Trabalhadores da SPPREV aprovam frentes de ação e buscam apoio parlamentar
O SINSSP-BR realizou uma nova assembleia nesta terça-feira (03), desta vez em formato virtual, com os trabalhadores da SPPREV para aprovar novas ações da luta da categoria por uma reestruturação de carreira e valorização dos funcionários.
No início da assembleia, foi feita uma síntese das discussões da reunião anterior, ocorrida em 23/05, destacando a importância da participação de todos no processo de negociação.
Como resultado, foram aprovadas duas frentes de ação: uma interna, voltada para a direção da São Paulo Previdência, e outra externa, visando apoio parlamentar.
Internamente, será cobrado resposta dos ofícios já enviados, também será feito uma retificação dos nomes dos técnicos e analistas eleitos para o grupo representativo da categoria. Essa comissão terá autoridade para negociar diretamente com a gestão e atuará como canal oficial na transmissão das informações do projeto à categoria, assegurando transparência e representatividade no processo.
A assembleia virtual também deliberou o envio de mais dois ofícios: um para a direção da SPPREV, questionando a ausência de representantes dos trabalhadores no Conselho, e outro para a SGGD, reiterando os questionamentos feitos à presidente Marina Battilani.
Externamente, os trabalhadores irão se reunir para preparar um dossiê explicando a importância e a complexidade do trabalho realizado pelos funcionários que será entregue na Alesp com o objetivo de buscar apoio parlamentar.
Caso as negociações não avancem, um movimento paredista não está descartado.
Construção da comunicação com os trabalhadores
Para aprimorar a comunicação entre os trabalhadores, foi aprovada a criação de um grupo de WhatsApp exclusivo para discussão das pautas relacionadas ao tema. Além disso, o grupo representativo estuda outras estratégias para fortalecer o diálogo com a base, garantindo troca de informações e sugestões ao longo do processo.
Trabalhadores da SPPREV elegem comissão para representar a categoria no projeto de reestruturação da carreira
O SINSSP-BR realizou, na sexta-feira (23), uma assembleia com os trabalhadores da SPPREV para discutir, de forma aprofundada, a participação ativa da categoria no projeto de reestruturação da carreira. O sentimento predominante entre os profissionais pode ser resumido em duas palavras: insatisfação e revolta.
A Presidente da SPPREV, Marina Battilani, apresentou slides do projeto, no dia 16/05, e a categoria considerou a apresentação incompleta, subjetiva, pouco esclarecedora e nada transparente.
Os trabalhadores ficaram com muitas dúvidas e saíram da apresentação sem respostas básicas. Como será feito o enquadramento e quais os critérios para promoção na carreira são alguns questionamentos que ficaram vagos.
Segundo os presentes, para qualquer pergunta que fosse feita, a gestão não tinha embasamento para responder. Além disso, os slides apresentados não correspondem ao projeto pré-elaborado pelos trabalhadores, ele foi modificado para pior.
A justificativa da gestão é que estão seguindo as diretrizes do estado, porém os trabalhadores não conseguem ter acesso ao documento e não sabem que diretrizes são essas que precisam ser seguidas tão à risca, embora outras categorias tenham conseguido reestruturação fugindo desses parâmetros pré-estabelecidos.
Para garantir uma participação ativa no projeto de reestruturação da carreira dos trabalhadores da SPPREV, foi eleito, por unanimidade, um grupo representativo da categoria, composto por dois analistas e três técnicos. Esse grupo terá autoridade para negociar diretamente com a gestão e atuará como canal oficial na transmissão das informações do projeto à categoria, assegurando transparência e representatividade no processo.
O SINSSP-BR vai oficiar a Presidência da SPPREV solicitando uma reunião com o intuito de apresentar os representantes eleitos pela categoria, conforme aprovação da assembleia.
Clique aqui e leia a integra do ofício.
Da insatisfação à ação, os trabalhadores da SPPREV vão lutar por representatividade e negociação no processo de reestruturação da carreira.
