O SINSSP-BR vai analisar mais um tema de extrema importância para os Servidores, o fortalecimento da Carreira do Seguro Social, com análise da crise no Instituto e sugestão de propostas de solução.
Para facilitar a leitura e a compreensão do tema, as publicações foram repartidas em 06 partes. Esta análise busca esclarecer a realidade dos fatos, demonstrando que a raiz do problema não está nos servidores concursados que atuam na linha de frente do atendimento ao cidadão, mas sim em um sistema de governança comprometido por interferências políticas e ausência de mecanismos eficazes de controle e transparência.
A parte 01 desse material trouxe a realidade das fraudes com a análise sistêmica e dimensão do problema (clique aqui para ler). A parte 02 abordou sobre o paradoxo da gestão política em funções técnicas (clique aqui para ler). A parte 03 falou sobre os Servidores da Carreira do Seguro Social que são vítimas e ao mesmo tempo potenciais responsáveis pelas soluções para a crise (clique aqui para ler). A parte 04 abordará sobre as falsas soluções e narrativas enganosas como o mito da privatização como solução para as fraudes.
Uma narrativa particularmente perniciosa que tem ganhado força no debate público é a ideia de que a privatização da Previdência Social e a terceirização do núcleo dos serviços essenciais atualmente executados por servidores estatutários seriam soluções eficazes para o problema das fraudes.
Esta argumentação não apenas ignora completamente as causas reais do problema – a interferência política na gestão e a falta de autonomia técnica dos servidores – como propõe um “remédio” que agravaria ainda mais a doença.
A experiência internacional demonstra categoricamente que sistemas previdenciários privatizados não são imunes a fraudes e, em muitos casos, apresentam problemas ainda mais graves de transparência e responsabilidade. Além disso, a participação do setor privado em diversas etapas do processo previdenciário brasileiro já é uma realidade, e as evidências sugerem que, em muitos casos, entidades privadas têm sido utilizadas como instrumentos para a operacionalização de esquemas fraudulentos.
A Contradição do Discurso Ministerial
É particularmente preocupante que autoridades ministeriais responsáveis pela gestão da Previdência Social tenham manifestado publicamente, em diferentes momentos da história recente, a expectativa de privatização do sistema em médio ou longo prazo. Tais declarações, incluindo aquelas proferidas por um ex-ministro que projetava a privatização em um horizonte de duas décadas, revelam uma perigosa tendência de pensamento que pode persistir em diferentes equipes ministeriais, independentemente da alternância de poder.
Estas manifestações, vindas de quem deveria ser o principal defensor da previdência pública, revelam uma profunda contradição e servem como alerta sobre o tipo de mentalidade institucional que pode comprometer o futuro do sistema, caso novos gestores com pensamento semelhante assumam posições de liderança no ministério ou na autarquia.
Da mesma forma, a postura de equiparar servidores em regime de teletrabalho – que continuam cumprindo metas estabelecidas e contribuindo para o funcionamento do sistema – a grevistas demonstra não apenas um profundo desconhecimento da realidade operacional da autarquia, mas também um padrão recorrente de desrespeito aos profissionais que, mesmo em condições adversas, seguem dedicados à prestação do serviço público previdenciário.
Esse desmonte da previdência social pública é uma das frentes de trabalho de quem defende as privatizações, corroem as estruturas do órgão, o deixam sem condições adequadas de trabalho e depois aparece algum político na mídia defendendo sua privatização, com a justificativa de melhora dos serviços prestados.
Diante do caos programado para acontecer, a população desavisada acaba concordando com o discurso orquestrado por quem quer tomar conta desse lucrativo filão da economia.
Por isso este alerta do SINSSP-BR, para evitarmos o caos que alguns países já estão atravessando no sistema previdenciário, como o Chile e a Argentina.
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