Maioria aprova e Condsef vai ao MGI assinar acordo para reajuste em benefícios
A maioria das assembleias realizadas pelas entidades filiadas à Condsef/Fenadsef em todo o país aprovou a proposta do governo de reajuste nos benefícios dos servidores e servidoras federais. Com isso, a Confederação foi autorizada a assinar o termo de acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em cerimônia marcada para esta quinta-feira, 6, às 10h.
A proposta do governo prevê ajuste nos valores do auxílio-alimentação, auxílio-creche e assistência à saúde suplementar, reivindicações que vinham sendo tratadas na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP).
No caso do auxílio-alimentação a proposta inclui ajustar de R$1.000,00 para R$ 1.175,00 em dezembro de 2025 e R$ 1.200,00 em 2026. Auxílio-creche e saúde terão aplicação do IPCA a partir de abril de 2026.
Durante a última reunião, o MGI foi taxativo ao afirmar que a oferta era “definitiva”, sem possibilidade de contraproposta. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) chegou a solicitar prorrogação do prazo para resposta, mas o pedido foi negado.
Além da Condsef/Fenadsef, pelo menos quinze entidades nacionais que integram a bancada sindical também comunicaram ao governo a aprovação da proposta por suas bases.
Continuidade das negociações
Em ofício encaminhado ao MGI, a Condsef/Fenadsef reforçou a necessidade de dar continuidade às tratativas sobre pontos da pauta que seguem sem atendimento, como:
Equiparação dos benefícios com os valores pagos nos Três Poderes;
Criação do auxílio nutrição para servidores aposentados;
Aprimoramento da política de saúde suplementar (planos de saúde).
A entidade reafirmou que seguirá cobrando avanços nesses e outros temas pendentes nas próximas reuniões da Mesa Nacional.
Mobilização segue contra a Reforma Administrativa
Durante reunião extraordinária do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE), realizada nessa terça, 4, as representações estaduais da Condsef/Fenadsef também aprovaram a continuidade e reforço de um calendário de mobilização nacional contra a PEC 38/2025, conhecida como “PEC Trezoitão”, da Reforma Administrativa de Hugo Motta, Pedro Paulo, Zé Trovão e companhia.
A Confederação e suas filiadas seguirão unidas às demais centrais e entidades sindicais em defesa dos serviços públicos e dos direitos do povo brasileiro.
Principais encaminhamentos do CDE
Realização de atos semanais em Brasília (aeroporto e Congresso Nacional) todas as terças e quartas-feiras de novembro e dezembro;
Audiência pública sobre a Reforma Administrativa no dia 25 de novembro, às 16h30;
Plenária Nacional da Ebserh entre 8 e 10 de dezembro, para definir a pauta do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027;
Organização de seminários regionais sobre planos de cargos e carreiras e fortalecimento da organização sindical no setor público;
Apoio à mobilização da CUT e entidades filiadas nas atividades da COP-30, que acontece em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro.
A Condsef/Fenadsef e suas filiadas seguem firmes nas negociações e nas ruas, defendendo melhores condições de trabalho, valorização dos servidores e o fortalecimento dos serviços públicos.
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GEAP segue no vermelho, aponta ANS
A saúde financeira da GEAP está em estado crítico e há mais de um ano ela segue operando no vermelho, é o que mostram os dados do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar referente ao segundo trimestre de 2025, divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no dia 02/09.
A GEAP registrou resultado líquido negativo de -0,2 bilhões no segundo trimestre de 2025, enquanto 77,5% das operadoras fecharam o semestre com lucro, a autogestão seguiu na contramão, despencando e liderando o ranking das piores operadoras de saúde.
Os números mostram que as autogestões, em geral, registraram prejuízo operacional de 10,3% no 1° semestre de 2025. Em contrapartida, as operadoras de grande porte registraram um saldo positivo de R$ 6,3 bilhões, um aumento de 157% em relação ao ano anterior, sendo o maior desde 2021.
O cenário é bastante caótico e muito preocupante. A Associação A GEAP É NOSSA e o SINSSP-BR têm recebido uma série de denúncias de empregados pedindo socorro para salvarem tanto a operadora, quanto os seus empregos.
Diante disso, a Associação A GEAP É NOSSA e o SINSSP-BR reitera seu posicionamento em defesa dos beneficiários da GEAP e em defesa da Operadora, patrimônio dos servidores.
Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar e Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar
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ANS coloca GEAP no ranking das operadoras com pior desempenho
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, na segunda-feira (07/04), os resultados do Monitoramento da Garantia de Atendimento e a GEAP Autogestão em Saúde ficou com o pior desempenho no 4º trimestre de 2024.
Segundo os números informados, 540 planos de saúde ficaram na faixa que representa melhor desempenho (faixa zero) e 120 ficaram na faixa com pior desempenho (faixa 3). A GEAP ficou na faixa 1 no primeiro trimestre e na faixa 3 no quarto trimestre.
Os dados mensuram o desempenho das operadoras de saúde em ciclos, sendo eles trimestre 1, 2, 3 e 4. No último ciclo a ANS passou a usar uma nova metodologia, com novos dados, mais amplo e com o registro de reclamações dos consumidores referente negativas de cobertura ou descumprimento dos prazos máximos para atendimento.
A cada informação que sai sobre saúde suplementar, a GEAP está envolvida de forma negativa e pelos fatos acompanhados pelo SINSSP-BR é possível dizer que após o PODEMOS aparelhar a autogestão com os seus desmandos políticos, a operadora sempre aparece em condição negativa.
Não é de hoje que a relação PODEMOS X GEAP aparece envolvida em escândalos. Em 2023, o corpo jurídico do SINSSP-BR recebeu várias denúncias sobre o aparelhamento político da operadora por correligionários do partido.
Tais denúncias apresentavam suposta extorsão sofridas por prestadores com cobrança de “pedágio” para liberação de pagamento, recontratação de empresas de grupo familiar de prestador investigado em vários processos criminais de corrupção com recursos da saúde, inclusive sendo alvo da operação Falso Negativo no GDF na CPI da Covid. Algumas delas apontavam inclusive a contratação milionária de empresa acarretando na demissão de vários profissionais qualificados e de anos de dedicação e de serviços prestados à GEAP.
Onde estão os Conselheiros Ivy Marques Amaro, servidora do poder judiciário, Veronica Pacheco, servidora da Universidade Federal da Paraíba e Ronald Acioli, assessor do Diretor Presidente da GEAP e servidor aposentado do INSS, eleitos no ano passado para assumir o CONAD?
A gestão do PODEMOS na GEAP coloca em risco não só a sua própria sobrevivência, mas a sobrevivência dos beneficiários que dependem dela para fazer tratamento e que muitas vezes a gravidade da doença do usuário pode levar a morte devido à má gestão e politicagem dentro da operadora.



