Salário mínimo se aproxima do teto da isenção do Imposto de Renda

O ano de 2023 será o primeiro em que pessoas que recebem 1,5 salário mínimo mensal terão que pagar Imposto de Renda. Isso é resultado da combinação entre a tabela do IR, sem atualização desde 2015, e do valor atual para o salário mínimo aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro, de R$ 1.320. A situação preocupa senadores, que cobram a ampliação da faixa de isenção para que cidadãos de menor renda sejam desonerados.

A última correção da tabela do IR aconteceu há oito anos (Lei 13.149, de 2015) e levou a faixa de isenção — ou seja, o rendimento mensal máximo para que uma pessoa não precise pagar Imposto de Renda — para R$ 1.903,98. Na época, isso correspondia a quase 2,5 vezes o salário mínimo, que foi fixado em R$ 788 para o ano de 2015.

A proposta original do governo federal previa salário mínimo de R$ 1.302, valor que também faria passar da faixa de isenção quem recebe um salário e meio.

O Senado tem vários projetos em andamento que visam promover uma atualização na tabela do IR, por meio de medidas como ampliação da faixa de isenção ou estabelecimento de um gatilho inflacionário. Em 2015, o instrumento foi uma medida provisória.

Com a defasagem da tabela, outro fator que contribui para incluir cada vez mais pessoas na incidência do Imposto de Renda é a inflação. Desde 2015, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula uma alta de mais de 59%. A Receita Federal recebeu mais de 36 milhões de declarações de pessoas físicas em 2022, um recorde.

Desvalorização

A escalada inflacionária também preocupa pelo seu efeito de corrosão sobre o salário mínimo, que desde 2019 não possui uma regra de valorização real e vem sendo corrigido apenas pela inflação. A última política de valorização do mínimo (Lei 13.152, de 2015) expirou em 2019 e não foi substituída. Desde então, o valor é estabelecido anualmente por meio de medidas provisórias.

A política de valorização do salário mínimo previa um reajuste calculado com base no crescimento do produto interno bruto (PIB). Além disso, a reposição inflacionária era medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que verifica a variação do custo de vida médio das famílias entre um e cinco salários mínimos.

O restabelecimento da política de valorização do mínimo também é tema recorrente no Parlamento. O projeto mais recente é do senador Paulo Paim (PT-RS), que retoma a fórmula anterior. Por ela, o salário mínimo para 2023 seria de R$ 1.378. O texto (PL 1.231/2022) também aplica a mesma regra de reajuste para os benefícios da Previdência Social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu em seu discurso de posse, feito ao Congresso, a valorização real do salário mínimo como objetivo do governo. Em dezembro, o Congresso aprovou e promulgou a emenda constitucional que garantiu recursos para essa medida já em 2023 (EC 126).

 


Com aumento da cesta básica, salário mínimo deveria ser de R$ 6,5 mil, diz Dieese

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica do brasileiro continuam em alta fazendo com que os trabalhadores e trabalhadoras precisem gastar mais para comprar os produtos necessários para o seu dia a dia e ter uma alimentação minimamente decente.

A pesquisa sobre preços da cesta básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada nesta terça-feira (6) mostra que em novembro, em 12 das 17 capitais pesquisadas, houve aumento.

Entre outubro e novembro deste ano, as altas mais expressivas ocorreram em Belo Horizonte (4,68%), Florianópolis (2,96%), São Paulo (2,69%) e Goiânia (2,03%). Já as reduções ocorreram em algumas cidades do Norte e do Nordeste: Salvador (-2,12%), João Pessoa (-1,28%), Recife (-1,27%), Natal (-1,12%) e Aracaju (-0,69%).

A capital de São Paulo tem a cesta mais cara e está custando R$ 782,68. Em segundo vem Porto Alegre (R$ 781,52) e Florianópolis (R$ 776,14). As cestas básicas mais baratas estão no Nordeste, mas alguns dos produtos que a compõem são diferentes das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e, inclusive o Norte, respeitando as diferenças de alimentação de casa região.