Episódio #203 do MEGAFONE - Confira todos os detalhes da reunião na SPPREV
No episódio #203 da segunda temporada do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP-BR fala sobre a reunião que ocorreu com a presidente da SPPREV que pautou sobre a participação efetiva dos funcionários na reestruturação da carreira e acesso imediato ao projeto, além da melhoria na comunicação interna com a categoria. para falar do assunto, Gabriela, Alessandra e Mateus, representantes dos trabalhadores.
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SINSSP-BR cobra da SPPREV transparência e acesso ao projeto de reestruturação da carreira
O SINSSP-BR esteve na sede da SPPREV nesta quarta-feira (23), para reunião com a presidente Marina Battilani, para tratar, dentre outras pautas, sobre a participação efetiva dos funcionários na reestruturação da carreira e acesso imediato ao projeto, além da melhoria na comunicação interna com a categoria.
Antes de iniciar a reunião os trabalhadores se concentraram na frente da sala da presidência para manifestar apoio aos representantes que participaram da conversa.
O Sindicato cobrou da SPPREV respostas do porquê não foi dado acesso ao processo SEI sobre a reestruturação da carreira, conforme deliberado na última reunião, ocorrida no dia 17/02.
Marina Battilani explicou que não foi possível conceder acesso por que o SEI no Estado de São Paulo não permite abrir o processo para consulta, mas que ele continua tramitando e que está na Coordenadorias de Desenvolvimento Institucional. Ela se comprometeu a passar o PDF do projeto e fará uma apresentação para toda a categoria até o dia 30 de abril.
A Presidente da Autarquia também passou informações sobre o Bônus. A bonificação de 2020 está na Casa Civil com recurso para reabrir o processo, o de 2024 voltou para revisão das metas para readequação e o de 2025 voltou para revisão e está com as propostas das metas para ser pactuado.
O Sindicato pautou sobre os problemas estruturais que as regionais estão enfrentando e pedimos resolução. Marina informou que as instalações da SPPREV passarão por reformas internas para adequação de layout, que fará visitas nas unidades para conhecer os trabalhadores e averiguar as condições físicas e locais.
Por último o SINSSP-BR solicitou que a presidência adotasse uma comunicação mais direta e transparente com a categoria, informando cada passo dos processos aos trabalhadores.
Nesta sexta-feira (25) traremos mais detalhes sobre a reunião no MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP-BR.
Servidores do Seguro Social deliberam por intensificar Apagão do INSS
O SINSSP-BR realizou assembleia virtual, nesta quinta-feira (27), para traçar as novas estratégias de mobilização dos Servidores da Carreira do Seguro Social em virtude da proposta rebaixada, apresentada na segunda rodada da mesa de negociação com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
A reunião teve uma ampla participação da categoria, contando com representações de quase todos os estados do brasil, o que demonstra a insatisfação em relação à proposta apresentada.
A assembleia virtual deliberou pela criação de grupos de mobilização por gerências, visando ampliar o Apagão do INSS e preparar para a nossa greve.
Propostas apresentadas e deliberadas na assembleia virtual do SINSSP-BR
O Comando de Mobilização da Operação Reestruturação com Excelência, composta por servidores de várias regiões do Brasil, indicou as pautas para discussão nesta assembleia. Após discussão, votação e aprovação dessas pautas ficou encaminhado que:
- Os Servidores do Seguro Social deverão fazer o “Apagão do INSS”, no mesmo formato dos apagões ocorridos no mês de junho, nos dias 02, 03 e 04 de julho, porém todos deverão parar de fazer o bônus a partir de segunda-feira, dia 01/07;
- Uma nova assembleia virtual foi agendada para o dia 04/07, às 18 horas, após a reunião da terceira rodada da mesa de negociação com o MGI. Nesta reunião será feita a discussão do indicativo de greve para o período de 08 a 12 de julho;
- SINSSP-BR vai chamar uma reunião com os novos servidores do INSS para tratar de pautas mais especificas, como inserção no teletrabalho e programas de gestão.
O Presidente do SINSSP-BR, Pedro Totti, deixou bem claro que a proposta que o governo apresentou propõe o rebaixamento da nossa carreira e afirmou que sim, ela está em processo de extinção.
