Plano de Saúde e bonificação foram os temas de reunião com direção da SPPREV

O SINSSP se reuniu na tarde da última terça-feira (28) com a direção da SPPREV para tratar das pautas levantadas pelos trabalhadores na assembleia realizada no dia 15 de março. Dentre os assuntos da reunião estavam o tema Plano de Saúde e bonificação por resultados.

O presidente da SPPREV deixou o sindicato e a comissão dos trabalhadores mais tranquilos em relação ao plano de saúde. Na assembleia realizada com a categoria esse ponto de pauta foi bastante discutido e problematizado, pois os funcionários estavam com medo de perder o plano, além de apresentarem problemas de cobertura nas regionais.

Segundo informações do Dr. José Roberto, não há motivos para preocupação, pois a renovação do plano de saúde ocorrerá normalmente, que ele tem percebido os problemas de descredenciamento de vários profissionais e alguns hospitais na Amil e que tem sinalizado isso para a empresa como um alerta para o novo contrato.

No ponto de pauta que se refere à convocação dos concursados, o presidente da Autarquia informou que a contratação dos aprovados está atrelada ao recebimento da aposentadoria dos órgãos que virão para a SPPREV e que a autarquia só receberá esses órgãos quando puder convocar os 72 aprovados no último concurso.

O presidente está esperançoso com a contratação dos aprovados porque a pressão está vindo de todos os lados. Atualmente a SPPREV não tem pessoal suficiente para o atendimento desta demanda, portanto, a convocação dos aprovados no último concurso é crucial.

Bonificação por resultados

A Ana Flávia, assessora da presidência da SPPREV, está juntando documentos e todo o histórico do processo referente ao Bônus 2020 para pedir uma reanálise ao novo secretário. Ela explicou que a negativa da pactuação, apresentada pelo governo anterior nos “45 minutos do segundo tempo”, do dia 30/12/2022, foi a de que a Autarquia não apresentou o cálculo das metas, o que foi um erro da Comissão Intersecretarial que orientou a SPPREV de que ainda não era a hora para a apresentação desse documento e que era necessário esperar o momento certo.

Diante disso, o SINSSP vai acionar o departamento jurídico para estudar uma ação para que os trabalhadores recebam a sua bonificação, um direito da categoria. O próprio Presidente da SPPREV aconselhou o sindicato entrar judicialmente enquanto a Autarquia tenta a reanalise do processo.

Já o Bônus 2022, do que depende dos tramites da SPPREV está tudo certo, segundo as informações colhidas na reunião desta terça-feira. A nota técnica já foi encaminhada para análise do DDI, que encaminhará para a Comissão Intersecretarial, departamento responsável pela pactuação dos cálculos dos índices entregues pela São Paulo Previdência, ou seja, é por lá que virá a aprovação, ou não, deste processo.

Outra informação a respeito da BR 2022 é que, apesar de ter saído a publicação de que o pagamento será efetuado aos trabalhadores em até quatro vezes, mas segundo o presidente da SPPREV é provável que o Bônus deverá ser pago em uma única parcela.

O SINSSP vai enviar um ofício pedindo audiência com o Secretário de Gestão do Governo Digital para pedir informação de como está o andamento do processo do pagamento do Bônus 2022 e para saber sobre a pactuação do Bônus 2023 para que o trabalhador saiba qual a meta que deverá cumprir no decorrer do ano.

Para Pedro Totti, Presidente do SINSSP, o trabalhador não pode ser penalizado pela burocracia interna da administração. Ele merece respeito e que o seu direito seja garantido, já que cumpriu a meta no período estabelecido. Ele também criticou o fato de que o funcionário trabalha o ano inteiro no escuro, sem saber ao certo quais serão os indicadores que serão pactuados para o cálculo da meta do ano vigente.

Participaram da reunião pela SPPREV o presidente, Dr. José Roberto, o vice-presidente, Sr. Reinaldo dos Santos Lima e Ana Flávia Canabrava, assessora da presidência. Pelo sindicato estavam o seu presidente, Pedro Totti, Ana Carolina Landim, Saulo Valente e Cristiane Pena.

