Ex-presidente da Ceagesp teria usado PM para coagir servidores a pedir demissão

Três servidores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) afirmam terem sido ameaçados e coagidos pelo ex-presidente da estatal, o coronel da reserva Ricardo Nascimento de Mello Araújo, para que pedissem demissão, em maio de 2021. Dois deles cederam à pressão e se exoneram do cargo

O Brasil de Fato teve acesso a um dossiê organizado pelo Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast), com o depoimento dos trabalhadores. Nos relatos, expostos abaixo, detalhes de um enredo classificado como "filme de terror" por um dos servidores.

Homens armados e identificados com insígnias policiais teriam torturado psicologicamente os trabalhadores para que admitissem culpa em um suposto esquema de roubo de energia elétrica da Ceagesp e, em seguida, pedissem exoneração.

Era 6 de maio de 2021. Passava das 10h e o engenheiro João (nome fictício para proteger a identidade do trabalhador) estava impaciente, sentado na sala de espera da 91º Delegacia de Polícia, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, aguardando para ser escutado pelo delegado. Ao lado, seu chefe, o policial aposentado Rodrigo Manzzoni de Oliveira, que na época ocupava o cargo de gerente do Departamento de Engenharia e Manutenção da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

Duas horas antes, João, que era chefe da Seção de Manutenção Elétrica (Semae) da Ceagesp, teve sua rotina abruptamente interrompida por Manzzoni, que afirmava que o engenheiro havia sido citado em uma denúncia sobre furto de energia elétrica dentro do entreposto.

A acusação que pesava sobre João era de que ele faria parte de um esquema de fornecimento clandestino de energia elétrica para permissionários da Ceagesp, pelo qual receberia propina. "Ao ouvir, argumentei com veemência de que isso era um absurdo, quando fui interrompido pelo meu superior, que disse que o presidente estava me aguardando em sua sala."

O presidente da Ceagesp era o coronel da reserva Ricardo Nascimento de Mello Araújo, ex-comandante da tropa das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), nomeado para o cargo por Bolsonaro em 23 de outubro de 2020. Em 15 anos trabalhando no entreposto, João jamais havia sido notado pela presidência da estatal.

Na antessala do presidente, o engenheiro notou que estava cercado por três assessores de Mello Araújo, "todos com distintivo da polícia à mostra". Em seguida, João foi obrigado a desligar o celular. Quando entrou no gabinete da presidência, voltou a ser acusado de liderar um esquema de ligação clandestina de energia elétrica.

"Quando ele me permitiu falar, relatei com veemência que era uma mentira. O presidente da Ceagesp me interrompeu dizendo: 'É melhor o senhor pedir demissão'. Neste momento, interrompi dizendo: 'Presidente, com todo o respeito, vou enfrentar o que for necessário, justamente porque em todo esse tempo de serviço, sempre fui zeloso e não tenho nada a esconder'", explica João.

O engenheiro conta que foi interrompido novamente por Mello Araújo. "O presidente me mostrou o crachá funcional do Sr. Pedro (nome fictício para proteger a identidade do trabalhador). 'Esse funcionário já pediu demissão'."

"A Rota te mata"

Pedro, servidor da Ceagesp, que trabalhava na Semae, havia iniciado sua jornada de trabalho, naquele 6 de maio, às 6h. Por volta de 8h,  Rodrigo Manzzoni de Oliveira entra em sua sala. "Ele me informou que contra mim teriam sido encontradas irregularidades em minha conduta, como roubo de energia, visto que eu teria realizado algumas ligações irregulares para alguns permissionários... ganhando um dinheiro por fora."

Após a acusação, Pedro afirma que foi conduzido à sala da presidência "por dois policiais". "No caminho, passei a ouvir de um dos policiais a seguinte frase: 'O senhor faz parte de uma quadrilha e vai assinar seu pedido de demissão ou vai sair daqui preso, peça sua demissão, que é o melhor para você e sua família'", conta.

