Reportagem: INSS perdeu 56% dos servidores e lida com onda de burnout enquanto fila de pedidos explode

Miucha Cicaroni, 47, vinha empurrando com a barriga os sintomas. O ritmo de trabalho intenso e a pressão por metas continuavam causando ansiedade. Ela já havia sofrido um burnout, um esgotamento extremo devido à realidade do trabalho, anos antes, em 2021. Era setembro de 2025 e ela, que atuava justamente na concessão de benefícios como o auxílio-doença a quem precisa se afastar do trabalho, percebeu que era a hora de parar. Buscou um médico, que confirmou o diagnóstico: um novo burnout.

A servidora de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Campinas (SP) é parte de um problema complexo que passa despercebido entre as recorrentes críticas à lentidão do órgão para atender aposentados e segurados. “Numa tentativa de se adaptar, a gente vai adoecendo”, afirmou Cicaroni, que denunciou o INSS ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Entre 2006 e 2025, o INSS perdeu mais de metade de seus postos de trabalho, 53% para ser exato. Do outro lado, a demanda disparou em 80%. Metade da força de trabalho para quase o dobro de solicitações – e a fila não para de crescer, chegando ao marco histórico de 3 milhões de processos aguardando análise.

POR QUE ISSO IMPORTA?

Entender o desafio pelo qual o INSS passa vai além das investigações da CPMI do INSS e envolve identificar os gargalos que impedem que população seja atendida e que funcionários sofram com condições de trabalho que só provoque aumento de fila de espera.

Segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), apenas entre 2024 e 2025, ao menos 1.871 servidores foram afastados do INSS por transtornos mentais ou comportamentais. O número equivale a cerca de 10% da atual força de trabalho da autarquia. Por questões de sigilo, o órgão não pode identificar quantos servidores foram afastados por síndrome de burnout ou transtornos ligados à atuação profissional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do outro lado do “balcão”, há histórias como a de João Bernardo Amorim, que ainda não completou dois anos, mas já enfrentou um acidente vascular cerebral (AVC) perinatal. O garoto de Mossoró (RN) também foi diagnosticado com síndrome de West, condição rara que combina espasmos típicos da epilepsia com atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, ou seja, atrapalha seus movimentos, cognição e até fala. Bernardo requer cuidado em tempo integral. A mãe, Claudenice Amorim, acabou perdendo o emprego de consultora financeira.

Por causa disso, buscou o INSS em abril de 2025, em busca do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Dez meses depois, a mãe ainda aguarda para receber o dinheiro. As dificuldades financeiras impediram a família de manter Bernardo em tratamentos necessários e até nas sessões de fisioterapia, o que, sabem, pode comprometer o futuro da criança.

“Essa demora resultou na regressão dos marcos de desenvolvimento do meu filho. Ele não está mais conseguindo ficar de pé, conseguindo sentar, ainda não fala. Eu não voltei a trabalhar porque estou sendo exclusivamente dele. Com essa regressão, ele precisa de mim para tudo”, relata Amorim, também mãe de uma menina de quatro anos.

A Agência Pública investigou dados dos últimos 20 anos para identificar os principais gargalos que fazem a fila do INSS aumentar e o órgão lidar com a perda de servidores. Se de um lado há estados que aguardam uma média superior a 100 dias para ter o caso sequer analisado, do outro, trabalhadores do órgão reclamam de número insuficiente de vagas, problemas tecnológicos e condições de trabalho que levam até ao adoecimento. O resultado vem sendo a certeza de que apenas o esforço não tem sido capaz de fazer frente ao tamanho do problema para manter o funcionamento da estrutura de um dos maiores sistemas de proteção social do planeta.

Solução para falta de servidores virou problema em dobro

Menos da metade dos 19 mil funcionários do INSS trabalham na análise de benefícios diretamente. O último concurso aprovado para a autarquia ofertou apenas 300 vagas, frente os mais de 20 mil postos de trabalho vagos, segundo o próprio órgão, que seguem sem preenchimento. De acordo com fontes ouvidas em reserva pela reportagem esta seria uma espécie de “reforma administrativa silenciosa”, que esvazia órgãos públicos a partir da não reposição de servidores.

