Orientações de como restituir os valores descontados na greve de 2009

O INSS iniciou a análise de processos de Despesas de Exercícios Anteriores (DEA) para a devolução dos valores descontados dos servidores do INSS em decorrência da greve de 2009.

Para restituição dos valores, os servidores da ativa, aposentados e pensionistas deverão preencher e assinar um “Termo de Responsabilidade” que poderá ser entregue presencialmente em qualquer agência do INSS ou digitalizado por meio do “Meu INSS”.

Para os servidores que continuam em atividade no INSS foi criada uma tarefa no GET para o pagamento dos dias paralisados em 2009. Caso o servidor tenha participado da greve e não encontre a tarefa registrada no seu CPF deverá enviar um e-mail para greve2009@inss.gov.br e informar nome completo, matrícula e número do CPF.

O SINSSP elaborou um passo a passo para facilitar e simplificar o acesso dos servidores aposentados. Clique aqui para acessar as orientações.

Clique aqui para visualizar o Termo de Responsabilidade.

 


SINSSP 13 anos

Hoje é dia de comemorar! Foram 13 anos de muitas greves, manifestações e enfrentamentos em favor de todos os trabalhadores e alcançamos muitas vitórias. As derrotas também estiveram presentes nesta longa caminhada, porém a luta sempre foi o ponto de partida de cada uma delas, ganhando ou perdendo e é isso o que importa. Assista o vídeo abaixo:

 


SINSSP: 13 anos de fundação e mais de uma década de lutas e resistência

O SINSSP - Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no estado de São Paulo – completa 13 anos de sua fundação neste dia 19 de setembro.

O Sindicato nasceu para servir, entender e atender os servidores do Seguro Social e da Previdência Social e neste ano nós crescemos e abrimos espaço para amparar e representar não só os servidores do INSS, mas ampliamos nossas bases e os trabalhadores da SPPREV agora também fazem parte dessa família.

Já alcançamos uma expressiva representação no debate em prol das categorias, com participações em negociações, reuniões e grupos de trabalhos para garantir os direitos de seus representados.

Por isso, hoje é dia de comemorar! Foram 13 anos de muitas greves, manifestações e enfrentamentos em favor de todos os trabalhadores e alcançamos muitas vitórias. As derrotas também estiveram presentes nesta longa caminhada, porém a luta sempre foi o ponto de partida de cada uma delas, ganhando ou perdendo e é isso o que importa.

Completar mais de uma década, nesses tempos sombrios que o Brasil está passando, nos faz refletir a tamanha importância de uma nação democrática, com estado de direito, liberdade e respeito aos direitos da população brasileira.

A nossa luta sindical enfrenta sérias dificuldades frente ao ataque e desmonte de toda a máquina pública. Mas é tempo de esperar, perseverar e lutar contra todos os retrocessos que estamos enfrentando na esperança de que vamos vencer essa guerra mais a frente.

Na data de hoje, externamos o desejo de um Brasil melhor, de uma previdência pública de qualidade e pelo reconhecimento de todos os trabalhadores que representamos.

A nossa essência será continuar resistindo e existindo porque afinal de contas o nosso principal objetivo sempre foi VOCÊ, SERVIDOR do INSS e TRABALHADOR da SPPREV.

Por isso, filie-se, participe do sindicato e exponha as suas ideias para que venham mais e mais décadas de comemorações!

Para se filiar clique aqui. Faça parte da família SINSSP e ajude a continuar escrevendo essa história.

Feliz 13 anos, parabéns para o SINSSP e para todos nós filiados que compomos o sindicato. Viva a democracia e viva o SINSSP!

Diretoria SINSSP

 


Concurso do INSS está com vagas abertas

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) publicou no DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (15), o edital do concurso público para nível técnico do seguro social. São mil vagas para o cargo, sendo 5% destinadas para pessoas com deficiência e 20% para pessoas negras.

O concurso exige como escolaridade que o candidato tenha o ensino médio e os aprovados terão o salário base bruto de até R$ 5.905,79 mais auxílio alimentação.

Os interessados deverão se inscrever no site da CEBRASPE até o dia 03 de outubro e pagar uma taxa de 85 reais, a inscrição poderá ser efetuada até o dia 21 de outubro.

A quantidade de vagas abertas neste concurso público está longe de atender as necessidades do órgão e não resolve os entraves do INSS, apenas mascara o problema. O Instituto, que teve a realização do último concurso em 2015, sofre com o desmantelamento da máquina pública e com a falta de gerência do atual governo.

