Sindicatos da CUT-SP intensificam mobilizações para a greve geral
Ações serão realizadas nos próximos dias; paralisação é resposta dos trabalhadores contra a reforma da Previdência.

Foto: SECOM CUT-SP

 

Reunidos nesta quarta, 22 de maio, os dirigentes dos sindicatos da base da CUT-SP indicaram que passarão a intensificar a mobilização de suas entidades para a greve geral contra a reforma da Previdência, que irá ocorrer no dia 14 de junho.

Na reunião desta quarta, participaram representantes dos transportes, metalúrgicos, bancários, químicos, educação, servidores públicos, saúde e seguridade social, vestuários, vidreiros, gasistas, eletricitários, comerciários, petroleiros, entre outros, de várias regiões do estado.

A greve geral é uma convocação de todas as centrais sindicais do país devido à ameaça do governo Jair Bolsonaro (PSL) de fazer uma reforma nas regras da Previdência Social que, se aprovada pelo Congresso Nacional, irá dificultar a aposentadoria dos brasileiros.

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, reforçou a importância de manter as ruas com o clima de paralisação, aproveitando a demonstração de luta dos trabalhadores no 1º de Maio e na greve da educação no 15 de Maio. "Agora é o momento de intensificar a mobilização, com assembleias, diálogos nas portas de fábrica e panfletagens, inclusive, para convocar a população que não está organizada em sindicatos. O governo precisa entender que essa reforma é nociva e rechaçada pela classe trabalhadora", afirmou.

Abaixo-assinado

A CUT-SP também participará da semana nacional de coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência promovida pelas centrais, de 27 a 31 de maio. A entidade também usará no diálogo com a população a ferramenta Aposentômetro, feita pelo Dieese, que calcula quantos anos mais cada pessoa precisará trabalhar com a aprovação da reforma. Os sindicatos que já estão coletando as assinaturas devem deixá-los na CUT-SP até o dia 5 de junho.

Já no dia 30, data da nova manifestação dos estudantes e trabalhadores na educação, a CUT-SP e os sindicatos também estarão nas ruas em defesa da educação.

Na agenda dos sindicatos também constam a realização de audiências públicas para debater a reforma da Previdência e a divulgação do site Na Pressão, ferramenta que permite enviar mensagem aos deputados federais e senadores para que se posicionem contra a reforma. Nesta semana, também haverá uma reunião da Rede de Comunicadores da CUT-SP, que reúne secretários, jornalistas e assessores que atuam nos canais de comunicações dos sindicatos, para definirem uma estratégia para os próximos dias.

Fonte:Rafael Silva/CUT São Paulo

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