Pedro respondeu: "Se eu fosse bandido, roubaria um banco". "Aí, a Rota te mata", retrucou o policial, lembrando a corporação que foi comandada pelo presidente da Ceagesp, Mello Araújo. Na antessala da presidência, o servidor voltou a ouvir ataques.

"Fui atacado com as seguintes frases: 'seu verme' e 'quem é esse ladrão aí?'. Todas proferidas por assessores da presidência da companhia." Ainda na antessala, Pedro afirma ter tido seu celular tomado pelos policiais e foi obrigado a levantar a camisa para mostrar que não estaria armado.

Já no gabinete de Mello Araújo, ouviu a acusação de furto de energia elétrica e recebeu duas alternativas do presidente. "Descer no segundo andar (Recursos Humanos) e assinar meu pedido de demissão, ou sair de lá preso e algemado, com a imprensa e tudo mais."

Pedro pediu para ver o conteúdo da denúncia e perguntou a Mello Araújo porque não foi aberta uma sindicância interna para apurar o fato. "Como é denúncia, não precisa de sindicância, é demissão direto", teria dito o presidente, de acordo com o servidor.

Após as ameaças, Pedro cedeu e foi ao segundo andar assinar a carta de demissão. No departamento de Recursos Humanos, as encarregadas do setor pediram que os policiais se retirassem da sala. "No entanto, um ficou na porta de vidro me encarando, enquanto o outro ficou na porta atrás da sala, batendo na porta, com o intuito de me intimidar."

"Ato contínuo, o policial Renato (Nobile, assistente Executivo da Presidência) me acompanhou até meu setor para que eu pegasse meus pertences pessoais e entregasse meu crachá, determinando, em seguida, que eu me retirasse da empresa", finalizou Pedro.

"Assustado e nervoso, pedi demissão"

O eletricista Antônio (nome fictício para proteger a identidade do trabalhador), que também trabalha no Semae da Ceagesp, foi o terceiro funcionário acuado por Mello Araújo e sua equipe.

Quando chegou ao seu setor, lá estava o gerente Manzzoni, que já havia abordado João e Pedro. "Ele estava com mais dois funcionários, ambos com brasão da polícia, me acusando que eu estava favorecendo o roubo de energia elétrica na Ceagesp e que eu havia sido reconhecido por um permissionário."

Antônio reagiu: "Eu sou eletricista, não cabe a mim controlar de quem a Ceagesp cobra energia elétrica". Manzzoni teria dito ao servidor que possuía a documentação que comprovava o delito e que o presidente Mello Araújo já havia lhe dado uma ordem. "Que ele queira esse problema resolvido, por bem ou por mal. Se fosse por mal, sairia de camburão para a 91ª DP."

Assim como ocorreu com João e Pedro, Antônio foi conduzido o gabinete de Mello Araújo. Na antessala, um policial lhe interpelou. "Me disse que o Pedro tinha pedido demissão e que era sábio que eu fizesse o mesmo."

Após ser revistado e ter o celular tomado, Antônio tomou sua decisão. "Já muito assustado e nervoso, achei melhor pedir demissão, sendo então encaminhado para o departamento pessoal. Nesse momento, vi o João ser conduzido à sala do presidente, mas eu não podia conversar com ele."

Sem culpa

A Ceagesp abriu, ainda em 2021, um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o possível roubo de energia elétrica da estatal. De acordo com a sindicância interna, o que havia era um acordo de rateio entre permissionários, por ausência de relógio medidor para todos, uma responsabilidade do entreposto.

"Restou comprovada a ausência de culpabilidade, por rompimento de nexo casual entre a conduta do agente e a infração detectada, demonstrada por meio das provas entranhadas nos autos do procedimento investigativo", finaliza o texto do PAD.

A Justiça determinou que Pedro e Antônio, os servidores que se demitiram, fossem readmitidos pela Ceagep. Ambos voltaram aos quadros da estatal em dezembro do ano passado.

Outro lado

O Brasil de Fato questionou a Ceagesp sobre as acusações feitas pelos trabalhadores. A reportagem também questionou a estatal sobre a presença de homens armados dentro do entreposto. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. Caso haja, o texto será atualizado.