As cestas mais baratas nas capitais nordestinas são respectivamente: Aracaju (R$ 511,97), Salvador (R$ 550,67) e Recife (R$ 551,30).

Os alimentos que mais oscilaram de preços foram a batata e o tomate e o que tiveram maior retração foram leite integral e o café. Confira abaixo a oscilação nos preços desses produtos.

Salário mínimo necessário

O Dieese aponta que para comprar uma cesta básica e pagar as contas mais básicas como transporte, água, luz e aluguel, o trabalhador precisaria ganhar em novembro, um salário mínimo de R$ 6.575,30 - 5,43 vezes o valor do atual de R$ 1.212.

Após desconto de 7,5%, referente à Previdência Social, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 59,47% do rendimento para adquirir os produtos da cesta e ainda precisou trabalhar um tempo médio necessário de 121 horas e 02 minutos.

Alimentos que mais pesaram no valor da cesta básica

Em novembro, o preço da batata aumentou em nove das 10 cidades da região Centro-Sul, onde o tubérculo é pesquisado. As altas mais expressivas foram registradas em Belo Horizonte (16,75%), Florianópolis (13,97%), São Paulo (13,13%) e Porto Alegre (11,92%). Em 12 meses, todas as cidades apresentaram taxas positivas, com destaque para Belo Horizonte (55,41%), São Paulo (44,11%) e Florianópolis (35,40%).

O preço do tomate aumentou em 13 das 17 capitais, com taxas que oscilaram entre 3,85%, em Natal, e 27,86%, em Belo Horizonte. Houve diminuição de preço em algumas cidades do Nordeste, como Aracaju (-7,96%), Salvador (-3,85%), João Pessoa (-2,28%) e Recife (-0,94%). Em 12 meses, 14 cidades tiveram redução do preço do fruto, com destaque para Natal (-33,93%), Fortaleza (-29,45%) e Aracaju (-29,04%).

O preço do leite integral diminuiu em todas as capitais. As reduções oscilaram entre -9,94%, em Natal, e -0,34%, em Campo Grande. Em 12 meses, o valor médio do leite acumulou alta em todas as cidades, com taxas entre 24,42%, em Belém, e 43,25%, em Recife.

A cotação do café em pó diminuiu em 15 das 17 cidades. As quedas oscilaram entre -1,84%, em Porto Alegre, e -0,16%, em Campo Grande. Em Natal (0,20%) e Belém (0,28%), houve elevação nos preços. Em 12 meses, o valor do produto subiu em todas as capitais, com destaque para Recife (51,07%) e São Paulo (40,13%).

Comparação anual do preço da cesta básica

A comparação dos valores da cesta, entre novembro de 2022 e novembro de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 5,06%, em Recife, e 16,54%, em Belo Horizonte. Em 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades, com destaque para as variações acumuladas em Goiânia (15,45%), Campo Grande (15,15%), Brasília (14,58%), Belo Horizonte (14,58%) e Porto Alegre (14,44%). Em Recife, foi registrada a menor variação, de 3,56%.

Confira aqui a integra da pesquisa da cesta básica de novembro/2022

 


Alta da cesta básica é generalizada e alimentos ficam mais caros em 12 capitais

Está cada vez mais difícil a população de baixa renda comprar o mínimo necessário para a sua subsistência com a alta generalizada dos preços dos itens que compõem a cesta básica no país. Segundo a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta segunda-feira (7), o valor da cesta básica subiu em outubro, em 12 capitais das 17 pesquisadas pelo instituto.

O trabalhador remunerado pelo salário mínimo (R$ 1.212) comprometeu 58,78% da renda líquida para comprar os alimentos básicos – o percentual cresceu tanto na comparação mensal (58,18%) como na anual (58,35%).

Os maiores vilões da alta foram o preço da batata que subiu em todas as cidades da região Centro-Sul, onde é pesquisada. Já o do tomate aumentou em 13 das 17 capitais. O pão francês teve alta em 12, enquanto o leite integral caiu em todas.

