O SINSSP-BR vai analisar mais um tema de extrema importância para os Servidores, o fortalecimento da Carreira do Seguro Social, com análise da crise no Instituto e sugestão de propostas de solução.
Para facilitar a leitura e a compreensão do tema, as publicações serão divididas em seis partes. Esta análise busca esclarecer a realidade dos fatos, demonstrando que a raiz do problema não está nos servidores concursados que atuam na linha de frente do atendimento ao cidadão, mas sim em um sistema de governança comprometido por interferências políticas e ausência de mecanismos eficazes de controle e transparência.
A parte 01 desse material trouxe a realidade das fraudes com a análise sistêmica e dimensão do problema (clique aqui para ler). A parte 02 vai abordar o paradoxo da gestão política em funções técnicas.
A estrutura atual do INSS apresenta uma contradição fundamental: embora seja uma autarquia que administra direitos previdenciários com base em critérios técnicos estabelecidos por lei, suas posições de liderança são frequentemente preenchidas por critérios políticos, sem a devida ênfase em qualificações técnicas. Este modelo de gestão, observado em sucessivos governos ao longo das últimas décadas, prioriza alinhamentos partidários em detrimento da competência técnica, criando um ambiente propício para a ocorrência de irregularidades.
É fundamental compreender que, embora alguns dos envolvidos em esquemas fraudulentos sejam formalmente servidores da Carreira do Seguro Social, sua ascensão a posições de comando raramente ocorre por mérito técnico. Ao contrário, trata-se de indicações que respondem a interesses políticos externos à autarquia, um padrão que persistiu através de diferentes administrações federais, desvirtuando completamente a natureza técnica que deveria orientar a gestão previdenciária.
A Automação Sem Critérios Técnicos Adequados
A implementação apressada e tecnicamente deficiente de processos de automação e inteligência artificial tem contribuído significativamente para o aumento das vulnerabilidades do sistema. Sem os necessários filtros de segurança e sem a devida supervisão técnica dos servidores especializados, esses sistemas automatizados frequentemente falham em detectar tentativas de fraude ou, pior ainda, podem ser deliberadamente projetados para facilitar aprovações irregulares.
A tecnologia, que deveria ser uma aliada no combate às fraudes, transforma-se assim em uma ferramenta que amplia as possibilidades de desvios quando não é implementada com os devidos cuidados técnicos e operacionais.
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