É importante ressaltar que esses mil novos servidores que serão contratados, após a realização deste concurso, não resolvem o problema da falta de mão de obra que está defasado em aproximadamente 20 mil servidores, muitos deles se aposentaram nos últimos anos, pediram exoneração ou vieram a óbito. A realização desse concurso público também não resolve a imensa fila virtual do órgão que atualmente possui mais de 2 milhões de benefícios represados.

Vale salientar que os atuais servidores do órgão lutam há vários anos pela transformação da Carreira do Seguro Social em “típica de estado”, mas para que isso ocorresse, seria necessário que o cargo de Técnico do Seguro Social tivesse a exigência de escolaridade como sendo de nível superior para os futuros candidatos, fato que não ocorreu. Esse debate vem sendo feito e conduzido pelo sindicato que tenta arrancar da direção central da Autarquia a tão sonhada carreira típica de estado.

Para resolver, de fato, a ingerência do INSS é preciso realizar um concurso público que atenda as reais necessidades do órgão e que supra toda a falta de servidores, além de resolver todos os problemas do campo tecnológico e dar condições dignas de trabalho para todos os funcionários.

Se esses problemas estruturais não forem resolvidos, este concurso público não será de muita utilidade, pois não repõe a mão de obra perdida nos últimos anos, não atende as necessidades do órgão que está com uma grande falta de servidores, servidores estes que atendem o público nas agências, que concedem os benefícios, que cuidam da manutenção das aposentadorias e pensões concedidas pelo órgão, entre outras atividades, que são inerentes a carreira e pela responsabilidade e complexidade destas tarefas, mereciam ter a carreira enquadrada pelo governo como sendo “típica de estado”.

 


600 mil indústrias fecharam em 4 meses, mas governo diz que economia está bombando

A medida eleitoreira de reduzir os preços dos combustíveis pelo menos até 2 de outubro, segurou a escalada a inflação, apesar de não ter derrubado os preços dos alimentos, mas isso não significa que a economia está “bombando”, como vêm dizendo membros do governo de Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

E são as estatísticas oficiais que provam que o governo não está falando a verdade, segundo análises de especialistas da área econômica.

Se por um lado, o nível de emprego sobe, por outro lado, a maioria é sem carteira assinada e os salários estão cada vez mais baixos; as famílias estão cada vez mais endividadas e as grandes empresas e indústrias capazes de gerar bons empregos, com direitos, estão fechando e as multinacionais estão saindo do Brasil.

Os dados do Ministério da Economia apontam uma onda de redução no número de aberturas de empresas e avanço nos casos de fechamento neste ano. Entre maio e agosto, mais de 600 mil empresas foram fechadas. O volume de empresas fechadas é cerca de 10% maior do que o registrado no quadrimestre anterior e quase 25% superior ao patamar do mesmo período no ano passado.

O movimento já vinha acontecendo desde 2020, ano em que perdemos 2.865 indústrias, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em julho passado.

A fragilidade da economia do país também pode ser constatada pelo número de empresas abertas por microempreendedores individuais, em 2021.  Do total de 2.016.481 milhões de empresas abertas no país 78,48% foram MEIs.  Ou seja, nos últimos três anos, a economia vem cambaleando e sem perspectiva de ajudar a melhorar a vida dos brasileiros.

O economista da Unicamp, Marcio Pochmann, explica que o problema do Brasil atualmente é o fim de uma política industrial que havia sido incrementada nos últimos anos, mas o atual governo optou pelo agronegócio e pelas exportações. Ele conta que as exportações e importações equivaleram a quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB).

“É uma economia voltada para a exportação e o mercado de consumo interno é voltado para bens de consumo não duráveis; o restante vem por importação”, diz o economista.

O que acontece, prossegue, é que de um lado já estamos há um bom tempo sem crescimento; a economia vive um quadro de estagnação com inflação alta e, o governo estimula o consumo por meio por programas sociais.

E dada a dimensão da pobreza, acrescenta o economista, esses recursos vão para bens de consumo não duráveis como alimentação, vestuário, calçado, aluguel, pagar dívidas. ”Essas iniciativas são artificiais, de não consumo de bens duráveis, como automóveis, casas, produtos com valores maior do que o salários”, diz o professor.

“Na verdade, os pobres são intermediários por receber essa transferência de renda, que é positiva, mas transfere para quem tem poder de mercado por causa da inflação como os bancos, quando estão endividados”, afirma Pochmann.