 


Em assembleia, trabalhadores da SPPREV aprovam pautas importantes para a categoria

O SINSSP realizou uma assembleia com os trabalhadores da SPPREV na última quarta-feira (15), para tratar de assuntos de interesse dos trabalhadores da SPPREV, entre eles o Bônus 2020 e 2022, discussão da carreira, Plano de Saúde e o seminário que iremos realizar em abril. Todas as pautas foram discutidas, encaminhas e aprovadas pela maioria dos participantes.

O pagamento do Bônus continua sendo um assunto que gera muita discussão e apreensão entre os trabalhadores, além de demandar muita luta para que o direito do funcionário seja mantido. E para comprovar essa afirmação, durante a reunião foi lido como informe a resposta enviada pela Comissão Setorial de Bonificação por Resultados em resposta ao Ofício enviado pelo sindicato que dizia que o processo do Bônus 2020 está parado na SPPREV com a negativa do governo anterior de que não era favorável ao pagamento da bonificação aos trabalhadores e que a Autarquia pretende reiterar a solicitação para que a nova Comissão Intersecretarial analise o pedido e encaminhe o expediente a PGE.

O sindicato vai aguardar um posicionamento da São Paulo Previdência, como última instancia pela via administrativa, pois na última informação que obtivemos em reunião com a presidência foi informado que tinha dotação orçamentária para o pagamento da bonificação. Caso não seja resolvido, o departamento jurídico vai estudar a proposta de entrar com uma ação pedindo o pagamento deste benefício aos trabalhadores, inclusive para os servidores da Fazenda que estão lotados na SPPREV.

Quanto ao Bônus referente ao ano de 2022, a Autarquia publicou o edital e provavelmente a bonificação será paga em 04 parcelas. Porém, ainda não foi publicado a apuração dos índices que é o item mais importante para que os trabalhadores saibam o quanto e quando vão receber.

O sindicato vai brigar para que o pagamento seja feito em uma única parcela e ainda neste ano, o mais breve possível.

Seminário e Carreira dos trabalhadores da SPPREV

Em abril, o SINSSP vai promover um seminário voltado para a carreira dos trabalhadores da SPPREV, com explanação dos pontos debatidos no Grupo de Trabalho, já formado por uma comissão tirada em reunião com o sindicato para tratar do assunto. A Direção Central da São Paulo Previdência será convidada para participar da construção do plano de carreira e do seminário na tentativa de construir uma proposta conjuntamente e entender o que a Autarquia pensa e planeja sobre o tema.

E falando em carreira, a entidade sindical vai construir uma proposta e verificar se há algum grupo de trabalho discutindo a pauta internamente no órgão e propor uma integração entre os GTs e levar uma só proposta ao governo.

O Plano de Saúde dos trabalhadores também entrou na pauta da assembleia. Como o contrato deve vencer ainda neste primeiro semestre e o benefício corre o risco de ser cortado e além de apresentar problemas de cobertura nas regionais, o sindicato vai levar essa problemática para o Presidente da SPPREV e pedir pela manutenção do plano e que o edital seja construído com base no atendimento de toda a categoria, seja ela da capital ou do interior.

Todos os pontos de pauta discutidos na assembleia serão levados para a audiência, que será solicitada via Ofício pelo SINSSP, para levar as propostas encaminhadas na reunião, cobrar as respostas pendentes, como o pagamento do bônus 2020, pedir esclarecimentos de outros pontos e apresentar as soluções sugeridas pela entidade sindical.

 


Reajuste da Geap compromete ainda mais o salário dos servidores

A Geap reajustou em 9,1% as tabelas do plano de saúde. Os novos valores são cobrados desde o dia 1º de fevereiro. Para a direção do Sindsep-DF, o aumento representa um enorme impacto no orçamento dos servidores do Executivo Federal, que estão há seis anos sem recomposição salarial e acumulam perdas que representam 40% da remuneração. Vale ressaltar que o plano de autogestão reajusta anualmente os seus valores, chegando a adotar percentuais absurdos em alguns anos. Em 2021, em plena pandemia de Covid-19, o reajuste foi de 45,58%. De 2016 a 2018, os percentuais também foram abusivos: 37,55%; 23,44%; e 19,94%, respectivamente.

Além da defasagem salarial, os servidores também enfrentam distorções entre as tabelas. Atualmente, são mais de 300 tabelas salariais no Executivo. O secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves, esclarece que as negociações com o governo para o reajuste dos salários e benefícios dos servidores começaram recentemente. “A nossa expectativa é de reajuste ainda este ano, mas ainda estamos negociando”, comentou.

