Nova estrutura do INSS: quem vai pagar a conta?
O INSS Digital não deveria ser um bicho de sete cabeças dentro do Instituto. As agências estão com poucos servidores para o atendimento e uma demanda gigantesca e isso está gerando um desgaste muito grande entre os trabalhadores.

 

Por Imprensa SINSSP

A nova estrutura desenhada para o INSS também dificulta a vida do trabalhador da Casa, sem falar da Reforma Administrativa, uma proposta do Ministro Paulo Guedes para enxugar a máquina pública reduzindo a jornada de trabalho, os salários e o projeto de demissão de servidores.

A bomba não vai cair somente no colo dos servidores da ponta ou da área meio, os gerentes também vão sofrer as consequências da Reforma Administrativa e dessa nova estruturação do órgão. O SINSSP recebeu uma informação não oficial de que a nova estrutura do INSS vai extinguir alguns cargos de gerentes executivos deixando apenas 25% a 30% das GEX’s existentes hoje.

Na reunião com os Gerentes Executivos e com o Superintendente ocorrida na última quarta-feira (30), o sindicato não quis chamar a atenção para o enxugamento estrutural, porém, sobre o fechamento de cerca de 500 APS’s ele deixou claro que o seu posicionamento vai ser contra, pois as agências são o acesso do segurado para sanar as suas dúvidas ou requerer algo.

Na ocasião, o objetivo maior do SINSSP foi o de trazer o peso que eles têm dentro da Casa para agregar no combate a esses desmontes que estão ocorrendo dentro da previdência social.

Embora muitos desses servidores não tenham simpatia pelas entidades sindicais, o momento é de unificar forças e somar aliados para fazer o enfrentamento e o papel do sindicato é o de fazer valer o direito do trabalhador e discutir com o governo certas questões, como a falta de aumento de salário, por exemplo. A pressão interna vai contribuir para mudar alguns caminhos para que os servidores não sejam prejudicados.

Além desse problema, o servidor do INSS ainda enfrenta a estruturação tecnológica e ao contrário do que muitos pensam o SINSSP não é contra a tecnologia, porém é preciso avaliar os benefícios versus os riscos que essa estruturação afetará o servidor e a partir daí brigar pelo que possa prejudicá-lo.

Exigir que o processo de informatização seja muito bem estruturado para não prejudicar o servidor e nem o seu bolso não significa que o sindicato é contra a modernização. O sistema precisa estar com todas as suas funções funcionando direito, sem falhas, mas o que ocorre na prática é exatamente o contrário, pois praticamente todos os dias têm um sistema que não funciona e dessa forma o servidor não vai conseguir bater a meta exigida pela direção do INSS.

O INSS Digital não deveria ser um bicho de sete cabeças dentro do Instituto. As agências estão com poucos servidores para o atendimento e uma demanda gigantesca e isso está gerando um desgaste muito grande entre os trabalhadores.

“Os cargos são passageiros, porém a condição de ser servidor público não é passageiro, isso independe se ele é do sindicato, ou do atendimento, ou supervisor, ou gerente esse espirito de corpo que o sindicato vem trazer, dessa necessidade de um diálogo com quem está na gestão do que está acontecendo não é do INSS, está acontecendo em todo o estado brasileiro, esse processo de digitalização do INSS não é próprio do Instituto, ele também ocorre na Caixa Econômica Federal, nos Correios, na Petrobras, por exemplo, está acontecendo em tudo, a informática vai otimizar e vai eliminar uma mão de obra que se faz necessária e o INSS está dentro desse contexto” , avaliou Vilma Ramos, membro do SINSSP.

Sendo assim, a mensagem do sindicato é de que é preciso unir todas as forças para defender o serviço público contra todos os ataques que estão ocorrendo na seguridade social e que o gerente continua sendo servidor independente do cargo que ocupa.

O caminho não é ser contra a tecnologia, mas o serviço público precisa ser mantido. Nesta linha é preciso atender a população e não deixar que destruam a carreira do seguro social.

A luta deve continuar!

Fonte:*

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