Desindustrialização é opção de governo

A exportação de produtos primários perdura no Brasil por mais de quatro séculos e a desindustrialização é a ponta do iceberg da instabilidade econômica do país; com a desestruturação do sistema produtivo, que era complexo, diversificado e integrado que praticamente não se produz mais aqui, analisa o economista.

“O Brasil está se especializando em exportar serviços primários.  A nossa competitividade está dada pelo baixo custo do trabalho e abundância dos recursos naturais, não é tecnológico. Desde 1990, fomos perdendo capacidade de competir no exterior, por juros altos e a própria valorização cambial”, diz.

Baixos salários impedem consumo de bens duráveis

O economista acredita que o Brasil fez uma escolha na divisão internacional do trabalho; optou por uma economia de baixos salários com, inclusive, com o governo atual acabando com a Política de Valorização do Salário Mínimo, que durante os governos do PT foi reajustado acima da inflação, com ganho real de 74,33%. Para Pochmann, a reforma Trabalhista, em 2017, de certa maneira consolidou, legalizou o que já estava em curso, após o golpe em 2016.

“Com salários mais altos, é possível melhorar o bem estar da população de baixa renda, permitindo que  empresas grandes não fechem por não ter demanda na produção”, diz Pochmann.

O economista também credita à reforma da Previdência, aprovada em 2019 na gestão Bolsonaro, a impossibilidade de que os ocupados de hoje se aposentem, e a própria lei geral de terceirização, outro legado do golpe, liberou a selvageria no mercado, derrubando ainda mais o poder de compra das famílias e, portanto, a capacidade de consumo de bens duráveis.

Para um futuro com maior industrialização, melhores salários e retomada da economia, o economista diz que sua velocidade se dará pela capacidade política de colocar essas ações em movimento.

“Pode demorar mais porque essa situação favorece alguns setores, como o agronegócio e o mercado financeiro e até do exterior. Por isso, é preciso a construção de uma maioria política que defenda o crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do emprego”, conclui.

Confira as indústrias e empresas estrangeiras que deixaram o país

Montadoras

Desde 2019, pelo menos 13 multinacionais de diversos setores deixaram o Brasil. Há três anos, a montadora Ford anunciou o encerramento de suas atividades na unidade de São Bernardo do Campo (SP). Um ano depois, foi a vez dos funcionários de Taubaté (140 km de SP) receberem a notícia do fim das atividades e, em 2021, a montadora anunciou o encerramento de sua produção no Brasil. O fechamento das fábricas resultou na perda de aproximadamente 5 mil empregos diretos.

Neste ano, em maio, a Caoa Chery decidiu limitar suas atividades em Jacareí (80 km de SP) e fechar a fábrica de forma temporária para fazer alterações. Cerca de 600 funcionários foram demitidos. A unidade será remodelada.

Em dezembro de 2020, a Mercedes-Benz anunciou o fechamento da única unidade da marca no Brasil voltada à produção de automóveis leves. A fábrica, localizada em Limeira (SP) contava com 370 funcionários. No último dia 6 deste mês de setembro, a montadora alemã anunciou o fechamento de 3.600 vagas de trabalho entre empregos direitos e indiretos na sua planta de São Bernardo do Campo.

Eletroeletrônicos

Em março de 2021, a Sony confirmou o encerramento de suas atividades comerciais no Brasil. Em setembro de 2020, a companhia japonesa de eletrônicos já havia anunciado o fechamento da sua única fábrica brasileira localizada em Manaus (AM).

Medicamentos

Em 2019, a fabricante de medicamentos suíça Roche anunciou encerramento da produção de remédios no Brasil, além de fechar a fábrica que possui no Rio de Janeiro. Segundo a empresa, as atividades devem ser encerradas em quatro ou cinco anos.

A também farmacêutica norte-americana Eli Lily deixou o Brasil em 2020 e transferiu a produção para Porto Rico.

Outras empresas que saíram do país, mas não são indústrias

Vestuário

Em janeiro, a Forever 21 fechou 11 lojas no Brasil em meio à recuperação judicial nos EUA.

Também anunciou a sua saída do Brasil ,em janeiro deste ano, a marca francesa de fast fashion Kiabi.

Aplicativos

A empresa de aplicativos espanhola Glovo encerrou suas atividades no Brasil em 2019, um ano após chegar ao País.