A história dos servidores do INSS sempre foi de luta, por isso juntos, novamente vamos defender a nossa carreira, os nossos direitos e principalmente a nossa valorização, por meio desse processo de mobilização.
Participe do comando de mobilização, junte-se a nós pela defesa da Carreira do Seguro Social.
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Episódio #151 do MEGAFONE - Que tipo de Carreira os Servidores do Seguro Social querem? Parte 01
No episódio #151 da temporada 02 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP vai abordar sobre a necessidade de atualização do requisito de ingresso para o nível superior do cargo de técnico do seguro social, uma medida que vai beneficiar tanto os técnicos como os analistas. E para falar do assunto, Piero Paz, servidor filiado ao SINSSP-BR e membro da Frente da Base de Servidores do INSS.
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Seminário Virtual: Que tipo de carreira os Servidores do Seguro Social querem?
Que tipo de CARREIRA os Servidores do Seguro Social querem? Para responder essa pergunta o SINSSP vai promover um Seminário virtual sobre a Carreira do Seguro Social, no próximo sábado, dia 02/03, às 10 horas, via Google Meet.
Com uma abordagem mais ampla sobre o tema, o evento será voltado para os servidores técnicos e analistas, que estão na ativa ou aposentados.
Haverá discussões sobre as atribuições, padrões, estrutura de carreira, tipo de valorização, alteração de escolaridade do Técnico do Seguro Social, Carreira Típica de Estado, tudo conforme está previsto nas diretrizes do MGI, que vai permear as negociações na Mesa Específica e Temporária com a carreira do INSS, que será instalada no dia 07 de março.
Após a explanação do tema, os servidores terão espaço para fazer perguntas, tirar as dúvidas e opinar com ideias para o projeto de Carreira que está sendo construído para a categoria.
A Carreira do Seguro Social é uma categoria muito importante para o Brasil e a defesa da previdência social precisa ser feita de dentro para fora para continuar dando frutos para a sociedade.
As atribuições dos Servidores do Seguro Social são exclusivas e precisam ser reconhecidas pelo governo, por isso a categoria precisa saber de todos os detalhes de como tudo vai funcionar, desde a finalização do projeto que será levado para a mesa até a conclusão de todas as etapas no processo de negociação.
Para participar, o servidor precisa preencher a ficha de inscrição, clique aqui para se inscrever.
RESERVEM a data na agenda. Venha conosco aprender e compartilhar sobre a discussão da Carreira do Seguro Social. Estamos esperando por VOCÊ!
Chega de tanto descaso e desrespeito com o servidor do INSS!
Constituída como única categoria profissional do serviço público federal que promoveu resistências efetivas contra as arbitrariedades do governo anterior, os servidores do INSS acreditaram que a nova gestão, iniciada em janeiro de 2023, seria capaz de adotar formas mais democráticas e participativas para a adequada e concretização das atividades da Previdência Social.
É imprescindível destacar que a única forma de viabilizar a melhoria da oferta das atividades previdenciárias a cargo do INSS seja a manutenção permanente do diálogo entre o governo e os servidores da Carreira do Seguro Social.
Entretanto, os ataques empreendidos à categoria têm-se demonstrado persistentes e consolidado o distanciamento entre as demandas para a execução adequada dos processos de trabalho e as práticas de gestão da Previdência Social.
O Ministro de Estado da Previdência Social reitera, a cada manifestação pública, novos ataques à categoria profissional que executa diariamente os serviços previdenciários sob condições adversas. Ao mesmo tempo, ignora as demandas da categoria pela reestruturação da Carreira do Seguro Social, e passados 11 meses do novo governo, não houve qualquer sinalização que demonstre iniciar os diálogos e debates em torno do tema.
Por outro lado, o Ministro já anunciou, sem qualquer diálogo com a categoria, que em janeiro o teletrabalho será encerrado. Em seguida, a gestão do INSS atribuiu aos servidores da Carreira do Seguro Social competências relacionadas a execução do Atestmed.