Outra preocupação da direção do sindicato é com os aposentados e pensionistas da base que, até mesmo pela idade, precisam e utilizam bastante o plano de saúde que tem a coparticipação. “Vamos seguir na defesa intransigente da Geap. Mas reconhecemos a necessidade de mudanças urgentes. Exigimos a participação majoritária dos servidores na administração do plano, pois são os servidores que pagam a maior parcela do custo. Também defendemos a reestruturação administrativa e financeira urgente para baratear o custo do serviço prestado. Além, é claro, de uma maior participação financeira por parte do governo, explicou o secretário-geral.

 


GENERAL DA GEAP UTILIZA DINHEIRO DOS BENEFICIÁRIOS PARA PAGAR DESPESAS PESSOAIS

Se não bastasse o Diretor Presidente da GEAP e General da Reserva do Exército Brasileiro, Ricardo Marques de Figueiredo, debochar recentemente dos assistidos em redes sociais sobre a demora para deferimento dos seus pedidos (veja a matéria aqui), o SINSSP tomou conhecimento de mais uma grave irregularidade do dirigente.

Trata-se da utilização do dinheiro dos beneficiários da GEAP para pagar despesas de cunho pessoal do general.

O Fato ocorreu dentro do processo judicial de danos morais (nº 070.8887-25.2021.8.07.0001) que tramitou perante a 25ª Vara Civil de Brasília.  O processo foi ajuizado pelo Sr. Ricardo Marques Figueiredo contra a ex-conselheira do Conselho Fiscal e funcionária da Dataprev, Sra. Maria do Perpétuo Socorro Lago Gomes Martins. (Clique aqui para ver a documentação).

Ao tomarmos conhecimento do caso, verificamos que o Diretor General utilizou de recursos humanos e financeiros da GEAP para promover ação particular em busca de uma “reparação moral”, ação esta patrocinada pelos advogados da GEAP, cujo salários são pagos com os recursos dos beneficiários.

A bem da verdade, por se tratar de uma questão individual, o Sr. Ricardo Marques Figueiredo deveria contratar um advogado particular sem vínculo com a Autogestão, uma vez que se trata de uma ação pessoal.

Não satisfeito, os custos processuais da ação particular foram suportados pela GEAP, quando deveriam ser arcados pelo próprio Sr. Ricardo Marque Figueiredo, pois não há interesse nem da GEAP, nem de seus beneficiários e de suas Patrocinadoras na ação proposta.

Para piorar a situação, o General perdeu a ação contra a ex-Conselheira da GEAP e, por conta disso, foi condenado a pagar as custas finais e os honorários advocatícios da parte vitoriosa, no valor corrigido de R$ 4.529,11.

Advinha quem pagou pelos prejuízos da derrota na ação particular do General? Os beneficiários que colocam mais de 80% de recursos na autogestão e as patrocinadoras. (Clique aqui para ver o boleto e o extrato de pagamento).

Não é de hoje que sabemos que a GEAP foi militarizada pela Gestão Bolsonaro. Acostumados a justiça militar, onde não são obrigados a dar satisfação à sociedade civil, o General Ricardo Marques Figueiredo age como se não tivesse que dar satisfação a ninguém sobre seus atos, bem como prestar contas da sua gestão.

O SINSSP tomará todas as providencias cabíveis em defesa dos beneficiários e em defesa da GEAP, Patrimônio dos Servidores Públicos Federais.

Com a palavra o Ministério Público, os beneficiários e as patrocinadoras.

 


Mobilização consegue frear reajuste da GEAP

A reunião do Conselho de Administração da GEAP ocorreu nesta quinta-feira (16), em Brasília, e teve como um dos pontos de pauta o reajuste dos planos GEAP Saúde, GEAP Clássico, GEAP Referência, GEAP Essencial e GEAP Família.

Após uma grande mobilização dos beneficiários da GEAP e da atuação dos conselheiros de administração eleitos presentes na reunião, a GEAP apresentou uma proposta de reajuste com recuo no patamar de 6,5% para 2,26%, uma redução de 4,24% no bolso dos assistidos.

