Nota de repúdio: em defesa dos servidores do INSS
O SINSSP-BR vem em nota repudiar veementemente a declaração do deputado federal Paulo Pimenta (PT), ao afirmar que o problema do atendimento não estaria na falta de servidores, mas na suposta recusa de parte da categoria em cumprir jornada presencial.
A fala do deputado, reproduzida pela colunista Rosane de Oliveira, no Boca no Trombone do portal Zero Hora/GZH e Portal Terra, desconsidera a realidade enfrentada diariamente pelos trabalhadores do INSS que seguem atuando sob forte sobrecarga, metas elevadas e problemas de gestão.
Os servidores desempenham atividades que envolvem uma legislação complexa e sistemas ineficientes, o que demanda um esforço considerável para alcançá-las, frequentemente exigindo bem mais que as 8 horas diárias de trabalho.
Os servidores em regime de teletrabalho são responsáveis pela análise de benefícios e atuam com metas 30% superiores às do trabalho presencial. Além disso, custeiam integralmente a própria estrutura de trabalho e desempenham suas atividades em condições frequentemente prejudicadas pela instabilidade e pelo funcionamento precário dos sistemas.
Cabe destacar que muitas agências não dispõem atualmente de estrutura adequada para receber os servidores. Em diversas unidades, reformas realizadas nos últimos anos resultaram na redução do número de guichês e dos espaços destinados ao atendimento, o que limita a capacidade de acomodação e de organização do trabalho presencial. Soma-se a isso o fato de que parte dos equipamentos de informática e da infraestrutura de internet encontra-se defasada, o que compromete o desempenho dos sistemas e dificulta a análise dos processos.
Declarações como essa apenas aprofundam a desvalorização do serviço público e ignoram o esforço real de uma categoria que segue trabalhando além dos limites para assegurar direitos da população brasileira.
Valorizar os servidores é condição essencial para reduzir filas, melhorar o atendimento e fortalecer o INSS — o caminho oposto ao da desinformação e da culpabilização de quem está na linha de frente.
O SINSSP-BR encaminhou pedido de direito de resposta aos veículos que reproduziram a fala do deputado para que a mídia e a população tenham acesso a verdade dos fatos e saibam da realidade a que os servidores do INSS enfrentam diariamente.
O Sindicato também oficiou o deputado pedindo uma audiência com o objetivo de obter direito de resposta e defender os Servidores da Carreira do Seguro Social, apresentando a realidade factual das condições de trabalho e os desafios enfrentados pelos servidores, esclarecer os pontos que possam induzir a sociedade ao erro sobre a eficiência e o compromisso da categoria e solicitar que a comunicação do Governo Federal seja fidedigna à realidade previdenciária, protegendo a imagem dos servidores públicos federais.
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O buraco da Previdência Social
Desde o golpe de 2016 que o INSS está sobre forte ataque de políticos conservadores e interessados no desmonte da máquina pública. Mas a quem interessa o fim ou a precarização do INSS?
Não é de hoje que o INSS vem sofrendo duros ataques, de 2016 pra cá, houve um grande desmonte da máquina pública e o INSS não ficou de fora dessa destruição, nesses últimos anos o processo de desmonte só se acentuou, chegando na situação atual.
A falta de servidores, sistemas corporativos com grande instabilidade e inoperância, falta de atendimento presencial a população, agências fechadas, demora e represamento nas concessões de benefícios e nos demais requerimentos dos segurados, o que não faltam são problemas. Mas o que está sendo feito para solucionar tais questões?
Por enquanto a sensação é de que não se está fazendo nada para solucionar os problemas, os servidores têm trabalhado muito, nos horários mais esdrúxulos para ver se conseguem atingir as metas (impossíveis), mas mesmo assim, não tem sido fácil, os sistemas ficam inoperantes na maior parte do dia e até a noite, nem de madrugada tem funcionado.
E o que a direção do INSS tem feito? Muito pouco ou quase nada, nem os abatimentos das metas têm sido compatíveis com as indisponibilidades dos sistemas, todos os sistemas apresentam alguma alteração no funcionamento, nada escapa: GET, CNIS, SAT, PMF, SIBE-PU, etc.
Alguma coisa de muito errada está acontecendo e não vemos ninguém da direção do INSS se responsabilizando por essas falhas e desacertos.
Com a chegada de um novo governo em 2023, a esperança era de que houvesse uma mudança no direcionamento do órgão e que se abriria um novo olhar, tanto para servidores, quanto para os segurados e a sociedade brasileira em geral. Porém infelizmente, até o momento, não se consegue perceber mudanças no INSS, que continua deixando a sociedade descontente e desassistida.
O novo presidente do INSS e seus assessores parece que ainda guardam resquícios do governo anterior e/ou sabotam a atual gestão, pois os problemas no órgão só aumentam, nos últimos dias os sistemas praticamente não funcionaram, o que tem gerado muita insatisfação e apreensão entre os servidores.
Pelos corredores do INSS o que se comenta é que há uma sabotagem em curso, para minar o governo Lula perante a sociedade, como o INSS ainda possui grande capilaridade e atende milhões de brasileiros, uma inoperância generalizada só serviria para desfazer a boa imagem de Lula perante os servidores e perante a população mais necessitada.
Os problemas só aumentaram desde o início de janeiro, os servidores têm presenciado diariamente a dificuldade em trabalhar, por falta equipamentos, falta de sistemas, ou pela instabilidade deles.
O SINSSP está de olho nisso tudo e pronto para denunciar maus gestores e quem prejudica os servidores e a população.
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