Alimentação

Walmart – a maior varejista do mundo vendeu 80% de sua operação brasileira a um fundo de investimentos;

A cadeia de restaurantes americana Wendy’s fechou duas unidades no Brasil em 2019, mas não informou o motivo dessa decisão.

A rede Hooters, também encerrou suas atividades em março de 2019.

Também deixaram o Brasil as empresas internacionais de diversos segmentos Nike, Fnac, Nikon, Brasil Kirin, Häagen-dazs, RR Donnelley, Lush Cosméticos e Kiehl’s.

 


Perda salarial dos servidores é maior que a dos trabalhadores da iniciativa privada

Os servidores públicos federais amargam uma perda salarial de quase 30% desde 2017, ano em que foram pagos 5% de reajuste graças a um acordo feito anteriormente, em 2015, no governo de Dilma Rousseff (PT). Se não houvesse esse acordo, provavelmente as perdas seriam maiores, já que Michel Temer (MDB-SP) e Jair Bolsonaro (PL), os presidentes que a sucederam não deram um centavo a mais para a categoria.

O desprezo pelo trabalho prestado à sociedade pelos servidores é tanto que, pela primeira vez, eles tiveram uma redução na renda maior do que o setor privado. Desde 2019, auge da pandemia, até agora as perdas foram de 8,5%, já descontada a inflação. Para os trabalhadores do setor privado as perdas, no mesmo período, forma menores: 2,9%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, as perdas dos servidores são quase o triplo dos demais trabalhadores.

Na comparação do trimestre de maio a julho de 2019, antes da pandemia da Covid-19, a renda média do setor público era estimada em R$ 4.468 (em valores de hoje). Três anos depois, em igual trimestre de 2022, o rendimento real baixou para R$ 4.086.

A média salarial dos trabalhadores e trabalhadoras da iniciativa privada, no mesmo período, recuou de R$ 2.421 para R$ 2.350. As perdas para os trabalhadores domésticos foram ainda maiores: a renda caiu 5,1%. A média encolheu de R$ 1.106 para R$ 1.050, ficando ainda mais baixo do que o salário mínimo atual de R$ 1.212.

Esses números mostram que os servidores públicos federais foram os mais afetados com perda de renda, em termos percentuais.

É preciso ressalvar que a média salarial do servidor é de apenas R$ 2.727, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), feito no ano passado. A média é puxada para cima por causa dos salários dos servidores que ganham acima de 30 mil, que são juízes, promotores, desembargadores, ministros e o Presidente da República.

O secretário-geral do Confederação da Nacional dos Servidores Públicos (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, diz que a atual situação financeira da categoria é produto da destruição do serviço público patrocinada pelo atual presidente da República, que prometeu e cumpriu a promessa de arrochar os salários.

“Nós tentamos fazer diversas negociações, alertas de greves, fizemos greves efetivamente, mas não fomos ouvidos pelo governo. A destruição não foi maior porque conseguimos barrar a PEC 32, da reforma Administrativa”, diz o dirigente se referindo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que não foi aprovada pelo Congresso Nacional.

Se a PEC fosse aprovada colocaria cargos públicos à disposição do toma lá dá cá dos interesses eleitoreiros país afora, já que tirava a estabilidade do servidor que poderia ser demitido, caso suas decisões técnicas não agradassem ao chefe de plantão, seja ele prefeito, governador ou presidente, além de sofrer pressões políticas de todos os lados, além de abrir espaço para a corrupção.

“Os servidores hoje não sofrem apenas com as perdas salariais, sofrem com o assédio moral deste governo e dos militares que querem impor na administração pública o regime deles. Nossa esperança é que em 2 de outubro [dia da eleição] essa tempestade possa acabar”, declara Sérgio Ronaldo.

Promessas não cumpridas

O secretário geral da Condsef lembra ainda que o presidente da República chegou a prometer que daria ao menos 5% de reajuste salarial, embora os servidores públicos reivindicassem 19,99%, menos até do que a inflação do período.

“O limite para dar o reajuste em função da lei eleitoral era até 2 de julho, mas ele só ficou na promessa, enviando recados via imprensa, sem nunca conversar com a categoria. O objetivo do governo Bolsonaro foi cumprido, arrochou os salários dos servidores públicos e ainda piora o clima no trabalho com pressão e assédio moral”, conclui Sérgio Ronaldo.