Embora os conselheiros eleitos para o CONAD tenham insistido e lutado pela proposta de REAJUSTE ZERO para os multiplanos da GEAP, o percentual aprovado é o MENOR reajuste dos últimos tempos e esse valor foi conquistado em virtude da mobilização de todos os beneficiários da GEAP, além dos servidores que mesmo não tendo o plano de saúde se dispuseram a ajudar e lutar contra um reajuste abusivo.

A proposta de reajuste zero apresentada pelos conselheiros eleitos não estava pautada apenas com o objetivo de realizar “um desejo” dos membros do conselho, mas em argumentos técnicos baseados no próprio cálculo atuarial dos planos e principalmente pelos motivos que a GEAP tem: recursos livres que são suficientes para não reajustar os planos, além de outros fatores fundamentais como o congelamento de salário do servidor, congelamento do per capta do Governo, alta da inflação e evasão dos assistidos da GEAP.

Porém, a recomendação de reajuste zero não teve êxito em virtude do voto de Minerva do presidente do conselho, nomeado pelo governo. No entanto, é importante ressaltar que se não fosse a mobilização dos beneficiários em conjunto com os seus representantes no Conselho de Administração da GEAP, a Diretoria Geapiana aplicaria um reajuste de 6,5%.

Dessa forma, o reajuste de 2,26% reflete uma VITÓRIA dos beneficiários no sentido de que estamos atentos e de que a luta para resgatar a GEAP, que é dos Servidores Públicos Federais, das mãos daqueles que querem se apropriar do que é nosso está apenas começando.

A LUTA CONTINUA PORQUE A GEAP É NOSSA!

 


Servidores organizam abaixo assinado contra o reajuste do plano GEAP Saúde

Os beneficiários do Plano de Saúde GEAP organizaram um abaixo assinado contra o reajuste que será apresentado em reunião, nesta quinta-feira (16), na operadora, em Brasília, e em menos de 24 horas foram obtidas mais de mil assinaturas.

A mobilização dos assistidos da GEAP é contra os inúmeros e sucessivos aumentos no valor pago no plano de saúde e em um momento em que os salários dos servidores estão congelados desde 2016, bem como o valor per capita patronal repassado pelo governo.

Esses aumentos são abusivos, exorbitantes e caminha na direção contrária do reajuste ZERO imposto ao serviço público há 4 anos.

Além disso, a redes de prestadores está em constante troca e tudo piora a cada dia que passa. Existem regiões do Brasil em que a GEAP sequer possui clínicas ou hospitais para atender seus beneficiários, num total descaso com a vida das pessoas assistidas.

Atualmente quem conduz a GEAP é uma diretoria que não promove melhoria na prestação do serviço, mas é bastante eficiente no cancelamento dos planos por inadimplência, muitas vezes, sem a prévia comunicação às pessoas assistidas.

Para assinar o abaixo assinado clique aqui.

 


Abaixo assinado: por uma GEAP com qualidade e que respeite quem o construiu

Amanhã a GEAP estará decidindo sobre o reajuste do Plano GEAP Saúde e outros. Ajude nesta luta dos Assistidos. Assine o ABAIXO ASSINADO que será encaminhado amanhã para os Ministros indicados no texto.

Não aos reajustes abusivos!
Reajuste 0 para os planos!
Por uma rede de qualidade!
Reajuste do per capta do governo, já!

Ajude-nos nesta luta. COMPARTILHE COM AMIGOS FAMILIARES

ASSINE AGORA, clique para acessar o abaixo assinado:

A GEAP É NOSSA!

Fonte: Grupo de assistidos da GEAP


Deputados avaliam fim da cobertura para todas as doenças por planos de saúde

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviou, para a Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (7), um documento com análise de uma série de pontos considerados problemáticos de um texto preliminar de projeto de lei que altera as regras para os planos de saúde. A análise foi enviada para o deputado Hiran Gonçalves (PP/RR), autor de um texto substitutivo a 250 propostas parlamentares que visam alterar a Lei de Planos de Saúde de 1998. O teor da minuta circula entre os parlamentares da Comissão Especial dos Planos de Saúde, criada em julho deste ano.

Para a entidade, há uma série de pontos do texto preliminar que ferem os interesses dos consumidores. Um dos principais deles é o fim da obrigação que as empresas têm atualmente de cobrir o tratamento de todas as doenças classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, doenças novas ficariam de fora da cobertura até uma aprovação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Se essa fosse a legislação para o setor privado em março de 2020, muitas pessoas que procuraram atendimento em hospitais particulares para tratar a Covid no início da pandemia acabariam tendo de pagar o tratamento do próprio bolso.

