Reunião do DGPA demonstra estratégia do INSS e pautas ficam sem respostas
O SINSSP e as demais entidades filiadas à CNTSS se reuniram na tarde dessa quinta-feira (16), com Diretor de Gestão de Pessoas e Administração do INSS para discutir as pautas que envolvem o GT de pontos, o banco de horas, o programa de gestão e a aferição das Metas da GDASS.

O SINSSP e as demais entidades filiadas à CNTSS se reuniram na tarde dessa quinta-feira (16), com o Diretor de Gestão de Pessoas do INSS, Dr. Helder, para discutir as pautas que envolvem o GT de pontos, o banco de horas e o programa de gestão.

Essa iniciativa é resultado da última audiência com o presidente do INSS, Leonardo Rolim, no dia 10/07, que culminou numa agenda com uma série de reuniões e essa é uma delas.

As entidades representativas dos servidores ressaltaram a importância da criação do GT de pontuação, que nasceu por um movimento muito forte da categoria e que precisa ser reativado. A proposta da CNTSS e dos sindicatos filiados é que o servidor possa usar o banco de pontos no mês subsequente.

A Portaria 689, de 17 de junho, como outras criadas, foram feitas de forma unilateral, sem ouvir as sugestões dos servidores por meio da representatividade das entidades sindicais. Por isso, nesta reunião de hoje, os representantes das entidades solicitaram a reativação do debate sobre a pontuação para dar voz à categoria.

O projeto de banco de pontos que nada mais é que um banco de horas excedentes, segundo o Diretor de Gestão de Pessoas , está em debate na DIRAT. Apesar de o Presidente do INSS ter se comprometido com a criação do banco de pontos excedentes, há mais de 1 mês, inclusive informando na última reunião que o projeto já estava pronto.

O fato é que o INSS não só não apresentou NADA como também não levou a demanda para nenhum debate interno com as esferas do governo, ao contrário, utilizou de sua velha tática de ficar enrolando. Este assunto passa necessariamente pelo Ministério da Economia, uma vez que o serviço público federal nunca regulamentou o banco de horas.

Outro ponto discutido foi o projeto de gestão de atendimento, para os servidores que atuam no atendimento ao público, afinal com a redução do atendimento nas agências do INSS e com a possibilidade do fim do REAT como ficará a jornada de trabalho desses servidores? Esse é o novo problema que o INSS terá que resolver e mais uma nova batalha da categoria.

As entidades também fizeram duras críticas ao modelo de Teletrabalho e os critérios da avaliação de Desempenho que o INSS adotou usando como métrica o indicador de produtividade tanto para os optantes do teletrabalho como para o pagamento da parcela institucional da GDASS.

Esse modelo adotado pelo INSS é uma verdadeira afronta, além do servidor custear a máquina pública, ainda é “premiado” com metas abusivas de produtividade acarretando a superexploração e adoecimento dos servidores.  Quanto a GDASS, eles estão desvirtuando totalmente o significado de avaliação de desempenho como também afrontando a Lei da carreira do Seguro e seu Decreto regulamentador.

 A CNTSS também cobrou solução imediata sobre a Perícia Médica do servidor onde muitos funcionários do INSS que querem fazer remoção por motivo de saúde na família, por exemplo,  estão sendo prejudicados pelo Instituto pela sua inércia, beirando a desídia, pois desde o governo Temer persiste este problema tendo em vista o fim do SIASS no órgão.

A Confederação e os sindicatos filiados reafirmam a sua posição de não serem contra o teletrabalho, principalmente em tempos de pandemia, onde o home office é essencial para garantir a segurança e a vida dos servidores, mas é preciso criar um GT para discutir o Programa de Gestão , teletrabalho, envolvendo todas as áreas do INSS, área meio e área fim,  mensuração que tenha foco nos objetivos estratégicos da Instituição, Resultado e na qualidade da entrega dos serviços à sociedade e não no controle.

Chegou a hora da categoria acordar e dar uma basta na enrolação do INSS

Nem Governo Bolsonaro e nem o INSS tem moral para cobrar qualquer produtividade, pois os servidores já estão há 3 anos com salário congelado, sendo chamados de parasitas, com uma bomba no bolso e ainda com a Precarização da Carreira do Seguro Social a todo vapor.

Foi agendada uma nova reunião, na próxima quinta-feira (23), para que o INSS traga respostas para as questões levantadas hoje.

A avaliação dos representantes dos 10 sindicatos da base da CNTSS que estavam nesta reunião, entre eles os SINSSP, é a que chegou o momento da categoria se preparar para Mobilização permanente, pois o pior ainda está por vir.

O INSS esconde o jogo e adota um mix de “canto da sereia” com enrolação e com a finalidade de implantar um projeto devastador alinhado totalmente às diretrizes do Estado ultraliberal de Paulo Guedes e Jair Messias Bolsonaro.

A categoria precisa Acordar, A Luta é árdua, mas necessária.

O SINSSP orienta: Vamos Nos Mobilizar!

Fonte: Imprensa SINSSP

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