Variações nas capitais

No mês passado, as principais elevações foram registradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em Porto Alegre, capital gaúcha, a cesta subiu (3,34%), seguida por Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%) e Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%).

Já as reduções ocorreram em cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João Pessoa (-0,49%).

De janeiro a outubro, o menor aumento foi em Recife com variação de 4,89% e o maior aumento foi em Campo Grande (MS) com 14,39%. No acumulado em 12 meses, de 5,48% (Vitória) a 15,38% (Salvador). O menor valor da cesta foi levantado em Aracaju (R$ 515,51).

Salário mínimo

O Dieese calcula o valor do salário mínimo necessário a partir do maior preço da cesta básica que em outubro ficou com Porto Alegre (R$ 768,82). Assim o instituto calculou em R$ 6.458,86 o salário mínimo para as despesas básicas de uma família com quatro integrantes.

O valor corresponde a 5,33 vezes o piso nacional (R$ 1.212). Essa proporção era de 5,20 vezes em setembro e 5,35 há um ano. Assim, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica subiu para 119 horas e 37 minutos, segundo o Dieese.

 


Guedes planeja proposta que desvincula reajuste do salário mínimo pela inflação

O ministro Paulo Guedes planeja enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional, caso Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito, que prevê salário mínimo e benefícios previdenciários, como a aposentadoria e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), sem correção pela inflação do ano anterior.

Atualmente, os benefícios são corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, o que garante a estabilidade do salário em relação ao aumento de preços para famílias que ganham até cinco salários mínimos.

Segundo o plano de governo de Guedes, que contém a proposta e ao qual o jornal Folha de S. Paulo teve acesso, o piso será calculado a partir da “expectativa de inflação e é corrigido, no mínimo, pela meta de inflação". Com isso, o governo pode corrigir os benefícios abaixo da inflação, diminuindo o poder de compra da população mais pobre.

O governo ainda estuda a utilização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que costuma ser menor do que o INPC, para medir as correções.

A despeito da Constituição Federal que garante a correção pela inflação, o governo federal enviou a proposta orçamentária de 2023 para o Congresso Nacional sem reajuste além da inflação pelo quarto ano consecutivo.

 


600 mil indústrias fecharam em 4 meses, mas governo diz que economia está bombando

A medida eleitoreira de reduzir os preços dos combustíveis pelo menos até 2 de outubro, segurou a escalada a inflação, apesar de não ter derrubado os preços dos alimentos, mas isso não significa que a economia está “bombando”, como vêm dizendo membros do governo de Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

E são as estatísticas oficiais que provam que o governo não está falando a verdade, segundo análises de especialistas da área econômica.

Se por um lado, o nível de emprego sobe, por outro lado, a maioria é sem carteira assinada e os salários estão cada vez mais baixos; as famílias estão cada vez mais endividadas e as grandes empresas e indústrias capazes de gerar bons empregos, com direitos, estão fechando e as multinacionais estão saindo do Brasil.

Os dados do Ministério da Economia apontam uma onda de redução no número de aberturas de empresas e avanço nos casos de fechamento neste ano. Entre maio e agosto, mais de 600 mil empresas foram fechadas. O volume de empresas fechadas é cerca de 10% maior do que o registrado no quadrimestre anterior e quase 25% superior ao patamar do mesmo período no ano passado.

O movimento já vinha acontecendo desde 2020, ano em que perdemos 2.865 indústrias, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em julho passado.

A fragilidade da economia do país também pode ser constatada pelo número de empresas abertas por microempreendedores individuais, em 2021.  Do total de 2.016.481 milhões de empresas abertas no país 78,48% foram MEIs.  Ou seja, nos últimos três anos, a economia vem cambaleando e sem perspectiva de ajudar a melhorar a vida dos brasileiros.

O economista da Unicamp, Marcio Pochmann, explica que o problema do Brasil atualmente é o fim de uma política industrial que havia sido incrementada nos últimos anos, mas o atual governo optou pelo agronegócio e pelas exportações. Ele conta que as exportações e importações equivaleram a quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB).