“O atendimento dependeria da aprovação da agência, o que poderia levar a um atraso muito grande na cobertura dos planos para novas doenças. Cobrir exames, consultas e internações para doenças novas dependeria da agência”, afirma a advogada e coordenadora do programa de saúde do Idec, Ana Carolina Navarrete.

A lei 9.656, de 1998, afirma que “é instituído o plano-referência de assistência à saúde, com cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padrão de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necessária a internação hospitalar, das doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, da Organização Mundial de Saúde”.

Planos mais simples

Essa não seria a única mudança na cobertura dos planos de saúde. Haveria ainda a permissão para que as operadoras oferecessem planos mais acessíveis, para procedimentos simples, como consultas e exames de rotina, retirando da cobertura exames mais complexos e tratamentos mais caros, como quimioterapia e hemodiálise.

“A questão é que, para fechar diagnóstico de uma doença, muitas vezes são necessários exames mais complexos. E isso também impactaria o pronto-atendimento. Se quebrar um braço, possivelmente não vai precisar de um atendimento de alta complexidade, mas o paciente ficaria excluído da cobertura. A verdade é que esse plano ofereceria muito pouco quando as pessoas realmente precisassem”, explica a advogada.

Se o resultado da venda de planos de saúde com esse perfil poderia impactar o Sistema Único de Saúde, já que os usuários da saúde privada acabariam migrando para a rede pública. “Se isso acontecer, em vez de a rede suplementar ser um apoio para a assistência de saúde, acabaria sobrecarregando o SUS”.

A proposta também cria mecanismos para aliviar as multas aplicadas às empresas em casos de negativa de atendimento, atrapalhando na investigação por casos de desrespeito. Com o envio do documento ao deputado relator da proposta, o Idec espera ampliar o debate entre a comissão e a sociedade civil. A entidade defende que o projeto de lei não pode desconsiderar o Código de Defesa do Consumidor.

Ana Carolina Navarrete lembra ainda que o setor da saúde privada vai muito bem financeiramente e faturou bem desde o início da pandemia – embora tenha lidado com internações por Covid, houve uma queda significativa na busca por consultas, procedimentos e cirurgias eletivas. “Não houve aumento na inadimplência, porque a última coisa da qual o consumidor abre mão é do plano de saúde. O que vimos com a pandemia foi um aumento na entrada de usuários, de pessoas que temem uma fila longa do SUS, que atende 3/4 dos pacientes com 40% dos leitos”.

Maior cobrança para os mais velhos

Outro ponto polêmico do texto substitutivo é uma alteração no Estatuto do Idoso, que proíbe a discriminação por idade na cobrança aos usuários com mais de 60 anos. Atualmente, a cobrança é a mesma para uma pessoa com 61 ou 90 anos. Mas o texto que circula entre os deputados permite um “reajuste parcelado” às pessoas idosas nas últimas faixas etárias.

“Esse público perde a capacidade de pagamento com o tempo e, por outro lado, demanda um olhar mais atento em relação à saúde. É uma população mais vulnerável e especial, por isso o Estatuto do Idoso foi criado”, diz Ana Carolina.

Esse ponto do texto substitutivo chegou ao público na sexta-feira (3) e é bastante criticado por entidades que defendem os interesses dos idosos. Alguns parlamentares também se manifestaram sobre esse ponto e o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou requerimento para a realização de audiência pública conjunta para debater a importância da vedação de cobrança de valores diferenciados aos idosos.

Presidente da Rede Ibero-Americana de Associação de Idosos (RIAAM Brasil), Maria Machado Cota afirma ser revoltante ver os representantes no Legislativo tentando retirar direitos dos idosos, que trabalharam por anos e foram importantes para a produção laboral. “Se nós trabalhamos, construímos a riqueza do país, temos o direito de usufruir do que o Brasil oferece. Se eles gastassem mais com prevenção e promoção da saúde, que são baratos, não teríamos tantos problemas e necessidade de atendimento de média e alta complexidade”, afirma.