Hoje, mais uma vez sem estabelecer diálogo com a categoria, foi publicado no DOU outro grave ataque: após mais de um ano de obstrução das análises dos processos previdenciários que dependem de comprovação por PPP, os servidores foram surpreendidos com o anúncio de que as análises técnicas quanto ao mérito dos enquadramentos das atividades exercidas sob condições especiais por exposição a agentes nocivos será realizada pelos servidores da Carreira do Seguro Social e não mais pela Perícia Médica Federal.
É importante evidenciar que essa manifestação não se refere a oposição volitiva à não execução do procedimento relatado. Trata-se inicialmente de ausência de competência formal para tanto. Mais que isso, trata-se, sobretudo de mais um desrespeito à categoria, pois essa atribuição está sendo adicionada aos servidores sem qualquer contrapartida funcional e sem que houvesse diálogo com a categoria, manifesto precedente para uma gestão da Previdência Social democrática e participativa.
O Ministro de Estado da Previdência Social e o Presidente do INSS foram substituídos, mas os métodos de gestão seguem os mesmos, iguais aos atribuídos nos governos neoliberais que tem como foco principal reduzir a máquina pública, desvalorizar os servidores e precarizar os serviços públicos.
A demonstrada ausência de diálogo e o inequívoco desrespeito com a categoria indicam o tratamento depreciativo que têm pautado a gestão da Previdência Social.
E isso precisa mudar, porque os servidores cansaram de tanto descaso e desrespeito e a categoria, que tomada pela vontade de conquistar aquilo que lhe é de direito, se uniu e está disposta a lutar pela causa.
Não se trata de não querer fazer o serviço! Se trata inicialmente de ausência do diálogo, de estabelecer parâmetros e novas competências para tanto, mas mais que isso! Se trata de mais um desrespeito à categoria, pois essa atribuição está sendo repassada aos servidores sem qualquer contrapartida e nem ao menos uma discussão sobre o tema.
O SINSSP e os servidores repudiam essa forma de gestão e é por isso que a base deve estar unida, organizada e fortalecida, daí a importância do apoio e da filiação de todos os servidores do INSS no Sindicato Nacional, uma representação exclusiva do Seguro Social. Exigimos que a categoria seja ouvida, atendida e respeitada, nada menos que isso!
Ministro, quando irá nos chamar para conversar sobre a Carreira do Seguro Social?
Condsef/Fenadsef solicita reunião urgente no MGI. Confira o ofício
A Condsef/Fenadsef enviou um ofício ao Mistério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) nesta quarta-feira, 20, solicitando uma reunião urgente. Na pauta está o debate sobre reforma do Estado, concursos públicos e diretrizes para planos de carreira. O governo já vem promovendo debates sobre esses temas e, inclusive, divulgando mudanças como é o caso de regras para concursos nos moldes de que é hoje o Enem. A Condsef/Fenadsef espera que esses temas sejam debatidos com representantes dos servidores e possam fazer parte do processo de negociação permanente, espaços que devem tratar desses assuntos.
No ofício, a Condsef/Fenadsef cita o discurso recente do presidente Lula na ONU destacando o combate à desigualdade social como um dos desafios mais importantes a serem enfrentados não só no Brasil, como no mundo. A Confederação lembra que somente um Estado forte que valorize os serviços públicos e seus servidores é capaz de combater desigualdades.
Confira a seguir íntegra do ofício enviado ao MGI:
Ofício CONDSEF/FENADSEF nº 268/2023
A Sua Senhoria o Senhor
JOSÉ LOPEZ FEIJÓO
Secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos
A Sua Senhoria o Senhor
JOSÉ CELSO CARDOSO
Secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação
Assunto: Reunião urgente sobre Reforma do Estado, Concursos Públicos e Diretrizes para os Planos de Carreira.
Senhores Secretários,
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal e a Federação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal - CONDSEF/FENADSEF, entidades que representam mais de 800 mil servidores públicos em todo o Brasil, a maior da América Latina no seu segmento, vêm, perante V. Sas., solicitar reunião em caráter de urgência, para apresentar nossa pauta de reivindicações relativa a regras para concursos públicos, diretrizes para os planos de carreira e outros temas relevantes que envolvem reformas parciais no aparelho estatal que, inclusive, já vêm sendo encaminhadas pelo governo.