Além da redução da força de trabalho, servidores relatam dificuldade quanto ao processo de digitalização dos serviços da autarquia, medida adotada justamente para fazer frente à perda de funcionários. A implementação do INSS Digital, iniciada em 2017 e aprofundada em 2019, se consolidou na pandemia, quando o atendimento presencial foi suspenso. Hoje, é possível iniciar processos e movimentá-los por meio da plataforma Meu INSS. Por um lado, isso democratizou o acesso a direitos previdenciários e assistenciais. Por outro, abriu a porteira do órgão enquanto o contingente de trabalhadores despencava.

No INSS, fotocópias e pedidos em papel cederam espaço à análise automática de documentos digitais utilizando inteligência artificial (IA). Em 2025, por exemplo, o número de benefícios concedidos bateu recorde e foi superior a 7,6 milhões, 47% a mais que a média anual praticada seis anos antes. Mas o crescimento não tem sido capaz de fazer frente ao aumento da demanda. Enquanto o número de análises concluídas (benefícios concedidos ou negados) teve um aumento de cerca de 3%, o número de requerimentos, saltou mais de 26%, passando dos 798 mil para mais de um milhão, segundo os boletins de Transparência Previdenciária de junho de 2023 e dezembro de 2025. A consequência é o aumento da fila.

Para o ex-ministro do governo Lula e atual deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), o problema da fila do INSS seria a manutenção dos funcionários em home office desde a pandemia, o que seria “uma vergonha”, como classificou em pronunciamento. Segundo a Diretoria de Gestão de Pessoas do INSS, no entanto, 54% dos trabalhadores atuam presencialmente, 40% remotamente, e outros 6% em modelo híbrido.

O servidor Cristiano Machado, membro da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), pontua ainda que quem trabalha remoto cumpre metas 30% superiores e prefere arcar com os custos do trabalho diante das condições das agências. “O mobiliário é ruim, não tem ergonomia, a internet não funciona direito. Temos computadores rodando ainda com Windows 7 [lançado em 2009], temos agências com problemas de infiltração quando chove”, exemplifica, destacando que é necessário investimento na Previdência. “As pessoas não vão conseguir viver trabalhando nesse ritmo por muito tempo”, completa.

Mas o buraco da fila do INSS pode ser ainda mais fundo e vai além do formato de trabalho. Se a fila para a análise de concessão bateu recorde de 3 milhões, a manutenção dos benefícios é ainda mais desafiadora. Quando se inclui revisão de pedidos concedidos, investigação de irregularidades e fraudes, recursos contra decisões do instituto e outras análises, a fila passa dos 10 milhões de pedidos, segundo reportagem do Jornal Nacional.

Para tentar fazer frente ao problema, as gestões do órgão adotaram diversas estratégias, incluindo mutirões, pagamentos de bônus por trabalho extra e o Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que estabeleceu uma pontuação para cada tipo de tarefa. Assim, os servidores passaram a trabalhar com metas diárias: 4,27 pontos [5,55 para os que trabalham remotamente]. Uma aposentadoria por idade, origem urbana, por exemplo, rende um ponto ao ser concluída. Por tempo de contribuição, 1,45 ponto. Entre outros exemplos. Não cumprir o estabelecido diariamente pode implicar em perda de gratificações, com redução salarial, e até processo administrativo, com possibilidade de demissão.

O problema é que não há distinção entre uma análise simples, em que o beneficiário tenha atuado a vida toda na mesma empresa, ou mais complexa, casos de múltiplos vínculos. Assim, servidores acabam esticando a jornada, por até 15 horas por dia, na tentativa de cumprir as metas, e alguns sentem estar sendo responsabilizados pela “culpa” do aumento da fila, o que fontes ouvidas pela Pública classificaram repetidas vezes como “assédio institucional”.

Marcos [nome fictício] trabalha no INSS na região Sul e reclama das metas. “As situações eram mais contornáveis, tinha uma relação mais humanizada entre servidores e chefia. A partir do momento em que foi colocado esse programa, a cobrança veio de uma forma muito mais incisiva, ameaçadora”, lembra o servidor, também afastado há um ano por burnout e que preferiu não se identificar por temer represálias. “No intuito de cumprir metas, acontece de o servidor não fazer uma análise adequada. Isso acaba gerando retrabalho, prejudica a população. Nós estamos lidando com vidas”, resume.