Para Maria Machado, de 73 anos, não é interessante para a rede privada o investimento na atenção primária. “Os empresários ganham fortunas em cima da doença do povo. Eles montam suas clínicas de atenção secundária e terciária e não querem investir em prevenção, por que se não deixam de ter lucro”.

A reportagem entrou em contato com o deputado Hiran Gonçalves. Na sexta-feira, ele atendeu e disse que não podia conversar por estar ocupado. Nesta terça-feira, seu celular estava desligado. A reportagem enviou um email para o gabinete do parlamentar e aguarda retorno.

 


Secretária Geral do SINSSP e Conselheira do CONAD faz reunião com o novo Presidente do INSS para discutir GEAP

A Secretária Geral do SINSSP e representante dos assistidos no Conselho de Administração da Geap, Vilma Ramos, esteve em reunião com o novo Presidente do INSS, José Carlos Oliveira, para discutir a pauta da GEAP com o representante máximo do órgão.

A reunião faz parte do compromisso de campanha assumido por Vilma com os beneficiários, de buscar interlocução com as principais patrocinadoras para chamar a atenção sobre a importância da GEAP para os assistidos, assim como discutir os principais problemas existentes.

Como todos sabem, o INSS junto com o Ministério da Saúde são os instituidores da GEAP, cabendo ao INSS o direito a uma cadeira no Conselho de Administração da Fundação por ser a segunda maior patrocinadora em números de beneficiários ficando atrás apenas do Ministério da Saúde. Por isso a necessidade de estabelecer um diálogo com os dirigentes dos órgãos instituidores.

Dentre os pontos de pauta, foi discutido o lançamento dos novos planos de saúde Estaduais e Regionais, já aprovados pelo Conselho de Administração da GEAP, e a importância do INSS oferecê-los aos seus servidores.

Foi abordado também a necessidade do órgão restabelecer a política de atenção à saúde do servidor através de possíveis projetos e parcerias com a GEAP, bem como uma maior proximidade entre a área de gestão de pessoas do INSS, responsável pela fiscalização do convênio, com a operadora que sempre teve papel fundamental na história do Instituto.

O Presidente do INSS disse ter clareza da necessidade do plano de saúde para os milhares de funcionários públicos e seus familiares e que, como servidor de carreira do INSS, conhece a história da criação da GEAP e a importância do plano de saúde na vida do servidor.

Oliveira informou que pretende recriar a Diretoria de Gestão de Pessoas, pois entende que um órgão com 19 mil servidores não pode se eximir da responsabilidade em relação a estes.

Dentre os vários assuntos debatidos, os novos planos, a rede de assistência médica, os valores dos planos e futuras parcerias estarão no seu radar.

Da reunião ficou acertado uma maior atenção em relação às questões relacionadas a operadora e uma maior proximidade para discutir os principais problemas dos servidores do INSS junto à GEAP, estando de portas abertas para os conselheiros, representante dos servidores no Conselho de Administração da Empresa.

 


Fundo vermelho com foto dos palestrantes da live sobre a resolução 492 da GEAP.

Atenção: sábado tem live sobre a Resolução 492 da GEAP

Atenção servidores: a GEAP sofrerá mais um duro golpe com aprovação da Resolução 492, conforme discussão ocorrida na reunião do último dia 22 de julho. Não bastasse os tantos outros absurdos, agora os assistidos da operadora de saúde vão enfrentar mais esse problema.

Dessa forma, o SINSSP e os sindicatos da base da CNTSS vão realizar uma live neste sábado (31), às 16 horas, para tratar sobre a Resolução 492 da GEAP com o objetivo de informar e, PRINCIPALMENTE, mobilizar a categoria contra mais esse abuso!

A live contará com a participação do Presidente do SINSSP, Pedro Totti, além dos dirigentes das entidades representativas e o presidente da CNTSS, Sandro Alex.

A transmissão da live será no canal do Youtube do SINSSP (Sinssp oficial). Clique aqui para salvar o link. Se você ainda não se inscreveu no canal do sindicato aproveite para se inscrever e não esqueça de ativar o sininho para receber as notificações das informações publicadas pelo sindicato.

A luta não vai ser fácil, vamos brigar e defender a GEAP, porque ela é nossa!

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Para se defender de todos esses problemas é importante estar sindicalizado, somente a organização sindical vai defender os seus direitos e representar os interesses da categoria.

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