Elenca-se a seguir os principais pontos de propostas que têm sido debatidos na CONDSEF/FENADSEF, desde o papel do Estado às diretrizes dos planos de carreira.
Papel do Estado, do serviço público e dos servidores
País semicolonial, com sua economia subordinada ao capital financeiro, nunca houve no Brasil instituições verdadeiramente democráticas, funcionando harmonicamente. É um problema de fundo que precisa ser atacado para estabelecer a soberania nacional e o desenvolvimento com distribuição de renda e inclusão social.
Dada essa subordinação, as reformas parciais na administração - mesmo necessárias e urgentes - não podem ser consideradas solução para estabelecer um serviço público democrático, mas, sim, pontos de apoio para caminhar nessa direção.
É isso o que vimos propor.
Qual deve ser o papel do Estado nas condições atuais do Brasil?
Em seu discurso na ONU nesta terça-feira, 19 de setembro, o Presidente Lula denunciou:
O mundo está cada vez mais desigual. Os 10 maiores bilionários possuem mais riqueza que os 40% mais pobres da humanidade. Para vencer a desigualdade, falta vontade política daqueles que governam o mundo.
E após descrever os desafios e crises em que está mergulhada a humanidade, ele concluiu:
Se tivéssemos que resumir em uma única palavra esses desafios, ela seria desigualdade.
Combater a enorme desigualdade social vigente no Brasil - que, também ela, se deve à subordinação do país ao capital financeiro - é o eixo da pauta que ora apresentamos utilizando como alavanca a administração pública, o funcionalismo, as empresas estatais ao lado de muitas políticas sociais já em curso, além de outras que possam vir a ser criadas.
Para isso, é essencial levar em consideração o recorte de classe.
De fato, não há nem nunca haverá neutralidade da máquina estatal que sempre será colocada a serviço de uma ou outra classe social. Dito de outra forma, as políticas sociais e o funcionamento da máquina pública, expressam, de uma maneira ou de outra, os interesses das classes sociais em luta e incidirão ou para combater a desigualdade ou para ampliá-la.
Esses interesses também se expressam na composição do parlamento que exerce pressão sobre a administração. Aqueles que representam os interesses do capital financeiro se jactam da tecnocracia, da meritocracia, e defendem como meramente "técnicas" decisões que são políticas e que levam a retirar direitos dos servidores e da população em benefício das classes dominantes, agravando a desigualdade.
Para alguns, a "modernização" do serviço público, em nome de "novas tecnologias", "gestão moderna", "competitividade" ou outro jargão financista, significa manter somente cargos para nível superior enquanto as funções de nível médio e auxiliar são terceirizadas.
Tal política bloqueia o acesso a cargos públicos à esmagadora maioria da população, pois segundo números levantados pelo Ministério da Educação (MEC), apenas 23% dos adultos com até 34 anos têm nível superior, situação que se agrava nas faixas etárias superiores. Na prática, ao extinguir ou reduzir os cargos de nível médio e auxiliar, há prejuízo especialmente à população de baixa renda e aos egressos de escola pública e às pessoas negras, pardas, quilombolas e indígenas, que são as mais afetadas e excluídas do acesso à educação e ao serviço público, tanto como beneficiárias quanto na ocupação dos cargos, o que se tornará ainda mais difícil, apesar das ações afirmativas.
Um corolário da terceirização no serviço público e estatais é a alegria de pequenos magnatas, donos de empresas de "aluguel de mão de obra", jogando na concentração de renda e aumento da desigualdade.
O MGI já vem adotando medidas que vão no sentido de combater desigualdades como, por exemplo, a reserva de cotas de 30% para negros em cargos de confiança na Administração Pública Federal (Decreto nº 11.443/23) e o Concurso Nacional Unificado.
Para que sejam efetivas, no entanto, é necessário associar, sempre e de maneira indissolúvel, todas as questões, inclusive de raça e gênero, às questões de classe.
