.
Bolsonaro usa BR-319 para justificar crise do oxigênio
De fato a demora na chegada do oxigênio em Manaus passou a ser amplamente utilizada por políticos bolsonaristas como justificativa para a reconstruir a BR-139 a toque de caixa, atropelando o direito de consulta dos povos indígenas e os estudos de impacto ambiental.
Durante a pré-campanha eleitoral deste ano, Bolsonaro publicou na redes sociais um vídeo de um ônibus atolado na BR-319. Em resposta a acusações de que teria se omitido no combate à pandemia, o presidente tentou atribuir a culpa às condições da estrada.
Em publicação no Facebook, o senador pelo Amazonas Plínio Valério (PSDB-AM), apoiador de Bolsonaro, repete o argumento utilizado por apoiadores do presidente: “Ainda estamos contando nossos mortos e centenas não teriam morrido por falta de oxigênio se a BR-319 fosse trafegável”.
"Criaram pânico que a crise de Manaus se deu por conta da falta de asfaltamento da BR-319. Era um motivo propício para passar por cima do direito dos povos indígenas e dos estudos ambientais. Nenhuma das comunidades indígenas teve direito à consulta prévia livre e informada como estabelece a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho", ressalta Ferrante.
O pesquisador acrescenta que o suposto impacto da rodovia na crise do oxigênio em Manaus foi utilizada por uma decisão judicial para acelerar as audiências públicas dos estudos ambientais no meio da pandemia, quando a participação dos povos indígenas estava prejudicada.
"Nosso grupo de pesquisa deu o alerta de segunda onda de covid em um dos maiores periódicos científicos do mundo, a Nature Medicine, e avisamos os gestores públicos de todas as esferas, de municipal a federal. Tanto governo do estado do Amazonas como governo federal estavam sabendo que Manaus teria uma segunda onda e optaram por não fazer nada”, afirma o cientista.
Salário mínimo no Brasil é o segundo menor entre 31 países, mostra OCDE. E governo Bolsonaro ainda quer piorar a situação
O salário mínimo no Brasil é o segundo menor de uma lista de 31 países feita pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), à frente apenas do México. O ranking, que tradicionalmente tem 32 países, não considerou o Japão nesta edição. Além dos países da OCDE, a lista incluiu o Brasil e a Rússia. Atualmente, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.212. No ano passado, período considerado para a pesquisa, era de R$ 1.100. O atual salário mínimo do governo Bolsonaro não é suficiente nem para a compra da cesta básica do brasileiro.
O levantamento utilizou o dólar como moeda-base, e os salários foram ajustados pela paridade do poder de compra (PPP na sigla em inglês). Ainda segundo a OCDE, na elaboração do cálculo também é considerada a inflação de casa país.
Segundo o ranking, o Brasil possui um salário mínimo médio de US$ 2,2 por hora. O Brasil ocupa a segunda pior colocação no ranking desde 2018, quando foi ultrapassado pela Rússia.
O México, pior colocado da lista, tem o salário mínimo médio de US$ 1,6 por hora. Luxemburgo lidera o ranking, com um salário mínimo médio de US$ 13,4 por hora, seguido pela Austrália com US$ 12,8 por hora, e pela França, com US$ 12,6. O salário mínimo do Brasil é inferior ao da Letônia (US$ 5/h), Hungria (US$ 5,6/h), Costa Rica (US$ 4,3/h) Turquia (US$ 6,8/h). Na América Latina, o Brasil fica atrás de países como Chile (US$ 3,6/h) e Colômbia (US$ 2,9/h)
Apesar de não apresentar variação na posição nos últimos anos, o estudo indica uma redução na média do salário mínimo real no Brasil em 2021, se comparado com o ano anterior. De acordo com o levantamento, em 2020, o país tinha um salário mínimo médio de US$ 2,3 por hora.
Ministro da Economia, Paulo Guedes, tem um plano que prevê deixar de reajustar o salário mínimo e a aposentadoria pela inflação do ano anterior
O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem um plano que prevê deixar de reajustar o salário mínimo e a aposentadoria pela inflação do ano anterior, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) consiga a reeleição. Pela proposta, o piso “considera a expectativa de inflação e é corrigido, no mínimo, pela meta de inflação”. O gasto com benefícios previdenciários “também deixa de ser vinculado à inflação passada”.
O projeto prevê apunhalar quem depende do salário mínimo, pois prevê a desindexação do piso e dos benefícios previdenciários, que hoje são corrigidos pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior. Isso garante ao menos a reposição da perda pelo aumento de preços observado entre famílias com renda de até cinco salários mínimos. A correção pela expectativa de inflação ou pela meta acarretaria em um reajuste muito menor do que o praticado hoje, que sequer garantiria o poder de compra.
Pela Constituição, o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Sendo assim, o salário mínimo necessário medido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) é 5,2 vezes maior do que o salário mínimo em vigência no Brasil. O salário mínimo necessário ao custo de vida do brasileiro era de R$ 6.298,91 em agosto. Passou para R$ 6.306,97 em setembro deste ano.
Fonte: Com informações das agências de notícias.