O ex-presidente da Ceagesp, Ricardo Mello Araújo, não foi localizado pela reportagem.

 


A justiça jamais será intimidada!

No penúltimo vídeo da campanha do STF, "Democracia Inabalada", a Constituição Brasileira está mais do que nunca PRESERVADA. O SINSSP está disponibilizando o seu canal para divulgar a campanha Democracia Inabalada (#DemocraciaInabalada) que foi criada em resposta aos atos de vandalismo praticados em 8 de janeiro de 2023. O objetivo da campanha é chamar a atenção para o lamentável episódio, para que ele nunca seja esquecido e nem se repita, e destacar que a democracia e a Suprema Corte saem fortalecidas desses acontecimentos. O conteúdo foi produzido pela TV Justiça com o apoio da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) e a campanha foi lançada pelo STF.

#DemocraciaInabalada

Não esqueça de se inscrever no canal e ativar o sininho para receber as notificações!

 


O SINSSP continua parceiro do Instituto Conhecimento Liberta

Atenção servidores do INSS e trabalhadores da SPPREV, as bolsas para os cursos e aulas oferecidas por meio da parceria entre o SINSSP e o Instituto Conhecimento Liberta continuam ativas e os cursos disponíveis na plataforma digital. E o mais importante disso é que também continuam 100% gratuitos para os filiados do Sindicato.

O ICL é um instituto de educação e cultura que possui uma plataforma com mais de 140 cursos on-line que cabem em qualquer agenda, pois a carga horária varia entre 55 minutos e 50 horas, aproximadamente. Os professores são altamente qualificados e há entrega de certificados após a conclusão de cada curso.

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Para ter acesso ao ICL o trabalhador da SPPREV ou o servidor do INSS precisa estar filiado ao SINSSP e enviar um e-mail para diretoria@sinssp.org.br dizendo que deseja receber o login de acesso da plataforma do Instituto Conhecimento Liberta. É muito rápido e fácil!

Venha conferir!

 


A T E N Ç Ã O ! ! ! dia 15 de março tem assembleia com os trabalhadores da SPPREV

O SINSSP convoca todos os trabalhadores da SPPREV para uma assembleia que será realizada no dia 15/03, às 20 horas, via Google Meet para discutir as pautas de reivindicação da categoria, entre elas, o pagamento do Bônus 2020 e 2022, plano de carreira e campanha salarial.

O Grupo de Trabalho (GT) formado pelos trabalhadores para estudar e desenhar um modelo de carreira irá apresentar uma proposta e acolher as sugestões dos participantes da assembleia. O sindicato também trará os informes sobre o Bônus 2020 e 2022.

Com o término do período de transição de governo, chegou o momento de organizar os trabalhadores da São Paulo Previdência e continuar a luta por melhores condições de salário e de trabalho e dar o passo para a construção do plano de carreira dos servidores. Por isso, é necessário que TODOS os trabalhadores da SPPREV participem da assembleia na próxima quarta-feira.

Faça a sua inscrição clicando aqui.

Participe, a sua presença é muito importante para fortalecer o futuro da categoria!

 


Episódio #107 do MEGAFONE - No Dia Internacional da Mulher é preciso relembrar o motivo da celebração do 08 de março e lutar pelos direitos e contra a violência praticados contra a mulher

No episódio #107 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP fala sobre o 08 de março que vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e nas rodas de conversa, pautando temas importantes como feminicidio, assédio, direitos que precisam ser respeitados e colocados em prática. Mas para que serve o Dia Internacional da Mulher? Como tudo começou? Por que relembrar e abordar essa data todos os anos mundialmente? O MEGAFONE de hoje responde essas perguntas e faz um resgate histórico, traz o aumento dos casos de violência contra a mulher e outras injustiças que elas sofrem todos os dias, além de reforçar a urgência na retomada de investimentos em políticas públicas de proteção à mulher. Fique sintonizado com a gente!

Para ouvir no Spotify clique abaixo:

O programa também está disponível na Anchor clique aqui.  