Entre os servidores, outra queixa recorrente são as quedas e lentidão recorrente nos sistemas utilizados na análise dos benefícios, geridos pela Dataprev. Segundo o servidor Leonardo Fonseca, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência (Sinssp), o problema é grave especialmente porque a autarquia não abate as metas de maneira correspondente ao tempo em que os servidores ficam impossibilitados de trabalhar. “Às vezes a gente fica um tempão sem sistema. […] Muitas vezes eu tive que trabalhar de madrugada ou final de semana para conseguir atingir a meta”, relata.

Em relação ao PGD, após críticas de trabalhadores e organizações sindicais, o programa passou por mudanças e deixou de ser obrigatório para os servidores em escala presencial. A Pública buscou a Dataprev para entender os motivos das limitações tecnológicas apresentadas e o INSS para responder sobre os problemas estruturais e da fila de atendimentos.

Em nota, a Dataprev afirmou que “entre 2024 e 2025, registrou disponibilidade superior a 96% nas medições realizadas. Em 2026, até fevereiro, o índice atingiu 98,63%, em linha com as metas estabelecidas contratualmente”. A estatal destacou ainda que “para um diagnóstico completo de eventuais instabilidades, é necessário considerar também fatores externos, como infraestruturas locais e condições de conectividade das redes de acesso, sobre as quais a empresa não possui controle nem visibilidade”. O órgão não apresentou a metodologia de cálculo.

Segundo fontes ouvidas pela Pública, o índice de 98% em 2026, apresentado pela Dataprev foi classificado como “peça de ficção”. A insatisfação não é exclusividade do nível de operações do órgão. A instabilidade rotineira nos sistemas foi admitida pela própria chefia do INSS. Em ofício interno obtido pelo Metrópoles, o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, questionou a realização de uma festa da Dataprev no início de março, que celebrava o sucesso da implementação de uma nova plataforma. “Não há nada pra comemorar, muito pelo contrário, o Instituto nunca teve seu trabalho tão prejudicado por falhas sistêmicas”, criticou o presidente no documento.

Em nota à Pública, o INSS admitiu a “redução significativa” de seu quadro de servidores e os episódios de instabilidade dos sistemas. Afirmou que foi criado um grupo de trabalho sobre o abatimento de metas e que elas foram estabelecidas “com base em critérios técnicos”. A assessoria do órgão disse que não comenta questões de saúde dos servidores e destacou ações realizadas para reduzir as filas, como mutirões e grupos de trabalho especializados. O INSS também disse não identificar prejuízos do teletrabalho e afirmou estar adotando medidas para melhorar as condições de trabalho nas unidades.

A pressa inevitável de quem espera (e precisa)

Quem necessita acionar o INSS por um benefício ou aposentadoria tem desafios diferentes a depender de onde viva. Até dezembro de 2025, o tempo médio de concessão (TMC) era de 50 dias. No entanto, há uma disparidade regional notável, com esse prazo chegando a 28 dias no Distrito Federal e a 102 dias para quem vive no Acre.

O estudante Vitor Hugo Sousa, 25, de Fortaleza, enfrentou um Linfoma de Hodgkin, um câncer do sangue que tem origem no sistema linfático, entre 2024 e 2025. Ele buscou o INSS por um auxílio-doença, mas teve que esperar mais de 120 dias para obter o benefício. Não é caso isolado. Jacirane Oliveira Soares, 29, de Grajaú (MA), foi atropelada e ficou com uma sequela na perna. Impedida de trabalhar como agricultora, desde maio de 2025, a indígena Guajajara busca uma aposentadoria por invalidez rural, ainda não concedida. A superintendência do Nordeste é a segunda com maior prazo de atendimento entre as regionais do órgão.

Na década de 2010, o TMC do INSS oscilava entre menos de 20 e poucos mais de 30 dias, mas praticamente dobrou desde então. Um acordo assinado entre o INSS, o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros órgãos federais em 2021, estabeleceu 45 dias como limite para a maior parte dos tipos de benefício. Na prática, o tempo de espera pode ser muito maior. A média, de 50 dias, já supera o estabelecido, ainda assim, é um período mais curto do que os mais de 100 dias registrados durante vários meses do governo Bolsonaro, quando houve aumento da demanda e represamento de perícias médicas devido a pandemia de covid-19.