 


Entenda como denunciar notícias falsas sobre as eleições ao TSE

Notícias falsas sobre as eleições de outubro podem ser comunicadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por meio de uma ferramenta online, cidadãs e podem formalizar à Justiça Eleitoral a denúncia de notícias falsas, descontextualizadas ou manipuladas sobre o processo eleitoral brasileiro. Em junho de 2022, a Justiça Eleitoral lançou o Sistema de Alerta de Desinformação Contra as Eleições. Clique aqui para conhecer a plataforma.

As denúncias são repassadas às plataformas digitais e agências de checagem parceiras da Corte Eleitoral no Programa de Enfrentamento à Desinformação. Dependendo da gravidade do caso, os relatos recebidos também poderão ser encaminhados ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e demais autoridades para adoção das medidas legais cabíveis.

No Sistema de Alerta de Desinformação, o eleitor pode reportar informações equivocadas sobre a participação nas eleições, como distorção dos horários, locais e documentos exigidos durante a votação, por exemplo. Também é possível comunicar o uso de contas falsas que utilizem a imagem da Justiça Eleitoral para compartilhar “materiais enganosos relativos ao pleito e postagens com discurso de ódio ou qualquer tipo de incitação à violência que visem atacar a integridade eleitoral e os agentes públicos envolvidos no processo”.

A ferramenta ainda recebe denúncias de ameaças às seções eleitorais, cartórios ou prédios da Justiça Eleitoral e de informações não verificadas sobre supostas fraudes eleitorais, adulteração e contagem de votos ou certificação dos resultados da eleição. Para utilizar o sistema, basta descrever o ocorrido, assinalar a plataforma onde a mensagem circulou e, se houver, informar o link da postagem com o conteúdo falso ou ofensivo.

O que pode ser denunciado

Mensagens não solicitadas com conteúdo eleitoral no WhatsApp (Disparo em massa);

Desinformação sobre candidatos ou partidos (incluindo pesquisas manipuladas e propaganda irregular);

Desinformação sobre a Justiça Eleitoral, urnas eletrônicas ou contagem de votos;

Discurso de ódio em matéria eleitoral (incluindo violência política de gênero);

Incitação à violência contra membros, servidores ou patrimônio da Justiça Eleitoral.

Além do Sistema de Alerta de Desinformação, o TSE também disponibiliza o aplicativo Pardal, voltado para denúncias de infrações relacionadas à propaganda eleitoral ou mensagens desinformativas contra candidaturas. Ele pode ser baixado na Google Play e na Apple Store.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral.

 


79% das famílias brasileiras estão endividadas e quase 30% estão inadimplentes

O percentual de famílias com dívidas a vencer atingiu 79% no país em agosto, 6,1% a mais do que no mesmo mês do ano passado e 1% a mais do que em julho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta segunda-feira (5), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

São dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa de pessoas cujas vidas não mudaram em nada com o crescimento de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, como anunciou na quinta-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As famílias com rendimentos até 10 salários mínimos (R$ 12.120) estão mais endividadas (1,1 ponto percentual) do que as famílias de maior renda, as ricas (0,9 p.p.).

Inadimplência também cresce e atinge quase 30% das famílias

A inadimplência, quando o consumidor atrasa o pagamento de contas de consumo ou de dívidas, subiu para 29,6% do total de famílias do país em agosto, 4 p.p. a mais do que em agosto do ano passado.

É a segunda alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior percentual desde o começo da série histórica (2010), após moderação entre abril e junho.

Do total de inadimplentes, 10,8% afirmaram que não terão condições de pagar contas já atrasadas, permanecendo na inadimplência.

“A alta do volume de famílias com contas atrasadas deu-se nas duas faixas de renda pesquisadas, mas foi maior entre as famílias de menor renda. Isso mostra os desafios que esses consumidores seguem enfrentando na gestão mensal de seus orçamentos”, afirma a economista da CNC responsável pela Peic, Izis Ferreira.

Carnês de loja

O volume de endividados nos carnês e cartões de lojas do varejo vem crescendo desde maio deste ano. O total de famílias com dívidas na modalidade alcançou 19,4% em agosto, um aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.), em relação a julho, e de 1,2 p.p. na comparação com agosto de 2021.

Conforme o levantamento, a procura pelo crédito direto no varejo pelas famílias de menor renda explica a alta do indicador. No últimos quatro meses, o endividamento nos carnês alcançou 19,8%. No ano, o endividamento direto em lojas do varejo aumentou 0,7 p.p. entre as famílias com até 10 salários de rendimento mensal e 3 p.p. entre as famílias consideradas mais ricas.