No Pocket Casts: clique aqui para ouvir.

No Podcasts do Google: clique aqui para ouvir episódio do MEGAFONE

Pelo RadioPublic: clique aqui para ouvir.

Continue sintonizado no MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP!

ATENÇÃO: você pode ouvir o episódio #107 do MEGAFONE pelos links acima, direto nas plataformas de streaming. Se a plataforma escolhida solicitar login, efetue o seu cadastro escolhendo logar pelo Facebook, Google ou e-mail e pronto, sua conta está criada, é fácil! Depois, só localizar o MEGAFONE, seguir o canal e ouvir os episódios.

Faça parte do SINSSP e ajude a fortalecer o sindicato que representa a sua categoria. Clique aqui e Filie-se!

 


CUT lança cartilha especial para o mês da Mulher

Nas ruas e nas redes, as mulheres estão presentes nas lutas da classe trabalhadora e da população brasileira em defesa dos direitos, da democracia e contra todas as formas de discriminação e preconceito!

É assim que, cada vez mais, avançam na conquista de espaços na sociedade, com destaque para as que chegam a ocupar cadeiras em importantes cargos de direção nas empresas, no parlamento, nos governos e nas estruturas de direção de partidos políticos, movimentos sociais e entidades sindicais.

Do campo, da cidade, das florestas e das águas, as mulheres seguem com garra e determinação, lutando contra o machismo, a violência doméstica e todas as formas de assédio e pela descriminalização do aborto, reforçando a luta contra o patriarcado, o capitalismo e afirmando que o lugar da mulher é onde ela quiser!

Por esse motivo, neste ano a CUT lançou uma cartilha digital para ecoar a luta das “Mulheres por democracia, autonomia econômica e emprego decente – Pela ratificação da Convenção 190 contra o assédio no mundo do trabalho e o fim da fome”.

Clique aqui e veja a cartilha na íntegra.

Fonte: CUT

 


Ministra Anielle Franco é eleita uma das mulheres do ano pela revista Time

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, foi eleita pela revista Time, dos Estados Unidos, uma das mulheres do ano em 2023. A lista, divulgada nesta quinta-feira (2) é composta por um total de 12 nomes: “mulheres extraordinárias que estão liderando um mundo mais igualitário”, define a publicação.

A inclusão de Anielle Franco foi baseada por seu ativismo na luta antirracista. “Sua trágica história familiar, personalidade calorosa e uso hábil das mídias sociais transformaram a outrora reservada Franco em uma líder improvável no movimento pelos direitos dos negros no Brasil”, diz trecho do perfil que a revista publicou sobre a ministra.

Irmã da vereadora do Rio Marielle Franco, brutalmente assassinada em 2018, Anielle é diretora do instituto que leva o nome da irmã. A organização luta por direitos humanos e na defesa da memória de Marielle. Desde sua criação, a agora ministra se envolveu diretamente no ativismo político pelas causas da população negra, das mulheres e da população LGBTQIA+.

Em entrevista à GloboNews, a ministra comentou sobre a homenagem. “A gente só dá valor pelo que a gente recebe e por estar aqui nesse Ministério por ter passado por esses quatro anos de muito ódio, de muito ataque, e ter hoje um governo federal que cuida da gente, que cuida do caso da Mari, que cuida do povo preto. É entender que a gente está de uma certa maneira vencendo esse ódio.”

Aos 38 anos de idade, ela é jornalista formada pela Universidade do Estado da Carolina do Norte (nos Estados Unidos), e em inglês e literatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Extraordinárias

Em suas redes sociais, Aniele se manifestou sobre o reconhecimento internacional. “Muito orgulhosa e emocionada em ter sido a primeira e única brasileira indicada como ‘Mulher do Ano’ entre as doze escolhidas pela revista norte-americana Time. Estou muito feliz e não chego sozinha, esse reconhecimento não é só meu, é de todas as mulheres negras do Brasil”.