1) Diretrizes para os Planos de Carreira
As posições de fundo em relação às carreiras impactam as definições sobre as formas de contratação e os critérios para a realização de concursos públicos e as medidas a adotar para combater as distorções atualmente existentes.
Estando de acordo com a ideia da transversalidade registramos, por outro lado, nossa rejeição à conceituação de "carreiras típicas de estado" e à extinção de cargos de nível médio e auxiliar, o que vai na contramão do combate à desigualdade.
Por outro lado, em relação à transversalidade é fundamental que se busque criar critérios objetivos e uma cultura e incentivo para as movimentações dentro da administração pública, pois, embora existam vários mecanismos legais, os gestores são, geralmente, o principal empecilho para a movimentação da força de trabalho.
A existência de mais de 300 tabelas salariais das carreiras do Executivo e a grande amplitude salarial entre carreiras e até mesmo entre os níveis de uma mesma carreira é contraditória com um serviço público voltado para o atendimento da população e refratário à perpetuação de castas burocráticas.
Defendemos o concurso público - com a democratização do acesso aos cargos públicos e ao serviço público à população trabalhadora - a estabilidade, o enquadramento no RJU para todos os servidores; defendemos os níveis auxiliar e intermediário, rejeitando total e integralmente o conteúdo da Reforma Administrativa de Bolsonaro-Guedes, a PEC 32, que ainda não foi sepultada e ainda representa ameaça ao serviço público.
As Diretrizes para os Planos de Carreira devem integrar a progressiva racionalização e transformação dos atuais cargos ocupados, sendo estruturadas contemplando os seguintes elementos:
- a) Máxima mobilidade na base:
- Aproveitamento do servidor de acordo com suas capacidades e aptidões e sua qualificação profissional, permitindo o máximo de mobilidade nos primeiros anos de serviço público, de modo que a evolução da formação escolar do servidor, suas escolhas profissionais (aptidão) e sua qualificação, possam ser elementos definidores da sua lotação, permitindo-lhe a migração de um órgão para outro.
- Para tanto, defendemos a manutenção e fortalecimento dos cargos de nível auxiliar e médio, a base de todas as carreiras, que deve ser semelhante no que tange às atribuições e às remunerações respectivas, introduzindo-se gratificações específicas para situações que o requeiram, como alguns trabalhos de campo e/ou em áreas remotas, especializando-se a partir do tempo, da qualificação adquirida e da evolução do servidor;
- b) Possibilidade de ascensão funcional como medida de evolução na carreira
- A reinstituição da ascensão funcional é a única forma de assegurarmos a criação de carreiras de fato, nas quais a evolução do servidor esteja intimamente relacionada à sua capacitação e qualificação, com as entradas no serviço público ocorrendo prioritariamente nos níveis iniciais, com possibilidade de recrutamento de jovens para o serviço público;
- c) Evolução na carreira deve considerar capacitação, qualificação, tempo de serviço; as avaliações de desempenho devem ser utilizadas somente para aceleração na carreira; além da educação formal, devem ser reconhecidos também saberes e competências, inclusive os adquiridos ao longo do tempo de serviço público;
- d) Estabelecimento de um piso salarial e da relação entre menor e maior salário; a referência para estabelecer o piso salarial dos servidores públicos deve ser o salário-mínimo do DIEESE (igual a R$ 6.389,72 em agosto de 2023); atualmente, 28% dos ativos e 42% dos aposentados e pensionistas têm remuneração menor que esse piso; nessas condições, a relação entre o menor e o maior salário no serviço público não deveria ser maior que, por exemplo, seis vezes;
- e) Teto salarial: estabelecimento de um teto salarial absoluto no serviço público federal igual ao salário do Ministro do STF; todas as verbas, quaisquer que sejam sua origem, acima desse teto, devem ser glosadas;
- f) Revalorização dos cargos de nível de apoio
- É preciso retomar o valor das atividades de apoio no serviço público, na medida em que estas são também fundamentais para o desempenho das funções públicas.
- Com efeito, se a Administração contrata serviços terceirizados para tais atribuições é porque elas existem e são necessárias, não se justificando, então, a contratação por terceiros.