O público masculino está mais endividado nos carnês (19,5%) do que o feminino (18,8%). A proporção de homens que contrataram crédito direto operado pelo varejo cresceu 2,3 p.p. em um ano; esse número caiu 1,1 p.p. entre as mulheres.

A maior proporção de endividados em carnês do varejo no último quadrimestre acontece na esteira da redução do endividamento no cartão de crédito (de 3,2% p.p.), ambas modalidades com forte associação ao consumo no comércio varejista.

“As famílias estão buscando alternativas de crédito mais baratas por conta da elevação dos juros, e o cartão de crédito foi o tipo de dívida com a segunda maior alta dos juros médios em um ano até junho, 17 pontos percentuais, segundo dados do Banco Central”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

 


EBC quer demitir representante dos trabalhadores no Consad: Sindicato e FENAJ acusam irregularidades em sindicância

Uma comissão de sindicância repleta de irregularidades concluiu relatório pela demissão por justa causa da jornalista da EBC Kariane Costa, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da empresa. Após encaminhar aos canais internos competentes denúncias de assédio moral por parte de gestores, Kariane foi indiciada por calúnia e difamação, motivo pelo qual a comissão recomenda a sua demissão. Apenas uma assinatura do presidente da empresa já pode consolidar a medida.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF) e a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) manifestam seu mais profundo repúdio a mais essa arbitrariedade por parte da EBC e prestam sua total solidariedade e apoio à jornalista, que está sendo acompanhada por nossa assessoria jurídica. Não temos dúvida de que se trata de uma tentativa de intimidação e perseguição às lideranças dos trabalhadores. Dois dirigentes do SJPDF também estão sendo alvo de sindicâncias com o mesmo viés.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) já foi acionado e esta semana suspendeu a mediação de um processo no qual a EBC foi condenada a pagar R$ 200 mil por assédio moral coletivo. As promotoras afirmaram que há indícios de continuidade nas ações persecutórias e recomendaram a suspensão das sindicâncias contra pessoas que já processaram a empresa e seus gestores por assédio. Os gestores que estão à frente desses processos poderão responder por improbidade administrativa.

Ao MPT, o Sindicato também denunciou a utilização de mensagens privadas de WhatsApp nos processos administrativos internos, sem que houvesse autorização judicial. A empresa e os responsáveis por esses vazamentos serão investigados e processados.

Vale ressaltar que a escalada das perseguições na EBC acontece às vésperas das eleições, em um momento no qual o governo Bolsonaro se vê acuado e tenta aumentar o aparelhamento, a censura e o uso eleitoral dos canais da empresa.

Os empregados e empregadas da EBC têm se mantido intransigentes na defesa do caráter público da empresa e recentemente foram escolhidos para receber o Prêmio Vladimir Herzog pela contribuição ao jornalismo por meio dessa resistência.

O SJPDF e a FENAJ estão juntos com os trabalhadores e não vão arredar pé dessa luta. Pedimos apoio de toda a categoria e do conjunto da sociedade para esse enfrentamento. Estamos juntos com Kariane e com todos/todas empregados da EBC que têm feito um duro combate em defesa da comunicação pública e da democracia. Junte-se a nós!

Diretoria do SJPDF

Diretoria da FENAJ

 


teclado computador com uma tecla escrito Sinssp informa.

SINSSP encerra parceria com o Clube Certo

O SINSSP vem em nota informar aos seus filiados, servidores públicos do INSS e trabalhadores da SPPREV, que encerramos o contrato com o “Clube Certo” devido à baixa utilização dos serviços disponíveis dessa parceria.

Com o encerramento do contrato, os descontos em lojas físicas e online das redes autorizadas deixaram de ser validados no ato da compra.

E para não deixar seus filiados sem benefícios exclusivos e em contrapartida, o SINSSP firmou parceria com o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), uma plataforma com mais de uma centena de cursos on-line das mais variadas áreas do saber.

Esta nova parceria visa ampliar o pilar da educação e fornecer aos seus filiados a oportunidade e o acesso a novos aprendizados com aulas que possuem carga horária que cabem em qualquer agenda, professores altamente qualificados e entrega de certificados após a conclusão de cada curso.

Reforçamos que essa novidade é exclusiva para os filiados do SINSSP, por isso se ainda não se filiou ao sindicato clique aqui e filie-se agora mesmo, é rápido e fácil.

Para saber mais sobre o Instituto Conhecimento Liberta clique aqui.