A fila do INSS é um problema também pelo peso que a Previdência Social tem na economia do país, especialmente nas pequenas cidades. Entre aposentadorias, benefícios previdenciários, assistenciais e de legislação especial, o órgão injetou quase R$ 1 trilhão nos lares brasileiros em 2025. A título de comparação, isso é seis vezes mais que o orçamento do Bolsa Família para 2026, de R$ 158 bilhões. Além disso, sete em cada 10 municípios recebem mais recursos em suas economias com origem no INSS do que no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Com tamanho peso, é natural que a incapacidade do INSS de atender o tamanho da demanda se reflita na crescente judicialização contra o órgão. Segundo o Anuário da Justiça Federal de 2025, a autarquia aparecia como réu [polo passivo] em 4,3 milhões de processos, sendo a maior litigante do país. Ainda segundo o levantamento, o número de novos processos aumentou em 88% em quatro anos.

No caso de pessoas de baixa renda e sem condições de acessar um advogado, cabe à Defensoria Pública da União (DPU) litigar contra o INSS. Em 2025, foram quase 30 mil casos do tipo. “O cidadão vulnerável, que precisa dos recursos do INSS para a sobrevivência, para despesas básicas como alimentação, moradia e remédios, tem passado por dificuldades extremas por conta da falta de estrutura do órgão”, aponta o defensor público federal Felipe Kugler, subcoordenador da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da DPU.

Para o diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Alexandre Triches, a solução para os problemas da fila do INSS e das condições de trabalho dos servidores passa por mais investimentos. “É preciso ter abertura de concurso, não apenas para atendimento e análise de processos, mas também de técnicos em TI, que possam auxiliar na modernização do órgão. A Previdência precisa investir em inovação, precisa ter ferramentas que permitam que as classes mais vulneráveis possam acessar de maneira mais facilitada”, aponta.

Com uma história que remonta a mais de um século atrás, a Previdência Social brasileira está em um momento conturbado, navegando entre escândalos investigados em CPI, servidores com burnout e milhões de brasileiros aguardando na fila por benefícios – sem falar na inversão da pirâmide etária que desafia a própria lógica do sistema, com um número cada vez maior de aposentados e cada vez menor de jovens.

No início de 2026, o INSS solicitou ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos a abertura de concurso para contratar 8,5 mil novos trabalhadores, entre técnicos e analistas. O incremento poderia colocar o atendimento da autarquia em um novo patamar, resta saber se para isso haverá, além de espaço fiscal, vontade política.

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Fonte:

Por: Rafael Oliveira

Editado por: Ed Wanderley

Conteúdo originalmente publicado em: Agência Pública (https://apublica.org/)

 


SPPREV responde à pauta de reivindicação dos trabalhadores

A Presidência da SPPREV apresentou resposta da pauta de reivindicação dos trabalhadores da SPPREV, entregue na reunião do dia 27/02, pelo SINSSP-BR e representantes da categoria.

No documento, a Autarquia detalha que avaliará os detalhes das sugestões e reivindicações que dizem respeito a sua competência, que esteja respaldado legalmente nas diretrizes estabelecidas pelo órgão central do Sistema de Administração de Pessoal e na disponibilidade orçamentária. Clique aqui e leia a integra do documento.

No geral, a SPPREV respondeu genericamente que estudará os pontos de pauta específicos da sua demanda, ou seja, os que não causam impacto orçamentário. Informações previstas e esperadas pela categoria.

O Sindicato vai avaliar o teor da resposta e levará o resultado da análise na Assembleia Geral Extraordinária Virtual, que será realizada no dia 11 de março, às 18h45 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação, aberta para todos os trabalhadores, filiados e não filiados.

A assembleia virtual pautará os seguintes pontos de pauta:

  • Discussão das respostas apresentadas pela presidenta da São Paulo Previdência, Dra. Marina Brito Battilani, sobre a pauta de reivindicações da SPPREV, protocolada no dia 10/02/2026 e tratadas em reunião no dia 27/02/2026 e;
  • Eventual instauração do Estado de Greve na categoria dos trabalhadores da SPPREV, caso as respostas sejam insatisfatórias.