Ao lado de Anielle Franco, a lista das 12 mulheres mais influentes do ano traz ativistas como a mexicana Véronica Cruz Sánchez, a ucraniana Olena Shevchenko e a iraniana Masih Alinejad. Também estão na lista mulheres influentes da cultura e do esporte, como a atriz Cate Blanchet, a cantora Phoebe Bridges, a jogadora de futebol Megan Rapinoe e a roteirista Quinta Brunson.

 


OPERAÇÃO APAGÃO: Porque devemos paralisar as atividades amanhã, 10, o dia todo?

Porque devemos fazer a OPERAÇÃO APAGÃO no dia 10 de março, o dia todo? O SINSSP está convocando todos os servidores para promoverem um APAGÃO total no INSS o dia todo, pois haverá uma reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e com a Presidência do INSS com as entidades representativas, nesta sexta-feira.

A seguir confira os pontos que consistem na OPERAÇÃO APAGÃO:

1- Reajuste salarial de 13,50% já, 06 anos sem reajuste, basta!

2- O INSS continua sobre o comando dos Bolsonaristas mesmo depois de 70 dias de governo. Parte de serviços da DATAPREV ficaram com a DTI e nunca tivemos tantos problemas como estamos tendo agora. Fevereiro foi o pior mês nas quedas de sistemas. Está nítido que há um boicote ao nosso serviço e o Ministro da Previdência Social não faz nada.

3- Houve uma centralização burra de remoções, e pagamentos diárias no Ministério, que é órgão supervisor não executor, transformando a nossa autarquia em uma autarquia de segunda categoria. Se não confia no Presidente não nomeia.

4- Queremos o chamamento de todos os aprovados no concurso público. Dos 3272 aprovados. Não tem banco de reserva. Precisamos de todos aqui dentro para limparmos a casa. O necessário são 7.500 pessoas, como foi solicitado pelo INSS, no mínimo. E isto é para ontem, para podermos começar a colocar o serviço em ordem.

5- A maioria dos cargos de gestão continuam com o Bolsonaro, nossos números vêm piorando, deixando claro que há um boicote na casa, e se a atual gestão não tomar providências, vamos entender que há um conluio com esta gente.

6- Queremos a retomada imediata da mesa de negociação e do GT para avançarmos nas discussões de interesse da categoria.

7-Queremos a anistia dos dias da greve de 2022 imediatamente, ou entende-se que lutávamos não só por salários e melhores condições de trabalho, mas contra o fascismo que tomava conta da nossa casa. Nunca fomos tão desrespeitados como na gestão passada.

8- Propomos que a área de gestão de pessoas tenha bases nas gerências para resolver questões dos aposentados e ativos de forma a ter maior proximidade entre os servidores suas demandas e a gestão.

9- Queremos também que o governo democratize a GEAP, com eleições gerais para os Conselhos de Administração e finanças e também para a toda a diretoria e que haja um aporte maior da percapita de forma que o governo cumpra a sua parte de garantir saúde para os servidores.

10- Por todas estas questões, para melhor atendermos a população é que dizemos basta de fascismo, basta de faltas de condições de trabalho, basta de falta de servidores, basta! O momento é de irmos à luta e como sempre fizemos para melhorar a nossa vida.

SINSSP na luta!!!

 


#8M: Reconstrução de políticas para as mulheres é foco de luta no 8 de março

Em 2023, o mês de março, dedicado a dar visibilidade as lutas das mulheres, será celebrado sob a perspectiva de avanços em políticas públicas que garantam direitos e respeito às mulheres. Após quatro anos de retrocessos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), elas começam a respirar os ares da esperança de que mudanças importantes sejam implementadas e que a igualdade esteja no centro das ações governamentais. Várias atividades estão programadas para este mês, organizadas pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos de mulheres. O lema adotado para este ano é “Sem Mulher Não Tem Democracia”.