“É uma economia voltada para a exportação e o mercado de consumo interno é voltado para bens de consumo não duráveis; o restante vem por importação”, diz o economista.

O que acontece, prossegue, é que de um lado já estamos há um bom tempo sem crescimento; a economia vive um quadro de estagnação com inflação alta e, o governo estimula o consumo por meio por programas sociais.

E dada a dimensão da pobreza, acrescenta o economista, esses recursos vão para bens de consumo não duráveis como alimentação, vestuário, calçado, aluguel, pagar dívidas. ”Essas iniciativas são artificiais, de não consumo de bens duráveis, como automóveis, casas, produtos com valores maior do que o salários”, diz o professor.

“Na verdade, os pobres são intermediários por receber essa transferência de renda, que é positiva, mas transfere para quem tem poder de mercado por causa da inflação como os bancos, quando estão endividados”, afirma Pochmann.

Desindustrialização é opção de governo

A exportação de produtos primários perdura no Brasil por mais de quatro séculos e a desindustrialização é a ponta do iceberg da instabilidade econômica do país; com a desestruturação do sistema produtivo, que era complexo, diversificado e integrado que praticamente não se produz mais aqui, analisa o economista.

“O Brasil está se especializando em exportar serviços primários.  A nossa competitividade está dada pelo baixo custo do trabalho e abundância dos recursos naturais, não é tecnológico. Desde 1990, fomos perdendo capacidade de competir no exterior, por juros altos e a própria valorização cambial”, diz.

Baixos salários impedem consumo de bens duráveis

O economista acredita que o Brasil fez uma escolha na divisão internacional do trabalho; optou por uma economia de baixos salários com, inclusive, com o governo atual acabando com a Política de Valorização do Salário Mínimo, que durante os governos do PT foi reajustado acima da inflação, com ganho real de 74,33%. Para Pochmann, a reforma Trabalhista, em 2017, de certa maneira consolidou, legalizou o que já estava em curso, após o golpe em 2016.

“Com salários mais altos, é possível melhorar o bem estar da população de baixa renda, permitindo que  empresas grandes não fechem por não ter demanda na produção”, diz Pochmann.

O economista também credita à reforma da Previdência, aprovada em 2019 na gestão Bolsonaro, a impossibilidade de que os ocupados de hoje se aposentem, e a própria lei geral de terceirização, outro legado do golpe, liberou a selvageria no mercado, derrubando ainda mais o poder de compra das famílias e, portanto, a capacidade de consumo de bens duráveis.

Para um futuro com maior industrialização, melhores salários e retomada da economia, o economista diz que sua velocidade se dará pela capacidade política de colocar essas ações em movimento.

“Pode demorar mais porque essa situação favorece alguns setores, como o agronegócio e o mercado financeiro e até do exterior. Por isso, é preciso a construção de uma maioria política que defenda o crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do emprego”, conclui.

Confira as indústrias e empresas estrangeiras que deixaram o país

Montadoras

Desde 2019, pelo menos 13 multinacionais de diversos setores deixaram o Brasil. Há três anos, a montadora Ford anunciou o encerramento de suas atividades na unidade de São Bernardo do Campo (SP). Um ano depois, foi a vez dos funcionários de Taubaté (140 km de SP) receberem a notícia do fim das atividades e, em 2021, a montadora anunciou o encerramento de sua produção no Brasil. O fechamento das fábricas resultou na perda de aproximadamente 5 mil empregos diretos.

Neste ano, em maio, a Caoa Chery decidiu limitar suas atividades em Jacareí (80 km de SP) e fechar a fábrica de forma temporária para fazer alterações. Cerca de 600 funcionários foram demitidos. A unidade será remodelada.

Em dezembro de 2020, a Mercedes-Benz anunciou o fechamento da única unidade da marca no Brasil voltada à produção de automóveis leves. A fábrica, localizada em Limeira (SP) contava com 370 funcionários. No último dia 6 deste mês de setembro, a montadora alemã anunciou o fechamento de 3.600 vagas de trabalho entre empregos direitos e indiretos na sua planta de São Bernardo do Campo.

