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INSS programa voltar o atendimento presencial mesmo que o estado de São Paulo não tenha atingido o achatamento da curva de transmissão. SINSSP enviou ofício ao presidente do Instituto questionando essa medida.

A Covid-19 nem chegou perto de atingir o achatamento da curva no estado de São Paulo e mesmo assim o governador João Dória (PSDB) anunciou a flexibilização da quarentena adotando o Plano São Paulo com abertura gradual por fases.

O prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), colocou a cidade na fase 2 (amarela) e autorizou a abertura de comércios e escritórios já a partir dessa quarta-feira (10) e de shoppings nessa quinta-feira (11). Outras cidades que tinham aderido à flexibilização tiveram que retornar para a fase 1 (vermelha) onde apenas os serviços emergenciais podem funcionar, como é o caso de Barretos, Ribeirão Preto e Presidente Prudente.

Diferente de outras medidas adotadas por países que optaram pela flexibilização quando as curvas de novos casos e de óbitos começavam a descer, o estado paulista não tomou o mesmo cuidado e levou em consideração a redução da taxa de ocupação de leitos das UTIs (Unidades de Terapias Intensivas) para o tratamento da Covid-19 ao invés de aguardar o achatamento da curva para flexibilizar o isolamento social.

O epicentro da doença que antes estava concentrada na capital agora caminha para o interior de São Paulo e justamente hoje o estado bateu o recorde de mortes confirmadas por coronavírus nas últimas 24 horas totalizando 340 óbitos, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, divulgadas nessa tarde, atingindo o maior índice desde o início da pandemia.

Diante dos fatos, circulam nas redes sociais a informação de que o atendimento presencial nas agências do INSS está programado para retornar no próximo dia 22. Por esse motivo, o SINSSP enviou um ofício ao Presidente do INSS, Sr. Leonardo Rolim, questionando tal medida.

Dentre os pontos levantados, o sindicato questiona as medidas que o Instituto vai tomar para proteger os servidores, estagiários e trabalhadores terceirizados, como por exemplo, os EPI’s (equipamento de proteção individual): máscara, álcool em gel para cada mesa, limpeza e desinfecção do ambiente de trabalho, distanciamento entre mesas de atendimento e ao público, etc.

Tendo em vista que o trabalho remoto contribuiu para a diminuição da fila virtual, o sindicato avalia que o INSS deveria levar em consideração o aumento da produtividade nesse período e manter essa condição de trabalho enquanto durar a pandemia.

A preocupação do SINSSP está em resguardar a vida dos servidores e da população.

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Fonte: Imprensa SINSSP