Paralelamente – e com participação ativa desses segmentos – o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já deu início a várias ações. Uma delas foi a retomada do papel fundamental do Ministério das Mulheres, cuja atuação será pautada pelas necessidades fundamentais das mulheres e não por conceitos ideológicos como foi no ultimo governo. Para isso, já está preparando um conjunto de políticas públicas voltado para as mulheres, em todas as áreas, que segundo a Ministra Cida Gonçalves, envolve outros ministérios e será lançado no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Batista, este ano pode ser uma virada na história do país no que se refere à luta das mulheres. “Os quatro anos que vivemos um golpe em nossos direitos, pelo governo fascista, foram muito duros. Além de cortes de recursos para política de proteção a mulher, ainda vimos o machismo e a misoginia crescerem vertiginosamente, incentivados pelo ex-presidente”.

Agora, com Lula na presidência, teremos a chance de retomar o caminho que vínhamos trilhando antes do golpe de 2016, contra Dilma Rousseff, para ter nosso espaço de direito na sociedade e darmos um basta para a violência contra a mulher, inclusive as pessoas trans, contra o machismo estrutural e contra o patriarcado, que ainda nos violentam todos os dias

- Juneia Batista

Para isso, ela reforça, as mulheres estarão mobilizadas “em todos os campos de batalha e luta para retomar a democracia e viver em um mundo de igualdade para as mulheres e sem violência de nenhum tipo”.

A dirigente reforça ainda a necessidade da retomada dos investimentos em políticas destruídas nos últimos quatro anos.

“É a partir desses investimentos que poderemos fazer com que não haja mais a naturalização da violência, como vinha acontecendo. É preciso ter campanhas de sensibilização da sociedade e estrutura para enfrentar essa violência”, ela diz.

Ainda sobre a violência contra a mulher, a expectativa, diz a dirigente, é de que no próximo dia 8 de Março, o governo Lula informe ao Brasil e a ao mundo que ratificará e adotará a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que estabelece normas para acabar com a violência e o assédio (moral e sexual) no mundo do trabalho.

Juneia afirma que o conjunto de medidas a serem anunciadas deverá também contemplar a questão da desigualdade salarial. Em média, hoje, as mulheres ainda ganham cerca de 70% do que ganham os homens exercendo a mesma função. A igualdade salarial está prevista na Convenção 100 da OIT, já ratificada pelo Brasil e na própria Constituição Federal que garante salários igual para trabalho igual.

Democracia no 8 de março – Dia Internacional da Mulher

A luta até aqui para defender a democracia contra o movimento fascista que tentou tomar o país de assalto não foi fácil e as mulheres tiverem papel fundamental nesse cenário. Já em 2018, ano que Bolsonaro se elegeu, elas levantaram a voz e foram às ruas para dizer o famoso #EleNão, denunciando as atrocidades que viriam a acontecer nos anos seguintes.

Em 2022 não foi diferente. O voto feminino foi decisivo para a eleição de Lula e a derrota do fascimo. “Fomos decisivas para retomar a democracia no Brasil”, afirma Juneia Batista.

Por isso, o lema deste 8 de Março para a CUT é “sem mulher não tem democracia”. Além disso, outras bandeiras defendidas tanto pela CUT como para o conjunto dos movimentos sociais são o combate à fome, a todas as formas de violência, trabalho digno, combate ao racismo e aos preconceitos, combate à LGBTQIA+fobia, fim da fome e, em especial, por autonomia econômica das mulheres.

O acontecimento principal deste 8 de março será o lançamento, pelo governo Lula, do pacote de medidas para as mulheres, envolvendo a luta contra a violência e pela igualdade de gêneros em todos os espaços da sociedade, inclusive o mercado de trabalho. O evento está previsto para às 11h, no Palácio do Planalto, com a presença de ministros e várias lideranças femininas.

A CUT, centrais, movimentos feministas e de mulheres também farão atividades em diversas cidades, ao longo do mês, no entanto, é no 8 de março, que essas ações ganham ainda mais destaque.

Veja o que já está programado:

Alagoas:

Maceió: Concentração para o ato na Praça Centenário, às 15h.