- Contra a extinção dos cargos de nível auxiliar e médio e, ao mesmo tempo, luta em favor dos trabalhadores terceirizados e incentivo à sua sindicalização.
- g) revogação do conceito de "carreiras típicas de estado";
- h) privilégios que devem ser extintos: não é aceitável separar um grupo de carreiras como se fossem "de estado" enquanto as demais não são, mas há, sim, casos em que é preciso haver distinções, como em relação a carreiras que exercem poder do estado sobre a sociedade:
h.1) militares das três forças e das polícias militarizadas que pretendam se candidatar a cargos eletivos devem previamente pedir baixa da respectiva força;
h.2) todo e qualquer servidor público, que perder cargo em virtude de cometimento de falta, deve ter a mesma punição, sem exceção ou concessão de aposentadoria, como hoje ocorre no judiciário.
h.3) eliminação de todo tipo de "porta giratória" em que, com pouca ou nenhuma quarentena, servidores que ocuparam altos cargos em órgãos públicos são contratados para empresas do mesmo ramo no setor privado ou vice-versa; ninguém é obrigado a exercer cargos públicos de alto nível; antes de pensarem em se alojar em cargos executivos correlatos aos do setor privado e vice-versa aqueles que aceitarem essas nomeações devem estar preparados para longos períodos de quarentena (mínimo 10 anos, por exemplo, mantidos os pequenos períodos de quarentena remunerada hoje vigentes);
- i) Preservação do poder de compra dos servidores aposentados e pensionistas: em todas as carreiras, inclusive nas reestruturações, aposentados e pensionistas devem ter seus direitos preservados; a paridade ativo-aposentado-pensionista deve ser plenamente restaurada.
2) Formas de Contratação
- a) Organizações Sociais (OSs), Organizações Sociais de Interesse Público-OSCIPs, Organizações Não Governamentais-ONGs: são todas formas de terceirização e privatização que devem ser extintas pois prejudicam os direitos da classe trabalhadora e precarizam a prestação do serviço público à população;
- b) Contratos temporários: o mecanismo da contratação temporária deve observar estritamente o critério de necessidades excepcionais e situações específicas, conforme previsto na Constituição Federal, Art. 37, inciso IX ; a luta pela realização de concursos públicos para suprir as necessidades permanentes dos serviços deve se articular com o combate a desvios nesse mecanismo, bem como a proteção dos direitos dos trabalhadores temporários.
3) Concurso público
Em primeiro lugar, deve haver uma programação dos concursos públicos de modo a garantir a manutenção da estrutura do estado rompendo com o "modus operandi" atual em que tudo fica ao sabor das pressões e contrapressões de uns e outros setores da administração.
À defesa do concurso público como forma principal de contratação para a administração federal é preciso associar mecanismos que compensem a elitização do corpo de servidores, sobretudo das carreiras mais valorizadas, com o consequente aumento da desigualdade social.
As cotas sociais seriam instrumentos para a redução das desigualdades sociais, para que pessoas inclusive hipossuficientes possam reunir condições para ter acesso aos cargos públicos. Ademais, ao lado das cotas sociais também é necessária a proteção dos cargos de nível auxiliar e médio.