É necessário fazer inscrição prévia para participar da Assembleia Geral Extraordinária Virtual. O prazo de inscrição encerra-se, impreterivelmente, às 14 horas do dia 11/03, após o prazo o formulário NÃO será reaberto. O link da sala será enviado para o e-mail informado uma hora antes da assembleia virtual.

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Sistemas de revisão do INSS seguem fora do ar desde janeiro. Dataprev ainda não apresenta solução

Em janeiro, a Dataprev promoveu mudanças nos sistemas utilizados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como parte de um processo de modernização da infraestrutura tecnológica. Conforme divulgado, foi realizada a desativação do último mainframe ainda em uso no Instituto, com migração para uma plataforma mais atual entre os dias 28 e 30 de janeiro.

Segundo a Dataprev, as ações de modernização envolvem a migração de dados para uma tecnologia mais recente, com o objetivo de ampliar a capacidade de evolução e a sustentabilidade das soluções.

Entretanto, além dos sistemas de CTC e Revisão de CTC, também permanecem indisponíveis os módulos de Revisões de Benefícios, que, conforme cronograma divulgado pela Dataprev, deveriam ter sido restabelecidos em 26 de fevereiro.

Da mesma forma, os sistemas de CTC e Revisão de CTC, cujo retorno estava previsto para 03 de março, ainda não foram normalizados, o que tem impactado diretamente a análise e o andamento de diversas demandas.

O SINSSP-BR tem cobrado esclarecimentos do INSS pelos canais institucionais disponíveis, porém, até o momento, não houve resposta sobre a regularização dos sistemas e os prazos para normalização.

Enquanto isso, em contraste com a realidade enfrentada nas unidades do INSS, a Dataprev realizou, na sexta-feira (06/03), um evento para comemorar o suposto “sucesso” da implementação da nova plataforma da Previdência. No entanto, na prática, o novo sistema vem apresentando diversas instabilidades e tem sido alvo de sucessivas críticas por parte de servidores do INSS, que lidam diariamente com as dificuldades operacionais decorrentes dessas falhas.

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Episódio #244 do MEGAFONE - Trabalhadores da SPPREV tentam negociar pauta de reivindicação

No episódio 244 da segunda temporada do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP-BR bate um papo com a filiada do Sindicato e representante dos trabalhadores da SPPREV, Fernanda Nakayama, sobre a tentativa de negociar com a presidência da Autarquia a pauta de reivindicação da categoria.

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SINSSP-BR participa de evento para integração internacional

Na manhã desta sexta-feira (06), o diretor da pasta de comunicação do SINSSP-BR, Raul Lima, esteve no auditório do Settaport, em Santos, para uma importante atividade de integração internacional entre organizações de trabalhadores: o Diálogo CUT, Sindicatos Filiados e IG Metall Alemã.

A iniciativa fortalece os laços entre as entidades sindicais, reafirmando a importância da unidade, da solidariedade internacional e da cooperação entre trabalhadoras e trabalhadores na defesa de direitos e da justiça social.

O evento também promoveu uma roda de conversa sobre os desafios sindicais e trabalhistas enfrentados no Brasil e na Alemanha, com espaço de troca de experiências, análise de conjuntura e construção coletiva de estratégias de luta.

A IG Metall (Industriegewerkschaft Metall) é reconhecida mundialmente por sua forte atuação sindical. Fundada em 1891, representa cerca de 2,27 milhões de trabalhadores dos setores metalúrgico, elétrico, siderúrgico, têxtil, de madeira e plásticos. É referência em negociação coletiva, redução de jornada, melhoria das condições de trabalho e defesa ativa dos direitos laborais.

Com informações da CUT/SP-Baixada Santista.

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Assembleia virtual SPPREV: pautas essenciais da categoria serão encaminhadas nesta data

O SINSSP-BR convoca todos trabalhadores da SPPREV, filiados e não filiados, para participarem da Assembleia Geral Extraordinária Virtual, que será realizada no dia 11 de março, às 18h45 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação.