Bahia:

Salvador: caminha da Lapinha ao Pelourinho (trajeto 2 de Julho). Tema será “Mulheres insubmissas protagonistas da democracia”

Ceará:

Fortaleza: ato na Praça do Ferreira a partir das 14h. às 16 haverá caminhada e panfletagem. O tema é “Pela vida das mulheres! Democracia, territórios e direitos: Contra a fome, a violência, o racismo e sem anistia para golpistas.

Distrito Federal

Brasília: Marcha com concentração no Eixo Cultural Íbero-americano (antiga Funarte), às 16h. De lá, as mulheres seguem até o Palácio do Buriti, para exigir do GDF políticas de enfrentamento à violência de gênero.

Mato Grosso do Sul:

Campo Grande - Ato às 8h na Praça Ari Coelho. O tema é “Mulheres em Resistência, Sempre Vivas e contra todas as Formas de Violência”.

Minas Gerais

Belo Horizonte: ato a partir das 16h, na Praça Liberdade. Caminhada às 17h pelas ruas da cidade.

Paraná

Curitiba: Marcha das Mulheres, com concentração a partir das 16h na Praça Santos Andrade. Às 18h, acontecerá um ato da Frente Feminista de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral. Às 19h, ocorrerá a Marcha das Mulheres e seguirá em caminhada até a Boca Maldita para o ato de encerramento

Londrina: ato a partir das 17h30 no Calçadão em frente às Lojas Pernambucanas

Rio Grande do Sul

Porto Alegre: a marcha será realizada às 17h, com concentração na Praça Matriz a partir das 14h. Ao longo do dia outras atividades tambéms erão realziadas, inclusive uma audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB)

São Paulo

Capital: ato às 17h no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista. “Mulheres em defesa da Democracia” será a bandeira levada às ruas. Antes, às 15h, haverá atividade no Espaço Cultural Lélia Abramo, na Rua Carlos Sampaio, 305 (próximo à Paulista).

Sergipe:

Aracaju: concentração com café da manhã, a partir das 7h, na Pça General Valadão. Haverá caminhada pelas ruas da cidade, além de panfletagem e diálogo com a população. Estão previstas apresentações culturais do Grupo Folclórico do Sintese e de mulheres artistas de Sergipe na Pça General Valadão.

 


Reunião SPPREV: informes das pautas discutidas com os trabalhadores

O SINSSP se reuniu na noite da última segunda-feira (06) com a comissão organizadora dos trabalhadores da SPPREV para dar continuidade ao debate da pauta da categoria para 2023, onde foram discutidos os seguintes temas:

Será feito um seminário que vai abordar sobre o plano de carreira dos trabalhadores da Autarquia, momento em que a comissão criada para participar do GT (Grupo de Trabalho) que está estudando e desenhando um modelo de carreira irá apresentar a proposta e acolher as sugestões dos participantes. Em breve o sindicato trará todas as informações de como o trabalhador da SPPREV poderá participar desse evento.

O SINSSP vai oficiar a presidência da Autarquia para falar sobre esse seminário com o intuito de tentar trazer palestrantes da São Paulo Previdência para contribuir com a pauta e para que também os trabalhadores tenham a oportunidade de saber qual a visão da SPPREV sobre o plano de carreira.

Nesta mesma reunião, quando marcada, o sindicato vai abordar sobre o pagamento do bônus 2020 e 2022 e vai questionar a data em que a Instituição vai entregar o documento (novamente) na comissão intersecretarial.

Este assunto será abordado mais a fundo na assembleia que o sindicato vai chamar com os trabalhadores e na ocasião será explicado as devolutivas e encaminhamentos desde processo. A data desta assembleia já está marcada e será no próximo dia 15/03.

Até o final da semana nos canais de comunicação e no site do sindicato estará disponível a ficha para fazer a inscrição e maiores detalhes sobre a pauta que será discutida nesta assembleia.

Com o término do período de transição de governo, chegou o momento de organizar os trabalhadores da SPPREV e continuar a luta por melhores condições de salário e de trabalho e dar o passo para a construção do plano de carreira dos servidores.

Vamos arregaçar as mangas e lutar, porque sem a luta não há conquistas!