CUT-SP repudia tentativa de Doria de confiscar salário dos servidores
Entidade manifesta apoio e solidariedade à greve dos trabalhadores, que segue até o dia 15.

A CUT-SP manifesta firme repúdio ao prefeito João Doria (PSDB), que tenta impor mudanças na Previdência dos servidores municipais. O projeto, encaminhado a toque de caixa e sem diálogo, representa um severo ataque aos trabalhadores. 

Conhecido como PL do Extermínio, o projeto de lei 621/2016 havia sido enterrado devido à forte mobilização dos servidores. No entanto, no fim de 2017, Doria resolveu reapresentar a proposta na Câmara Municipal e incluiu um aditivo que prevê aumento na contribuição dos trabalhadores, de 11% para até 19%. Um verdadeiro confisco na folha de pagamento. Além disso, o PL irá privatizar parte da Previdência do funcionalismo, com a criação da Sampaprev.

Para o funcionalismo público, que sobrevive sem valorização salarial - o último reajuste dos servidores foi de inacreditáveis 0,01%, a renda mensal ficará ainda mais comprometida com o aumento da contribuição.

A expectativa do tucano é ter o projeto votado até 31 de março, conforme reuniões da das Comissões de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) e de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal.

Com índices de reprovação cada vez mais altos, Doria atropela processos e ritos necessários da administração pública para entregar toda a gestão e patrimônio à iniciativa privada, numa relação na qual o prefeito apresenta pouca transparência. Para piorar, como tem ventilado a mídia comercial, João Doria pretende, no próximo mês, abandonar o cargo para concorrer ao governo estadual, não concluindo seu mandato.

Diante desse cenário de retrocesso, alinhada à agenda de destruição dos direitos do governo golpista de Michel Temer (MDB), as categorias atingidas decidiram continuar a greve até o dia 15, próxima quinta-feira. Na data, a Câmara Municipal realiza audiência pública para debater o PL com representantes do Legislativo, do Executivo, dos trabalhadores e da sociedade civil.

A CUT-SP apoia e se solidariza a essa luta, que já demonstrou força na paralisação iniciada no dia 8, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), Sindicato dos Professores em Educação no Ensino Municipal-SP (Simpeem), Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), entre outras entidades.

 

Arte: Maria Dias/CUT-SP

Fonte: CUT São Paulo

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