Brasil deve chegar nesta segunda-feira (19) a 154 mil vidas perdidas pela Covid-19
País registra até o momento 153.912 óbitos e a 5.235.677 pessoas infectadas.

Reprodução: Agência Brasil

 

O Brasil se aproxima de 154 mil vidas perdidas por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. De acordo com os dados do consórcio de imprensa atualizado nesta segunda-feira (19), às 8h da manhã, foram registradas 195 novas mortes e 8.874 casos confirmados da doença em 24 horas. Com isso, o país chegou a 153.912 óbitos e a 5.235.677 pessoas infectadas.

Os números dos finais de semana costumam ser menores porque os laboratórios que fazem os testes trabalham com equipes reduzidas ou fecham. De qualquer maneira, os números estão em queda. Segundo os dados coletados até às 20h deste domingo (18), a média de mortes nos últimos sete dias é de 483, o que representa um cenário de queda em relação à média de 14 dias atrás.

Recentemente, o país chegou a estar em situação de queda da média, mas, em seguida, retornou ao patamar de estabilidade dos dados de mortes.

São Paulo é o estado que mais registra casos de coronavírus. Mais de 1 milhão de pessoas foram diagnosticadas com a Covid-19, 38.020 pessoas perderam a vida.

Minas Gerais contabiliza 335.683 casos e 8.446 óbitos.

A Bahia tem 335.351 casos e 7.316 mortes.

O Rio de Janeiro tem menos casos do que os outros estados (290.878), mas fica em segundo lugar no número de mortes (19.765).

São Paulo

As taxas de ocupação dos leitos de UTI estão em 40,5% na Grande São Paulo e 41% no Estado. O número de pacientes internados é de 7.416, sendo 4.125 em enfermaria e 3.291 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 11h deste domingo.

Entre os mortos pela doença no estado, 21.882 são homens e 16.138 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 76,3% das mortes.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,7% dos óbitos), diabetes mellitus (43,3%).

Entre o total de pessoas infectadas, 947.608 estão recuperadas, sendo que 116.487 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

Tendência nos Estados

Dezoito estados estão com tendência de queda na média móvel de óbitos: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Dois estados estão em alta: Paraíba e Rio Grande do Norte.

Além do Distrito Federal, o índice permaneceu estável em seis estados: Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.

Segunda onda na Europa

O surdo da segunda onda de Covid-19 na Europa voltou a preocupar as autoridades de saúde e os governantes locais, que já preparam um pacote de medidas contra o avanço da doença.

Na Itália, o uso das máscaras passa a ser obrigatório em todos os lugares. Até as festas não são mais permitidas, com exceção das cerimônias de casamento, ainda assim com a limitação máxima de trinta convidados.

O país registrou 11.705 novos casos de coronavírus em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde. É a maior contagem diária de diagnósticos desde o início do surto no país.

Na França, o presidente Emmanuel Macron voltou a impor toque de recolher nas grandes cidades, além do fechamento bares e restaurantes. Médicos e servidores da área de saúde fazem protesto exigindo melhores condições de trabalho nos hospitais.

Em Portugal, o primeiro-ministro Antônio Costa anunciou que o país entra em “situação de calamidade”, com a proibição de festas e aglomeração de pessoas e até estabeleceu multa de dez mil euros para os infratores.

Na Alemanha, Ângela Merkel restringe a aglomeração de pessoas até o fim do ano. Além disso, os viajantes que desembarcarem no país terem de cumprir quarentena de 14 dias.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi à tevê para falar aos ingleses das novas medidas, que são várias. Entre elas, a suspensão do funcionamento dos famosos pubs e o distanciamento de dois metros entre as pessoas.

Na Espanha não é diferente. O governo determina, entre outras medidas, que os eventos festivos familiares não podem reunir mais que seis pessoas. E determina também o uso de máscaras nos transportes públicos, como ônibus e metrô.

Américas do Sul e do Norte

Na América do Sul, o cenário continua a ser preocupante. A Argentina agora é o quinto país do mundo nos casos de contaminação, aproximadamente 950 mil, e 25 mil vítimas fatais.

Peru não obteve ainda sucesso no combate à Covid e torna-se um dos países com maior taxa proporcional de vítimas. No Chile -, em meio à crise política entre governo e manifestantes, as autoridades sanitárias tentam cercar de cuidados a população contra o risco de contaminação. Até cães treinados pela polícia estão sendo usados para detectar o vírus.

Às vésperas das eleições presidenciais, os Estados Unidos seguem com o drama da Covid-19, com número de mortos que chega a 220 mil. Até mesmo o presidente Donald Trump foi hospitalizado após contrair o coronavírus.

Fonte: Redação CUT

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