A assembleia virtual pautará os seguintes pontos de pauta:

  1. Discussão das respostas apresentadas pela presidenta da São Paulo Previdência, Dra. Marina Brito Battilani, sobre a pauta de reivindicações da SPPREV, protocolada no dia 10/02/2026 e tratadas em reunião no dia 27/02/2026 e;
  2. Eventual instauração do Estado de Greve na categoria dos trabalhadores da SPPREV, caso as respostas sejam insatisfatórias.

É necessário fazer inscrição prévia para participar da Assembleia Geral Extraordinária Virtual. O prazo de inscrição encerra-se, impreterivelmente, às 14 horas do dia 11/03, após o prazo o formulário NÃO será reaberto. O link da sala será enviado para o e-mail informado uma hora antes da assembleia virtual.

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Violência contra um servidor do INSS de Goiânia

O SINSSP-BR vem em nota repudiar, veementemente, as cenas de violência ocorridas dentro da agência Goiânia-Oeste, contra um servidor do INSS, que foi brutalmente agredido por um policial militar, na última segunda-feira (02).

O agressor estava acompanhando os pais que iriam realizar uma perícia médica e quando soube que o agendamento havia sido cancelado partiu para agressões verbais e físicas contra os servidores que ali estavam. Segundo relatos, ele estava armado e ameaçou os trabalhadores e vigilantes com sua arma. Este é um caso para ser apurado pela corregedoria da polícia Goiânia.

As cenas do espancamento reacendem o alerta sobre a deterioração das condições de trabalho no INSS e revela um problema duplo: de um lado, a violência injustificável contra os servidores; de outro, a incapacidade do Instituto de garantir condições mínimas para que o atendimento ocorra de forma segura e eficiente.

Não é de hoje que o SINSSP-BR vem denunciando o adoecimento dos servidores devido as metas excessivas, falta de infraestrutura, sobrecarga decorrente da ausência de concursos públicos e agora a falta de segurança que desencadeia violência física. Sem falar da gigantesca fila virtual que transforma qualquer atraso em desespero para o segurado.

E quem paga o preço? O servidor do INSS que está na linha de frente, que não tem culpa da falta de médicos, da ausência de concursos, da precarização da autarquia.

O governo e a gestão do INSS assistem tudo isso de longe! A violência contra servidores não é exceção, é consequência. E enquanto os problemas não forem resolvidos, tragédias como essa continuarão acontecendo.

Para o Sindicato, o governo federal e a direção do INSS precisam agir imediatamente para proteger os servidores e reorganizar a autarquia. Sem segurança, sem pessoal e sem estrutura, episódios como o de Goiânia tendem a se repetir, colocando os trabalhadores em rota de colisão com os segurados.

Saiba quais são os deveres do INSS e os direitos dos servidores em situações de ameaças ou agressões

Diante de um cenário de violência, seja ela física ou verbal, o SINSSP-BR orienta sobre os deveres do INSS, bem como os direitos dos servidores em situações de ameaça ou agressão para prevenir e proteger toda a categoria.

Toda agressão física ou moral (ameaça grave) sofrida no ambiente de trabalho deve gerar a abertura imediata da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), sendo obrigação do gestor emitir a CAT no prazo legal. A omissão é passível de punição.

É importante lembrar que o dano não precisa ser apenas físico, o abalo psicológico decorrente da violência também justifica a CAT.

O servidor agredido no exercício da função tem o direito de solicitar apoio jurídico da Procuradoria Federal junto ao INSS (PFE/INSS) para atuar na defesa de suas prerrogativas e na responsabilização do agressor (Art. 98 da Lei 8.112/90 e normas correlatas da AGU). O SINSSP-BR orienta o servidor nunca enfrentar o processo sozinho.

Jamais deixe passar “em branco” qualquer tipo de ameaça ou agressão, registre o Boletim de Ocorrência (BO) detalhando os fatos, nomes de testemunhas e indicando que a agressão ocorreu contra o funcionário público federal no exercício da função (o que pode qualificar o crime, como desacato ou lesão corporal majorada).

O INSS tem o DEVER de garantir um ambiente de trabalho seguro a seus funcionários e terceirizados. A falha na segurança que resulta em agressão pode gerar responsabilidade civil do Estado (indenização) perante o servidor.