Eletroeletrônicos

Em março de 2021, a Sony confirmou o encerramento de suas atividades comerciais no Brasil. Em setembro de 2020, a companhia japonesa de eletrônicos já havia anunciado o fechamento da sua única fábrica brasileira localizada em Manaus (AM).

Medicamentos

Em 2019, a fabricante de medicamentos suíça Roche anunciou encerramento da produção de remédios no Brasil, além de fechar a fábrica que possui no Rio de Janeiro. Segundo a empresa, as atividades devem ser encerradas em quatro ou cinco anos.

A também farmacêutica norte-americana Eli Lily deixou o Brasil em 2020 e transferiu a produção para Porto Rico.

Outras empresas que saíram do país, mas não são indústrias

Vestuário

Em janeiro, a Forever 21 fechou 11 lojas no Brasil em meio à recuperação judicial nos EUA.

Também anunciou a sua saída do Brasil ,em janeiro deste ano, a marca francesa de fast fashion Kiabi.

Aplicativos

A empresa de aplicativos espanhola Glovo encerrou suas atividades no Brasil em 2019, um ano após chegar ao País.

Alimentação

Walmart – a maior varejista do mundo vendeu 80% de sua operação brasileira a um fundo de investimentos;

A cadeia de restaurantes americana Wendy’s fechou duas unidades no Brasil em 2019, mas não informou o motivo dessa decisão.

A rede Hooters, também encerrou suas atividades em março de 2019.

Também deixaram o Brasil as empresas internacionais de diversos segmentos Nike, Fnac, Nikon, Brasil Kirin, Häagen-dazs, RR Donnelley, Lush Cosméticos e Kiehl’s.

 


No ar o episódio #48 do MEGAFONE

No episódio #48 do MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP  vai falar sobre a defasagem do salário mínimo no Brasil, vai abordar sobre a falta de servidores públicos no INSS e a mobilização da categoria pelo reajuste salarial. Fique sintonizado com a gente!

Para ouvir clique aqui.

O programa também está disponível no Spotify: clique aqui para ouvir.

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No Podcasts do Google: clique aqui para ouvir episódio do MEGAFONE pelo RadioPublic: clique aqui para ouvir. Continue sintonizado no MEGAFONE, o canal de Podcast do SINSSP!

ATENÇÃO: você pode ouvir o episódio #48 do MEGAFONE pelos links acima, direto nas plataformas de streaming. Se a plataforma escolhida solicitar login, efetue o seu cadastro escolhendo logar pelo Facebook, Google ou e-mail e pronto, sua conta está criada, é fácil! Depois, só localizar o MEGAFONE, seguir o canal e ouvir os episódios.

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Salário Mínimo – valor despenca no Brasil

A definição de salário mínimo corresponde ao valor mensal mais baixo que um empregador deve pagar ao trabalhador pelo tempo e dedicação realizado no serviço que desempenha. Também deve ser o menor valor cobrado pelo funcionário na hora de vender a sua mão de obra.

O planejamento econômico de cada país adota o percentual que o salário mínimo deve alcançar e isso pode ser uma ferramenta de política social para a diminuição da pobreza e da desigualdade. Porém, para que essa ferramenta funcione é preciso que os governos, de fato, pensem na realidade de vida da sua nação.

Analisando o atual cenário político que o Brasil está enfrentando, de um governo negacionista e que defende os mais ricos em detrimento dos mais pobres, como pode ser visto nas estatísticas o aumento acelerado do desemprego e da miséria no país, essa ferramenta de política social está longe de ser vista por aqui.

Um levantamento realizado pela CNN mostrou o piso do valor do salário mínimo pago nos principais países da América Latina. Considerando os países que fixam o pagamento mensal da quantia, quem paga o maior valor é o Panamá com média equivalente a US$ 625, a menor quantia paga está na Venezuela, onde equivale a US$ 1,74. Segundo o levantamento, o México e vizinhos da América Central utilizam o piso para definição dos valores diários e não mensais.

Cabe lembrar que os dados levam em conta a conversão da moeda local para o dólar no que se refere ao pagamento do salário mínimo, o poder de compra em relação aos custos de cada país não foram analisados.