- a) cotas sociais para pessoas com renda familiar até DOIS salários mínimos e que estudaram integralmente em escolas públicas ( x %) ou estudaram em escola particular com bolsa de 100% (integral);
- b) cotas sociais raciais: que as vagas sejam ampliadas para observar as especificidades de pessoas negras (pretas e pardas) com renda familiar até DOIS salários mínimos e que estudaram integralmente em escolas públicas ( x %) ou estudaram em escola particular com bolsa de 100% (integral);
- c) cotas sociais para mulheres: que as vagas sejam ampliadas para observar as especificidades de mulheres com renda familiar até DOIS salários mínimos, que estudaram integralmente em escolas públicas ( x %) ou estudaram em escola particular com bolsa de 100% (integral); e com um ou mais filhos em idade escolar (y%);
- d) cotas para indígenas;
- e) cotas para pessoas LGBTQIA+ de baixa renda, especialmente para pessoas trans;
- f) Cotas para Pessoas com Deficiência (PCD) e luta para cumprir o mínimo de 5% nas empresas e órgãos públicos (Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91);
- g) vagas por região: mecanismos para garantir o acesso às carreiras do serviço público de forma mais homogênea em relação a todas as regiões do país tanto nas regiões afastadas dos grandes centros urbanos quanto em estados com menor desenvolvimento econômico; um passo nesse sentido já foi dado pelo MGI com o Concurso Nacional Unificado; a adoção de vagas por região será instrumento complementar que poderá auxiliar na redução de desigualdades sociais, também manifestadas geograficamente e, portanto, na democratização do serviço público;
4) Teletrabalho
Defesa dos servidores que optam pelo teletrabalho, enfrentando os desafios colocados por essa nova modalidade, lutando para a Administração se responsabilizar pelo ambiente de trabalho, assumindo o ônus dos custos e concedendo acompanhamento psicossocial para avaliação da condição do empregado.
5) Defesa do estado laico
total liberdade de exercício de todos os credos religiosos e concepções filosóficas, respeitada a legislação do país, e total afastamento do Estado de todos e de cada um desses credos e concepções que devem ser tratados como questões estritamente privadas.
6) Campanha estatal em defesa dos serviços públicos e dos servidores
O massacre midiático permanente contra os servidores e serviços púbicos é, também ele, uma questão de classe. Mais uma vez são os patrões, é o capital financeiro, que pretendem desmantelar os serviços públicos, seja em nome da "austeridade fiscal" seja para abrir nichos de mercado visando a auferir lucros fabulosos em áreas que, constitucionalmente, se trata de "dever do estado e direito do cidadão".
As entidades sindicais, com seus meios modestos, fazem a defesa de mais e melhores serviços públicos para a população, mostrando como pode e deve ser aplicado o dinheiro arrecadado com os impostos.
Chegou o momento de o estado, nas condições do governo atual, assumir uma campanha decidida e permanente em defesa dos serviços púbicos e dos servidores, mostrando que os serviços públicos são fator de civilização para o conjunto do povo e que os direitos dos servidores são precursores dos direitos dos trabalhadores do setor privado, por exemplo, na estabilidade e na adoção do mínimo do DIEESE como piso salarial.
Para tal campanha, entendemos que poderia ser utilizado o Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
Senhores secretários,
A CONDSEF/FENADSEF, na certeza de que V.S.as. estão abertos ao diálogo, solicita o agendamento de reunião, no mais breve prazo, para a apresentação e discussão da presente pauta.
Contando com vossa valiosa colaboração, agradecemos desde já a atenção dispensada e renovamos nossos protestos de estima e distinta consideração.
Reestruturação da carreira dos funcionários da SPPREV é pauta do sindicato
O grupo de trabalho criado para a reestruturação da carreira dos funcionários da SPPREV, composto por dirigentes do SINSSP e representantes da categoria, permanece reunido e está em fase de estudos.
Diante das movimentações da gestão do Governo de Tarcísio de Feitas, governador de São Paulo, o GT está discutindo as melhores estratégias para os ajustes necessários do plano de carreira da categoria, algumas delas são:
- Fim da prova de promoção;
- Redução da diferença salarial entre técnicos e analistas;
- Alteração do cálculo de pró-labore, acabando com a diferença entre técnico e analista;
- Gratificação de qualificação;
-Legalização do auxílio creche;
-Legalização do percebimento de pró-labore a partir de 1 dia de substituição.
- Revisão das tabelas de remuneração.
Além dos estudos, a busca por apoio no legislativo também se faz presente, necessário e importante no momento em que a proposta final for encaminhada para a aprovação do governo.
O trabalho é grande, exige um estudo minucioso e rigoroso por se tratar do futuro da categoria no aspecto salarial, de benefícios, de reconhecimento e retorno financeiro.
Quando o plano de reestruturação da carreira dos funcionários da SPPREV for finalizado, o projeto será apresentado para a categoria, por isso é importante curtir e se inscrever nas nossas redes sociais para ficar informado e “antenado” sobre tudo o que está acontecendo.
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