Toda a diretoria do SINSSP-BR expressa sua solidariedade ao servidor agredido, que além de ser idoso, não estava fazendo o atendimento do familiar do agressor, apenas estava próximo do local da ocorrência e acabou sendo agredido.

Não aceitaremos a normalização da barbárie nas agências. Proteja-se! Exija os seus direitos, o SINSSP-BR está com você!

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Auxílio nutrição para aposentados entra na pauta do MGI

O auxílio-nutrição para servidores públicos federais aposentados e pensionistas será incluído na pauta de discussão entre o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e as entidades sindicais na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP). O tema será tratado ao longo do ano nas reuniões da Mesa Central.

A informação foi divulgada pelo Metrópoles em 25/02, destacando que o benefício deve seguir os moldes do auxílio‑alimentação pago aos servidores da ativa. Segundo a reportagem, o Executivo apresentará um estudo sobre a viabilidade da medida.

Para a Condsef/Fenadsef, ouvida pelo Metrópoles, “a perda de benefícios trabalhistas, como o auxílio-alimentação e o plano de saúde, impacta diretamente no orçamento dos servidores quando se aposentam, justamente quando aumentam os gastos com medicamentos e outras necessidades de saúde”, reforçou Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação.

O tema também avança no Congresso Nacional, com a apresentação de emenda ao PL 5874/25 feita pela Condsef/Fenadsef. Além disso, a Confederação acompanha uma proposição legislativa que aguarda análise na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O SINSSP‑BR, como entidade filiada à Confederação, acompanha de perto os desdobramentos dessa pauta, considerada essencial para os servidores aposentados do INSS. Trata‑se de trabalhadores que dedicaram anos de serviço público e que agora precisam de condições dignas para manter suas despesas básicas, especialmente aquelas relacionadas ao convênio médico e à alimentação.

Fonte: Metrópoles e CONDSEF/FENADSEF

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Reunião SPPREV: Sindicato pressiona por pauta de reivindicação dos trabalhadores

O SINSSP‑BR e a comissão de representantes dos trabalhadores da SPPREV se reuniram com a presidência da Autarquia, na última sexta‑feira, 27, para tratar da pauta de reivindicações da categoria.

Durante o encontro, cada item da pauta foi analisado individualmente, refletindo a complexidade das demandas acumuladas e a gravidade dos problemas enfrentados pelos trabalhadores.

A presidente da SPPREV, Dra. Marina Battilani, assumiu o compromisso de apresentar uma resposta formal e por escrito até o dia 10 de março. Segundo a gestão, parte das solicitações depende de mudanças legais e orçamentárias, o que limita a atuação imediata da Autarquia.

O SINSSP-BR aproveitou a oportunidade para destacar a crescente insatisfação da categoria com a falta de valorização dos trabalhadores, com o risco iminente de extinção dos cargos e com o processo de desmonte dos serviços públicos no Estado de São Paulo.

O Sindicato também cobrou acesso imediato à íntegra do projeto de reestruturação da SPPREV, pois não aceitará que mudanças estruturais sejam impostas sem diálogo e sem negociação com os trabalhadores. O projeto está sob análise da Procuradoria da Secretário de Gestão e Governo Digital de São Paulo, a entidade vai reiterar o ofício já enviado ao órgão, com pedido de audiência com o secretário da SGGD, Caio Mário Paes de Andrade.

Enquanto as respostas formais não chegam (da Dra Marina Battilani sobre a pauta de reivindicação da categoria e do Secretário da SGCD para o acesso ao projeto de reestruturação), o Sindicato convoca todos os trabalhadores para uma reunião ampliada virtual, na quarta‑feira (04/03), às 19h, para apresentar informações detalhadas sobre a reunião e definir os próximos passos de mobilização.

As inscrições devem ser feitas até às 14h do dia 04/03. O link da sala será enviado por e‑mail uma hora antes do início.

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Somente a união de todos os trabalhadores vai garantir a força coletiva necessária para a valorização e os direitos da categoria.

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Episódio #243 do MEGAFONE - Minuta de Decreto que regulamenta as atribuições de Técnicos e Analistas do Seguro Social

No episódio #243 da segunda temporada do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP-BR bate um papo com o diretor do SINSSP-BR, Piero Paz, sobre a minuta de decreto que regulamenta as atribuições de Técnicos e Analistas do INSS.

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