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking do pagamento dos menores valores pagos entre os vizinhos da América do Sul, depois da Venezuela apenas. O valor do salário mínimo pago em dólares equivale a US$ 213,17 mensais. Dessa lista, segue a Argentina que paga US$ 298,03, o Chile com valor que varia de US$ 282,56 a US$ 438,36, Paraguai com US$ 330,81 e Bolívia que paga US$ 313,96.

Aqui no Brasil a situação chega ao patamar mais crítico e existem trabalhadores que ganham abaixo do mínimo estipulado pelo governo. Usando como exemplo o INSS, que é uma realidade mais próxima do SINSSP, os servidores do órgão fazem parte da ÚNICA categoria dentro do funcionalismo público federal que está recebendo o “salário-base” abaixo do salário-mínimo. Esses trabalhadores estão com os salários achatados e congelados, sem contar que estão há cinco anos sem reposição salarial. Situação que se torna crítica, pois além do congelamento dos salários dos servidores, houveram aumentos das alíquotas de contribuição previdenciária e reajustes no plano de saúde da GEAP, deixando o rendimento desses trabalhadores ainda menores.

De acordo com a análise, os países que sofreram altas desvalorizações da moeda frente ao dólar, e às outras, veem o seu salário mínimo perder posição na comparação da moeda internacional, como aconteceu com o Brasil em 2021.

O cenário brasileiro precisa mudar, mas para isso cada brasileiro precisa estudar e refletir em quem irá depositar a sua confiança na hora de votar, para não desperdiçar o seu voto e as chances de recuperação econômica.

O Brasil precisa se recuperar e voltar a ser uma nação de respeito, com a visibilidade e o poder econômico que teve no passado recente.

Pense nisso!

 


Campanha contra a carestia: preço da cesta básica sobe em todo o país e custa quase 60% de um salário mínimo

Em alta constante, o custo médio da cesta básica, em novembro, aumentou em nove de 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. No ano, o aumento foi generalizado, chegando a até 18%, bem acima da inflação oficial, na casa dos 10%. De acordo com o instituto, o trabalhador que ganha salário mínimo compromete quase 60% de sua renda líquida para comprar uma cesta.

As maiores altas no mês passado foram apuradas em capitais do Norte-Nordeste, com destaque para Recife (8,13%), Salvador (3,76%) e João Pessoa (3,62%), além de Natal, Fortaleza, Belém e Aracaju. Também houve aumento em Florianópolis e Goiânia. Entre as quedas, as principais ocorreram em Brasília (-1,88%), Campo Grande (-1,26%) e Rio de Janeiro (-1,22%).

Mínimo x cesta

De janeiro a novembro, todas as capitais pesquisadas têm alta, variando de 4,44% (Aracaju) a 18,25% (Curitiba). Em São Paulo, o aumento foi de 9,63%. Já no acumulado em 12 meses os preços também têm elevação em todas as cidades: de 3,65% (Salvador) a 16,75% (novamente Curitiba).

A cesta de menor valor foi a de Aracaju (R$ 473,26). E a mais cara, a de Florianópolis (R$ 710,53). Com base nessa, o Dieese estimou em R$ 5.969,17 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família em novembro. Esse valor corresponde a 5,42 vezes o piso nacional (R$ 1.100). A proporção era de 5,35 no mês anterior.

Renda mais curta

Segundo o Dieese, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica subiu mais de uma hora em relação ao mês anterior, para 119 horas e 58 minutos. E o trabalhador que ganha mínimo comprometeu 58,95% da renda líquida (descontada a Previdência) com os itens básicos. Mais uma vez, houve aumento em comparação com outubro (58,35%).

O preço do quilo do café em pó subiu em todas as capitais, chegando a 23,63% em Recife, a 11,94% em Florianópolis e a 11,39% no Rio. O preço do açúcar aumentou em 16 cidades, com estabilidade em Belo Horizonte. Já os preços do feijão e do arroz agulhinha diminuíram em novembro.