O SINSSP-BR vai analisar mais um tema de extrema importância para os Servidores, o fortalecimento da Carreira do Seguro Social, com análise da crise no Instituto e sugestão de propostas de solução.
Para facilitar a leitura e a compreensão do tema, as publicações foram divididas em seis partes. Esta análise busca esclarecer a realidade dos fatos, demonstrando que a raiz do problema não está nos servidores concursados que atuam na linha de frente do atendimento ao cidadão, mas sim fruto de um sistema de governança comprometido por interferências políticas e pela ausência de mecanismos eficazes de controle e transparência.
A parte 01 desse material trouxe a realidade das fraudes com a análise sistêmica e dimensão do problema (clique aqui para ler). A parte 02 abordou sobre o paradoxo da gestão política em funções técnicas (clique aqui para ler). Nesta parte 03 vamos falar sobre os Servidores da Carreira do Seguro Social que são vítimas e ao mesmo tempo potenciais solucionadores.
Um dos aspectos mais perturbadores da crise persistente no INSS é o fato de que os próprios servidores da Carreira do Seguro Social vêm denunciando há anos a existência de irregularidades e propondo soluções para combatê-las.
Contudo, essas vozes têm sido sistematicamente ignoradas através de sucessivas administrações federais, que têm demonstrado resistência em ouvir as denúncias e implementar as soluções propostas pelos servidores que estão na linha de frente.
Este padrão histórico de silenciamento atravessa diferentes governos e demonstra um problema estrutural que transcende questões ideológicas ou partidárias.
Diversos parlamentares e representantes governamentais, ao longo das últimas décadas, têm optado por ignorar os alertas emitidos pelos servidores, favorecendo a manutenção de um sistema vulnerável que permite a continuidade das fraudes.
Tal postura não apenas perpetua as condições para irregularidades, mas também representa um profundo desrespeito aos profissionais que, em muitos casos, dedicaram décadas de suas vidas ao serviço público previdenciário.
A Distorção das Metas de Produtividade
Os servidores da área finalística da Carreira do Seguro Social são submetidos a um sistema de metas que privilegia aspectos quantitativos em detrimento da qualidade do serviço prestado. Esta abordagem, que contraria recomendações expressas do Tribunal de Contas da União, cria um ambiente propício para análises superficiais e, consequentemente, para a ocorrência de erros que podem resultar tanto em concessões indevidas quanto em indeferimentos injustos.
O foco obsessivo em números compromete a capacidade dos servidores de realizarem análises cuidadosas, essenciais para a detecção de tentativas de fraude.
Conflitos Internos Explorados pela Gestão
A estrutura da Carreira do Seguro Social enfrenta ainda desafios relacionados a conflitos internos, com destaque para as tentativas de alguns segmentos de se apropriar das atribuições finalísticas historicamente exercidas pelos Técnicos do Seguro Social.
Estes conflitos, longe de representarem meras disputas corporativas, refletem uma séria ameaça à integridade do sistema previdenciário, uma vez que a expertise desenvolvida ao longo de anos pelos servidores técnicos é fundamental para a correta aplicação das normas previdenciárias e para a identificação de padrões indicativos de fraude.
Além disso, a polarização política que afeta o país como um todo também se manifesta entre os servidores, criando divisões que são habilmente exploradas por aqueles que têm interesse na perpetuação das fraudes.
Enquanto os servidores se dividem em disputas ideológicas, os verdadeiros responsáveis pelos esquemas fraudulentos seguem operando nas sombras, beneficiando-se da falta de unidade que enfraquece a capacidade de resistência institucional.
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